segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Globo migra Telecurso da TV para a web



A Globo deu início hoje (14) ao projeto de comunicação que pretende mobilizar a sua audiência para a nova  plataforma de exibição do Telecurso na Globo.com: telecurso.globo.com. Com uma campanha que vai permear toda a programação da emissora, a iniciativa é uma ação em parceria com a Fundação Roberto Marinho, que anunciou a expansão do Telecurso para a internet, celulares e tablets.
"Esta é mais uma demonstração do compromisso da Globo com a Educação. Com a migração do Telecurso para a internet, os alunos poderão assistir as aulas na hora que quiserem e onde quiserem. Acreditamos que a expansão para a internet vai oferecer ainda mais recursos e benefícios para o público, complementando a experiência que ele encontrava na TV. Por isso, vamos disponibilizar espaço ao longo de toda a programação para que as pessoas possam conhecer esta nova plataforma de distribuição das aulas", reforçou Sergio Valente, diretor de Comunicação da Globo.
Uma série de filmes entra na programação da Globo a partir do dia 14 de novembro. Além de destacar o alcance do Telecurso ao longo de 36 anos de trajetória – sete milhões de estudantes, 40 mil professores, 32 mil salas de aula e mais de 1.500 instituições parceiras em todo o Brasil – a campanha, desenvolvida pela área de comunicação da Globo, pretende mobilizar a população para a ampliação do acesso e destacar o maior legado que o Telecurso proporciona aos estudantes: a realização dos seus sonhos.
O Telecurso será exibido na Globo até o dia 14 de novembro. Após esta data, a emissora segue com a exibição de séries e do Globo Rural, até o lançamento do novo telejornal Hora Um, em dezembro. Apresentado ao vivo por Monalisa Perrone, o jornal irá ao ar de segunda a sexta, às 5h. Produzido para atender a um público que cada vez acorda mais cedo para trabalhar, o Hora Um trará os assuntos mais importantes, do Brasil e do mundo, da noite anterior, da madrugada e do início da manhã, e as cotações dos mercados agrícolas. Com essa estreia, a Globo ampliará a oferta de programação ao vivo matinal, completando, das 5h ao encerramento do Jornal Hoje, às 14h, cerca de nove horas diárias de programas ao vivo.

Foto Divulgação
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Paramount estreia na briga pela TV por assinatura



A Viacom International Media Networks vai levar o canal de filmes 24 horas a 14 milhões de lares na América Latina e no Brasil. O conteúdo será exibido em SD e em alta definição a partir de hoje (14).
"O Paramount Channel" atende às crescentes demandas de entretenimento para experiências relativas a filmes com uma curadoria maior na América Latina, oferecendo uma combinação ótima de longas-metragens premiados, ação, romance, drama, sci-fi e filmes de terror para toda a família", disse Carlos Penzini, Brand Manager do Paramount Channel e SVP de Estratégia e Desenvolvimento de Negócios da VIMN The Americas.
"Enquanto embarcamos neste novo projeto estamos certos de que o vasto acervo da Paramount Pictures com filmes icônicos vai estimular o apetite do público latino por experiências cinematográficas com maior curadoria", disse Pier Gazzolo, COO da VIMN e gerente geral interino da VIMN The Americas.
Para marcar o lançamento do canal, foi aberta ao público no dia 6 de novembro a primeira exposição da Paramount Pictures no mundo. Paramount Channel: A Exposição fica em cartaz no museu Soumaya, na Cidade do México, até o dia 6 de janeiro de 2015.  Com curadoria da Paramount Archives, sob a direção do vice-presidente Andrea Kalas, a exposição apresenta peças exclusivas e figurinos – dos mais glamourosos aos mais sutis – com fotos que mostram grandes estrelas usando os mesmos trajes durante momentos memoráveis do cinema – caso de Russell Crowe em Noé (2014), Tom Hanks em O Resgate do Soldado Ryan (1998) e Forrest Gump – Contador de Histórias (1994) e Kevin Costner em Os Intocáveis (1981), entre outros.

Foto:Reprodução
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Zero Hora recebe prêmio de Veículo do ano no Salão da Propaganda



Zero Hora é eleito Veículo do ano no Salão da Propaganda
 
Zero Hora conquistou o título de Veículo do Ano no Salão da Propaganda, promovido pela Associação Riograndense de Propaganda (ARP) para reconhecer os profissionais e empresas que se destacaram no setor da comunicação em 2014. 
 
