sábado, 9 de outubro de 2010

JORNALISTA E REPÓRTER POLICIAL GIL GOMES











O jornalista e repórter policial Gil Gomes nasceu em São Paulo, em 13 de junho de 1940.

Tornou-se popular por seu estilo personalíssimo na voz, nos gestos e na maneira de se vestir.

Gil Gomes nasceu numa família pobre, no bairro do Jabaquara, na Capital de São Paulo. Na infância, vendia balas e santinhos na porta da Igreja de São Judas Tadeu, onde mais tarde foi aceito como congregado mariano.

Sofria de gagueira e, para superá-la, tentava imitar os locutores esportivos que ouvia pelo rádio. O método funcionou graças, segundo afirma, à sua força de vontade. Foi, então, convidado a ser locutor nas quermesses da igreja e descobriu que a comunicação era sua vocação. Abandonou, assim, a idéia de ser médico, como desejava seu pai.

Numa dessas quermesses, Gil Gomes recebeu, aos 18 anos de idade, o convite para seu primeiro emprego na Rádio Progresso, na Avenida Liberdade, como locutor esportivo. Na época, não havia ondas médias, apenas curtas e tropicais. Depois, foi para a Rádio Santo Amaro -- hoje, Rádio Mulher --; Difusora de Piracicaba, Excelsior, Difusora do Rio Preto (como locutor esportivo) e, finalmente, Rádio Marconi, ainda como narrador de esportes.

Quando a Rádio Marconi parou de fazer coberturas esportivas, Gil Gomes passou a integrar o departamento de jornalismo da emissora, cuja chefia assumiu no final dos anos 60.

Na mesma rádio trabalhava Ana Vitória Vieira Monteiro, dramaturga, poetisa e Escritora, com quem Gil Gomes foi casado por 14 anos e teve três filhos: Guilherme Gil, Daniel e Vilma. Guilherme Gil, o primeiro trabalhou com o pai até sua morte prematura, de hepatite C. O segundo filho, o empresário Daniel Gil Gomes, ocupa o posto deixado vago pelo irmão. A terceira filha Vilma Gil Gomes é advogada.

Um incidente ocorrido em 1968 fez nascer acidentalmente o repórter policial Gil Gomes. Ele realizava entrevistas pelo telefone com políticos, quando tomou conhecimento que um caso de agressão sexual estava ocorrendo no edifício onde a rádio estava instalada. Num impulso, resolveu fazer a cobertura do caso ao vivo. Desceu as escadas do prédio com o microfone na mão, fazendo locução e entrevistando os envolvidos e as testemunhas.

A Rádio Marconi obteve uma audiência recorde com essa cobertura e Gil Gomes concluiu que um programa policial ao vivo era o caminho a seguir. Mas foi um caminho difícil, o regime militar não tolerava críticas ao trabalho da polícia. Para agravar a situação, a Rádio Marconi já era visada pelas autoridades por adotar, em seu noticiário, uma linha de oposição ao governo.

Várias vezes – mais de trinta, conforme afirma Gil Gomes – ele e sua equipe foram presos e a rádio retirada do ar. De todas as prisões, conseguiu se livrar sem maiores conseqüências por conta de sua amizade com policiais. Quando a programação da rádio começou a sofrer censura prévia, Gomes narrava no ar historinhas infantis e receitas culinárias em substituição ao noticiário censurado.

Mas não só as autoridades o hostilizavam. Ao colaborar, com sua equipe, na elucidação de crimes, passou também a sofrer ameaças de morte de bandidos.

Concorria com o primeiro repórter policial da rádio Bandeirantes, José Gil Avilé, o Beija-Flor.

Em 1991, o SBT- Sistema Brasileiro de Televisão, rede comandada por Sílvio Santos, lançou o jornal diário "Aqui Agora". Para se diferenciar do jornalismo sisudo e bem comportado da Rede Globo, Sílvio Santos idealizou o "Aqui Agora" como um jornal popular no formato e na linguagem. Entre os convidados para integrar a equipe de locutores e repórteres do jornal estava Gil Gomes, que aparecia ao lado de Sônia Abrão, Celso Russomanno, Jacinto Figueira Júnior (o Homem do Sapato Branco) e Wagner Montes, entre tantos outros.

Como o programa jornalístico dava ênfase a reportagens sobre acidentes graves e crimes de toda sorte, Gil Gomes teve um papel destacado. Foi no "Aqui Agora" que ele aprimorou o visual, a voz e o gestual que cairam no gosto do grande público e serviram de inspiração para os imitadores dos programas de humor.

Vestido invariavelmente com uma camisa de cores berrantes, como se tivesse sido comprada numa banca de camelô de um bairro popular, a mão direita empunhando o microfone e a esquerda gesticulando como se alisasse o pelo de um cão, Gil Gomes narra os fatos diretamente da cena do crime com sua voz arrastada e grave, que cresce em volume nos momentos mais dramáticos. Usa frases curtas, que às vezes nem chega a completar. Nas entrevistas, não adota uma posição neutra: se emociona diante das vítimas e explode de indignação diante dos criminosos.

"Aqui Agora" fez tanto sucesso que passou a ter duas edições diárias. Mas, com o aparecimento de concorrentes, foi perdendo audiência e saiu do ar em 1997. Alguns anos após, Gil Gomes foi aproveitado no programa humorístico "Escolinha do Barulho" da TV Record.

"Escolinha do Barulho foi ao ar em 1999 quando a Rede Globo deixou de apresentar a Escolinha do Professor Raimundo com Chico Anísio e dispensou diversos atores cômicos do elenco, que a Record resolveu contratar para fazer um programa semelhante. Como inovação, em vez de um único professor, a Escolinha do Barulho da Record teve três professores fixos, Dedé Santana, Miele e Gil Gomes.

Gil Gomes saiu da TV em 2000 e nunca mais trabalhou nesse veículo de comunicação. Desde então, apresentou um programa na Rádio Tupi e, agora, trabalha na Rádio Record de São Paulo .


FONTE : http://grandesnomesradioetv.multiply.com/photos/album/14

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