A entrega dos troféus aos vencedores da distinção em 15 categorias ocorreu na noite desta quinta-feira, no tradicional Jantar da Propaganda, na Casa NTX, em Porto Alegre.
 
Confira a lista completa dos vencedores:
 
Empresário ou Dirigente de Comunicação do Ano
— Alberto Freitas (Matriz)
 
Agência de Comunicação do Ano
— Paim
 
Anunciante do Ano
— Sicredi
 
Veículo do Ano
— Zero Hora
 
Diretor de Criação do Ano
— Rafael Bohrer (Global)
 
Profissional de Criação do Ano
— Márcio Blank (Paim)
 
Profissional de Atendimento do Ano
— Renata Dall Onder (Escala)
 
Profissional de Mídia do Ano
— Simone Gasperin (Global)
 
Profissional de Planejamento do Ano
— Lara Piccoli (Morya)
 
Profissional de Produção de Agência do Ano
— Melissa Bordin (Morya)
 
Profissional de Atendimento de Veículo do Ano
— Andrea Rossi (SBT)
 
Profissional de Marketing de Cliente do Ano
— Daniel Ferretti (Sicredi)
 
Produção Publicitária Eletrônica e/ou Digital do Ano
— Loop Reclame
 
Produção Publicitária de Imagem Gráfica do Ano
— Estúdio Mutante
 
Serviços Especializados do Ano
— Inventa Evento
 

Foto:Reprodução
 
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Lumen FM lança programa para leitura de livros e contos



Ligar o rádio, ouvir um conto, uma história, dando asas à imaginação ao se deixar levar pela narrativa. Assim é o programa "Leitura Viva", lançado pela emissora curitibana Lumen FM e apresentado pelo agente de leitura, dramaturgista e diretor musical, Flávio Stein.
"O objetivo do programa, que estreou esta semana, é trazer a literatura para o rádio por meio de um formato inovador, estimulando o ouvinte a entrar em contato com a leitura, por meio de pequenos contos ou trechos de livros escolhidos especialmente para serem lidos no ar", explica Juliana Sartori, supervisora artística da Lumen FM.
De segunda a domingo, um texto é escolhido e interpretado de maneira diferenciada, estimulando o exercício da audição e oportunizando ao ouvinte mergulhar no texto e conquistar novas experiências por meio da interpretação de obras literárias.
O Leitura Viva faz parte da campanha Se Liga no Livro da Lumen FM. Realizada há mais de um ano na emissora, a campanha conta com várias ações na programação para incentivar a leitura entre os ouvintes.
O Leitura Viva vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 9h20 e às 16h20 e aos sábados e domingos às 9h30 e às 16h30.
Foto:Divulgação
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Transamérica lança plano comercial do Estúdio Ao Vivo



A Transamérica Hits lança para o mercado publicitário um projeto especial para comercialização de cotas de patrocínio da nova temporada do Estúdio Ao Vivo. Os artistas confirmados são: Ricardo & João Fernando (25/11), Humberto & Ronaldo (04/12), Edson & Hudson (11/12) e Inimigos da HP (16/12).
As apresentações vão acontecer até o final de dezembro e serão transmitidas para 53 emissoras da Rede Transamérica Hits, que abrangem importantes cidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Bahia, Pernambuco, Roraima e Rondônia.
A mídia oferecida no plano comercial do Estúdio Ao Vivo contempla chamadas promocionais, menções durante as atrações e comerciais determinados, além de banner no aplicativo da emissora disponível para iPhone/iPad e aplicação de menção de apoio nos materiais divulgados no portal www.transanet.com.br.  
Vale ressaltar que o Estúdio Ao Vivo é uma das atrações mais tradicionais da emissora e já foi premiado duas vezes pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA) como o melhor programa de Música ao Vivo.
Foto:Reprodução/Facebook

Fo
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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Flexibilização permanente da Voz do Brasil é aprovada em comissão

A Comissão Mista criada para analisar a MP 648/14 dia (16), o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB/ES) que flexibiliza de maneira permanente o programa “A Voz do Brasil” entre 19h e 22h. A obrigatoriedade da transmissão às 19h ficará apenas para as rádios educativas.
Com a aprovação, a MP terá até o final de setembro para ser analisada pelo plenário da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. O presidente da Abert, Daniel Slaviero, afirmou que a aprovação desta medida foi um passo muito significativo para o setor da radiodifusão e para a sociedade. “Esse é o fato mais importante para o rádio nos últimos anos e os maiores beneficiados com a flexibilização são os ouvintes e a população brasileira”, disse.
Para o relator da MP, senador Ricardo Ferraço, a experiência da flexibilização durante a Copa do Mundo foi positiva e atendeu aos interesses das rádios e dos ouvintes,  que puderam escolher o que escutar durante um período de três horas. “Essa é uma medida democrática e vamos continuar trabalhando para a sua aprovação nos plenários da Câmara e do Senado”, disse.
A MP 648/14, assinada pela presidente Dilma Rousseff,  atendeu a um pleito da Abert e das Associações Estaduais de Radiodifusão, preocupadas com os prejuízos à transmissão e cobertura jornalística das partidas e de eventos paralelos ao Mundial, autorizou as emissoras de rádio de todo o país a levar ao ar o programa obrigatório “A Voz do Brasil” até às 22h durante o torneio.
Com informações da Abert
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José Luiz Datena estreia programa na Bradesco Esportes FM


José Luiz Datena estreia programa na Bradesco Esportes FM
Depois de sua atuação como narrador esportivo na Copa do Mundo na Band e no canal Bandsports, José Luiz Datena estará no comando do programa “Nossa Área Com Datena Bandsports”, transmitido pela Bradesco Esportes FM.
A partir desta segunda-feira, dia 21, o público poderá conferir as principais notícias esportivas do dia e entrevistas com personalidades da área. Além disso, o ouvinte terá espaço no programa para discutir sobre seu esporte favorito com o apresentador.  
Datena, que começou a sua carreia jornalística no rádio, fala da expectativa em voltar a trabalhar neste veículo de comunicação, que está longe desde março de 2013. “Estou muito feliz em voltar ao rádio. E muito feliz com a oportunidade de interagir com o público. Muitas vezes, a opinião de um ouvinte é mais interessante que a do próprio apresentador”, comenta.
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Sebrae-SP lança rádio online com dicas sobre empreendedorismo

Com programação intercalada entre música nacional e internacional com notícias e dicas sobre empreendedorismo, finanças, negócios e mercado de trabalho, o Sebrae-SP coloca no ar uma emissora de rádio online.

O acesso pode ser feito pela internet no endereço http://radio.sebraesp.com.br. Na rádio online do Sebrae-SP, há, ainda, entrevistas e demais reportagens com consultores especializados da entidade e todos os temas que envolvem o universo do empreendedorismo, além de podcasts com conteúdo de gestão que ajudarão o empresário a se desenvolver. 

Para o gerente de inteligência de mercado do Sebrae-SP, Eduardo Pugnali, a proposta é oferecer aos empreendedores mais um canal de comunicação com dicas e informações importantes para quem quer abrir uma empresa ou já é dono do próprio negócio, mesclando música, notícias e serviços.

"A ideia é que a Rádio Sebrae-SP se torne uma companhia para o empreendedor, que possa ser inserida no ambiente do seu negócio. Ao conectar a rádio pela internet o empreendedor pode, enquanto conduz a sua empresa, ouvir informações importantes de empreendedorismo e gestão de negócios que podem ser aplicadas no seu dia a dia", explica Pugnali, responsável pelo projeto.

A rádio também pode ser ouvida em celulares e tablets com acesso à internet pelo endereço. Basta acessar o navegador.

Haverá espaço para publicidade na programação. A previsão é que sejam divulgadas em breve as informações aos interessados em tornar-se anunciantes.

Conteúdo informativo gratuito para as rádios

Em parceria com a Radioweb, o Sebrae-SP também oferece um conteúdo gratuito de produção e distribuição diária de informações para as rádios de todo o Brasil.

São matérias, boletins e reportagens sobre empreendedorismo que podem ser baixados pelo endereço www.agenciaradioweb.com.br/ ou no próprio site da rádio.

Basta que a rádio interessada no conteúdo faça um simples cadastro com login e senha para ter acesso gratuito aos downloads e todo o material produzido pelo Sebrae-SP.​

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Pela primeira vez na história, Jornal Nacional será apresentado por duas mulheres

Para homenagear o Dia Internacional da Mulher, o Jornal Nacional, da TV Globo, será pela primeira vez na história apresentado por duas mulheres. Patrícia Poeta e Sandra Annenberg devem assumir a bancada nessa data especial.

Crédito:Divulgação
Sandra Annenberg irá apresentar Jornal Nacional ao lado de Patrícia Poeta no Dia Internacional da Mulher

Segundo informações da coluna de Monica Bergamo na Folha de S.Paulo, todos os programas da casa irão participar da homenagem, incluindo o BBB, que nesse dia irá substituir o apresentador Pedro Bial também por uma mulher.  

Filho de Datena irá assumir apresentação do "Brasil Urgente" aos sábados

Joel Datena, mais conhecido como Dateninha e filho de José Luiz Daneta, irá assumir a apresentação do programa "Brasil Urgente", na Band, apresentado pelo pai, aos sábados. 

Crédito:Reprodução
Joel Datena, filho de José Luiz Daneta, irá apresentar "Brasil Urgente" aos sábados

Joel já comanda a edição local do programa em Goiânia. Segundo informações da coluna do Flávio Ricco no UOL, o jornalista já conheceu a emissora em São Paulo e irá dividir com Márcio Campos a apresentação nas folgas do pai aos sábados. 

MANUAL DE JORNALISMO INVESTIGATIVO DA UNESCO É LANÇADO EM PORTUGUÊS


Jornalismo investigativo. Foto: Unesco
Cidadãos dos países de língua portuguesa já podem ter acesso a um guia da Unesco sobre jornalismo investigativo. O manual “A Investigação a Partir de Histórias” foi lançado pela primeira vez em 2009 e agora, está disponível em português e em espanhol.
Os profissionais do setor podem fazer odownload do manual de forma gratuita pela internet. A Unesco lembra que é cada vez mais reconhecido o valor do jornalismo investigativo, que contribui de forma essencial para a democracia, segundo a agência da ONU.
Más Práticas
O autor do guia, Mark Lee, cita a importância do público ter acesso a informações sobre eventuais más práticas de membros de governo e da sociedade, por exemplo.
Lee destaca ainda “uma série de reportagens investigativas importantes produzidas em português”, em países como Brasil e Moçambique. O manual traz casos reais e as etapas do processo investigativo, como concepção, pesquisa, escrita e divulgação.
Mortes
A Unesco lembra que os jornalistas investigativos enfrentam desafios inesperados, especialmente em países onde o Estado de Direito ainda não foi consolidado.
Somente na última década, mais de 600 profissionais da mídia foram mortos, e ao mesmo tempo, diminuiu o índice de condenação dos autores desses crimes.
Promover a segurança dos jornalistas é parte dos compromissos da Unesco, a agência da ONU com mandato para defender a liberdade de imprensa.
Outra meta do manual é apoiar jovens interessados em seguir carreira no jornalismo investigativo e por isso, a Unesco afirma estar entusiasmada em fornecer o guia ao público que fala português e espanhol.
Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

Telecine Cult exibe especial “Oscar ao Longo das Décadas”

Reprodução/Telecine
Para os cinéfilos de plantão, o Telecine Cult preparou o especial Oscar ao Longo das Décadas, que será exibido de 24 de fevereiro a 1º de março, com comentários do jornalista Moisés Liporage. Serão 12 filmes (dois por dia) das últimas seis décadas, todos indicados ou premiados na maior festa do cinema mundial, que este ano está marcada para o dia 2 de março. Antes de cada sessão, Moisés contextualiza a produção, além de contar fatos marcantes e histórias dos bastidores.
Bravura Indômita (1969) abre o especial na segunda-feira, 24, às 19h35. O filme rendeu a John Wayne um Oscar de Ator, o único que ganhou ao longo de sua carreira. O velho xerife “Rooster” Cogburn (John Wayne) é contratado por Mattie Ross (Kim Darby) para matar o assassino de seu pai. Ela, entretanto, faz questão de acompanhá-lo na perseguição ao criminoso, e isso o deixa contrariado. Os dois são seguidos por um caça-recompensas, que quer botar a mão no assassino antes deles. O longa ganhou um remake feito pelos Irmãos Coen, em 2010.
Confira a lista da programação:
Dia 24, às 19h35: Bravura Indômita – 1969 (True Grit – 1969)
Direção: Henry Hathaway.
Elenco: Kim Darby, John Wayne e Glen Campbell.
EUA, 1969. Western. 127 min. 14 anos.

Dia 24, às 22h: Perdidos na Noite (Midnight Cowboy)
Direção: John Schlesinger.
Elenco: Dustin Hoffman, Sylvia Miles e Jon Voight.
EUA, 1969. Drama. 113 min. 16 anos.

Dia 25, às 20h10: Noivo Neurótico, Noiva Nervosa (Annie Hall)
Direção: Woody Allen.
Elenco: Woody Allen, Diane Keaton e Tony Roberts.
EUA, 1977. Comédia. 93 min. 14 anos.

Dia 25, às 22h: Domingo Maldito (Sunday Bloody Sunday)
Direção: John Schlesinger.
Elenco: Glenda Jackson, Peter Finch e Murray Head.
ING, 1971. Drama. 112 min. 18 anos.

Dia 26, às 19h50: Filhos do Silêncio (Children Of A Lesser God)
Direção: Randa Haines.
Elenco: William Hurt, Marlee Matlin e Piper Laurie.
EUA, 1986. Drama. 117 min. 14 anos.

Dia 26, às 22h: Gente Como a Gente (Ordinary People)
Direção: Robert Redford.
Elenco: Donald Sutherland, Mary Tyler Moore e Judd Hirsch.
EUA, 1980. Drama. 123 min. 14 anos.

Dia 27, às 20h: Priscilla, a Rainha do Deserto (The Adventures Of Priscilla, Queen Of Desert)
Direção: Stephen Elliott.
Elenco: Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce.
AUS, ING, 1994. Comédia. 103 min. 14 anos.

Dia 27, às 22h: Ed Wood (Ed Wood)
Direção: Tim Burton.
Elenco: Sarah Jessica Parker, Martin Landau e Johnny Depp.
EUA, 1994. Drama. 124 min. 14 anos.

Dia 28, às 20h05: Encontros e Desencontros (Lost In Translation)
Direção: Sofia Coppola.
Elenco: Bill Murray, Giovanni Ribisi e Scarlett Johansson.
JPN, EUA, 2003. Drama. 97 min. 14 anos.

Dia 28, às 22h: Traffic (Traffic)
Direção: Steven Soderbergh.
Elenco: Michael Douglas, Benicio Toro e Catherine Zeta-Jones.
ALE, EUA, 2000. Drama. 143 min. 18 anos.

Dia 1º, às 19h30: Amor (Amour)
Direção: Michael Haneke.
Elenco: Jean-Louis Trintignant, Isabelle Huppert e Emmanuelle Riva.
AUT, ALE, FRA, 2012. Drama. 127 min. 14 anos.

Dia 1º, às 22h: Indomável Sonhadora (Beasts Of The Southern Wild)
Direção: Benh Zeitlin.
Elenco: Quvenzhané Wallis, Dwight Henry e Levy Easterly.
EUA, 2012. Drama. 89 min. 10 anos.

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Canal FashionTV Brasil vai estrear na operadora GVT

Divulgação
O FashionTV Brasil, canal que desde setembro de 2012 voltou ao país pela programadora  Box Brazil,  expande sua base e contará em breve com quase um milhão de assinantes. A partir do dia 27 de fevereiro, o canal estará disponível para os assinantes da GVT, no canal 72.
O FashionTV Brasil é a versão brasileira do maior canal de moda do mundo. Exibido em 182 países nos cinco continentes, com mais de 500 milhões de assinantes, o canal dedicado ao mercado nacional, foca nas principais marcas brasileiras e tendências do mundo fashion.
A programação do FashionTV Brasil abrange o universo da moda com através da exibição de desfiles na íntegra, entrevistas e comentários dos estilistas, das modelos e de outros profissionais envolvidos; perfil das modelos; making of das principais campanhas; cobertura de eventos relacionados à moda; destinos relacionados à moda; moda masculina; histórico da moda internacional.
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Canais Globosat crescem com reorganização de canais da NET



Canais Globosat crescemCanais Globosat crescem com reorganização de canais da NET (Reprodução) com reorganização de canais da NET (Reprodução)
De acordo com a jornalista Keila Jimenez, da Folha de S. Paulo, a reorganização de canais promovida pela operadora NET tem beneficiado os canais Globosat, únicos que não tiveram posição alterada devido a questões contratuais.
Segundo a jornalista, nos primeiros 15 dias de fevereiro, os canais que mais cresceram em comparação à primeira quinzena de janeiro foram os da rede das Organizações Globo.
Exemplos como Sportv (65% de crescimento no período), Sportv 2 (130%) e Multishow (55%). Uma suposta explicação pode ser que os telespectadores, confusos com a mudança na numeração de outros canais, prefiram ficar naqueles que eles já conhecem.
Vale lembrar que a NET agrupou os canais por gênero: infantis, esportivos, filmes, etc.
Veja a nota completa aqui.
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Com moderno parque gráfico, ‘Vale’ lança sua edição full color


Nova impressão do
Nova impressão do 'Vale'. Foto: Rogério Marques

Investimento amplia a qualidade jornalística e abre mais possibilidades para anunciantes em veículo líder de audiência
Xandu Alves
São José dos Campos

Todas as cores do mundo para contar a vida como ela é e a realidade como é vista em toda a região.

O VALE inaugura hoje uma nova etapa na sua história de inovação e busca de qualidade editorial e gráfica, que começou em 4 de abril de 2010, data da fundação.
Todas as páginas do jornal passam a ser impressas em cor, sem imagens ou anúncios em preto e branco.
Para tanto, a empresa que edita O VALE e o jornal Gazeta de Taubaté instalou um novo Centro Tecnológico Gráfico em Taubaté, no bairro Independência, às margens da via Dutra.
Uma máquina importada da fabricante indiana Manugraph, com tecnologia alemã, permitiu a adoção de cor total em todas as edições do veículo (leia texto nesta página), que é líder de audiência em toda a Região Metropolitana do Vale do Paraíba.

Revolução digital. “Investir em um novo parque gráfico vai nos permitir levar em cores a milhares de leitores não só a melhor cobertura jornalística regional como também o talento e criatividade do nosso mercado publicitário”, afirmou Fernando Salerno, diretor responsável por O VALE.
Dessa forma, completou o executivo, o jornal estará reequilibrando o “jogo de forças com as demais plataformas de informação, ampliando o nosso alcance e a nossa responsabilidade”.
Além do jornal impresso, O VALE mantém um portal de notícias na internet (www.ovale.com.br), distribui informação via dispositivos móveis, como celulares e tablets, e interage com os leitores pelas redes sociais.
Tudo isso foi levado em conta na opção de adotar cor total nas edições do jornal, tornando o veículo mais atraente e agradável a leitores e anunciantes.
Na era de revolução digital, segundo Salerno, o meio jornal vive um momento de profunda transformação, análise e reflexão sobre o seu papel na construção dessa nova sociedade, mais livre, crítica e democrática.
“A necessidade de fortalecer as nossas operações tem como objetivo estreitar nossa relação com o leitor e o mercado anunciante”, afirmou o diretor de O VALE.

Mercado. Na avaliação da diretora de Publicidade Regional de O VALE, Marcella Cotes, as edições full color abrem possibilidades múltiplas para o jornal, as quais incrementarão o relacionamento do veículos com seu público e com o mercado anunciante.
“A cor total vai nos permitir apostar em ações diferenciadas, como campanhas e eventos, mas também em formatos diferentes de difusão de conteúdo e de anúncios.”

Inovação. Segundo o editor-chefe de O VALE, Hélcio Costa, a edição de cor total faz parte da decisão do jornal de investir em inovação, ação que faz parte do DNA do veículo.
Isso ocorreu no surgimento da edição impressa e online de O VALE, em abril de 2010, e segue como tendência para a manutenção da liderança no mercado editorial regional.
“A cor total é um atrativo para o leitor e oferece ao mercado a possibilidade de expor suas ideias, ofertas e qualidades”, ressaltou Costa. “O VALE é um jornal de vanguarda. Informação de qualidade é o nosso negócio”, afirmou.
Moderna, impressora pesa 120 toneladas
São José dos Campos

Para se tornar full color (cor total), o jornal O VALE instalou em Taubaté, no bairro Independência, o seu novo Centro Tecnológico Gráfico.
Nele, em um galpão de 1.000 metros quadrados, foi instalada a impressora Hiline da fabricante indiana Manugraph, que tem 41 anos de mercado.
Trata-se de um dos modelos mais avançados da empresa, que usa tecnologia alemã e é capaz de imprimir, por hora, 45 mil exemplares de jornal no formato standard (54,6 cm de altura). São 6,8 metros de papel impressos por segundo.
A máquina pesa 120 toneladas e tem 27 metros de largura e 10 metros de altura, com três torres de impressão e uma dobradeira.
Segundo o gerente industrial de O VALE, Marcos Verde, a máquina pode receber as páginas do jornal pela internet e fazer uma leitura delas, preparando um pré-ajuste das cores que serão impressas em cada uma. Além disso, a impressora é capaz de fazer dois cadernos ao mesmo tempo.
“Isso dá rapidez na impressão e vai refletir num melhor serviço de distribuição. O jornal poderá chegar mais cedo à casa dos leitores”, disse ele.
Arte full color

Xandu Alves
São José dos Campos 

sábado, 7 de dezembro de 2013

Forbes elege as melhores agências americanas do ano


Executivos de marketing dos Estados Unidos elegeram, para a Revista Forbes, as melhores agências do ano. A Wieden+Kennedy, que atende contas como Old Spice, Nike, ESPN e Coca-Cola, ficou no topo do ranking, com 66% de aprovação. Na segunda colocação está a Droga5, comandada pelo premiado publicitário David Droga.
Mas nem tudo são flores. A Forbes também elencou alguns problemas apontados pelos anunciantes na pesquisa. No levantamento, as empresas demonstraram algumas preocupações como: “uma notável frustração sobre a incapacidade das agências para gerenciar campanhas integradas e a visão de que as agências não ajustaram o seu modelo de negócio para a era digital”.
Confira a lista:
1. Wieden+Kennedy (66%)
2. Droga5 (36%)
3. Grey (34%)
4. BBDO
5. Ogilvy (24%)
6. The Martin Agency (16%)
7. Leo Burnett (14%)
8. CP+B (12%)
9. Goodby Silverstein & Partners (9%)
10. Publicis (6%)

Fonte:Site Adnews
Com informações da Forbes.com

Jornalistas recordam de histórias marcantes nos plantões de Natal e Ano-Novo na redação

"Tudo acontece no final do ano, já parou para pensar?”, brinca a jornalista Sonia de Pieri, que teve sua estreia como locutora justamente em um plantão, no dia 31 de dezembro de 1992, na Alpha FM. Trânsito recorde, morte de celebridades, incêndios, entre outros, são apenas alguns perrengues que muitos jornalistas já enfrentaram durante seus plantões de fim de ano.

Soma-se às desvantagens da época o problema das redações reduzidas pela metade, e a dificuldade da apuração, já que muitos setores públicos estão em recesso. “Acho que no Natal é ainda pior. Por ser um feriado religioso, tudo para mesmo no país. Ano-Novo ainda tem muito comércio funcionando”, conta Francisco Prado, chefe de redação e âncora da rádio Bandeirantes.

Prado é pós-graduado em plantões complicados de fim de ano. O mais marcante ocorreu em pleno dia 25 de dezembro de 2007. Já às 6 horas da manhã, o então repórter chegava ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, para apurar as causas de um grande incêndio naquele local, que é hoje o maior complexo hospitalar da América Latina. “Temos uma central informativa que funciona de forma integrada para as rádios e canais de tevê do grupo, e foi de lá que recebemos a informação, ainda no dia 24 de dezembro à noite. Foi a própria redação que acionou o corpo de bombeiros e a defesa civil”, recorda-se.

Entre a missão de trabalhar em uma época em que grande parte da população está festejando e a sensação de dever cumprido ao dar informações de qualidade, parece que os jornalistas não têm dúvidas do que preferem. Com o passar dos anos, brindar com copinhos de plástico na redação se torna parte da rotina e algo até divertido. “Para quem está começando no jornalismo, os plantões incomodam muito mais”, conta o repórter de esportes Wilson Baldini, de O Estado de S. Paulo. Com quase trinta anos de carreira, ele mesmo teve problemas com sua esposa pelas inúmeras vezes que se atrasou para a ceia, no início da profissão. “Somos de certa forma como médicos, temos uma profissão que exige dedicação, muitas vezes, em tempo integral”, define.

Com pouco mais de duas décadas de estrada, a repórter Christina Miranda, da rede Record Bahia, diz já ter aprendido a lidar bem com seus plantões. “A gente é jornalista 24 horas mesmo, não tem jeito. Não tem botão on e off.” Além de trabalhar todos os anos no Natal ou no Ano- Novo, o feriado de Carnaval também é de lei. “Você aprende a lidar. O aniversário do meu filho, por exemplo, cai no mesmo dia do aniversário de Dona Canô, mãe de Caetano Veloso – falecida em 25 de dezembro de 2012 – então, nunca tinha festa. E a família sabe que tem sempre um Natal ou Ano-Novo que eu não vou.”

Enquanto para alguns a tarefa é tirada de letra, há quem tenha desistido da rotina das redações em nome de mais tempo livre. Já prevendo como seriam os plantões depois que se casasse e fosse mãe, a jornalista Rosana Venceslau resolveu abrir seu próprio negócio: uma agência de comunicação. “Amei trabalhar com rádio. Posso dizer que é minha paixão profissional, mas ter mais liberdade, folgar nos fins de semana e feriados e passar mais tempo com a família não tem preço.” O mesmo caminho seguiu Sonia de Pieri, que acabou abrindo uma agência especializada em rádios corporativas. “Hoje continuo trabalhando com rádio, mas tenho horários mais flexíveis”, comemora.

Para conhecer algumas das histórias mais marcantes ocorridas nos plantões de final de ano, bem como saber quais são as principais vantagens e desvantagens de estar nas redações no período de Natal e réveillon, IMPRENSA ouviu profissionais da tevê, rádio e impresso.
Christina Miranda - repórter da rede Record Bahia

Crédito:Divulgação
"A gente é jornalista 24 horas mesmo, não tem jeito. Não tem botão on e off"
O “Domingo Espetacular” resolveu fazer uma rodada mostrando outro lado do Ano-Novo, de quem não tem nada para comemorar e que às vezes nem percebem que é o dia da “virada”. Foram cinco praças, com duas semanas de produção para cada uma. Foi difícil encontrar o personagem porque os moradores de rua migram de lugar, têm problemas com bebida, drogas. Então, a nossa produtora foi para a rua pesquisar e encontrar a Janete, uma mulher que tinha perdido a casa há 5 anos em um deslizamento de terra e que desde então tentava retomar a vida. Ela morava num buraco em um viaduto inacabado de Salvador e de vez em quando fazia uns bicos. Nesse final de ano o filho de 12 anos, que morava com o pai em Camaçari (região metropolitana de Salvador), foi passar a noite de réveillon com a mãe.

Quando cheguei ela estava de banho tomado, toda de branco e o filho muito comovido, porque estava com ela. Fui com o câmera e o motorista e ficamos das 22 às 2 horas. Foi muito emocionante, mas não chorei porque ela estava muito alegre. Foi especial justamente porque é possível ser feliz mesmo com muito pouco.

Francisco Prado - chefe de redação e âncora da rádio Bandeirantes

Crédito:Divulgação
"Plantão no Natal é ainda pior. Por ser um feriado religioso, tudo para mesmo no país"
Já havia ido para casa quando fui comunicado do incêndio, na madrugada do dia 24 de dezembro para o dia 25, em 2007. Era para eu entrar somente às 10 horas no plantão, mas devido à urgência do caso, já estava desde as 6 horas no Hospital das Clínicas. Chegando ao local, já havia pacientes do lado de fora e diversas pessoas saindo às pressas, porque o incêndio não havia sido controlado ainda.

Tenho 15 anos de carreira e essa foi uma das coberturas mais marcantes. Geralmente, os plantões de fim de ano são muito tranquilos. Já deixamos pronta uma programação musical, só que nessa ocasião do incêndio nós derrubamos o material frio para entrar com hardnews. No mesmo dia 25 já começamos um trabalho investigativo para apurar as causas do incêndio. A fumaça preta atrapalhou um pouco o trabalho da perícia e o fato de ter ocorrido no período de recesso, o trabalho de apuração foi muito dificultado, porque dependíamos de posicionamentos oficiais. Havia também a suspeita de que pelo fato de muitos equipamentos estarem defasados eles teriam causado o incêndio.

Sonia de Pieri - proprietária da agência De Pieri

Crédito:Divulgação
“Hoje continuo trabalhando com rádio, mas tenho horários mais flexíveis”
Já cheguei a dar feliz Natal no ar, nas rádios CBN e Eldorado. É muito gostoso. Mas, ao mesmo tempo, o rádio deixa a gente muito solitário, especialmente no fim de ano. Eu mesma operava as mesas. Como âncora a gente também faz um trabalho muito emocional. Tem muita gente sozinha que está precisando de um “alô”. Esse é o grande barato do rádio. Não tinha ideia da quantidade de gente que me ouvia mesmo em datas como Natal e Ano-Novo. Por isso sempre procurei fazer uma mensagem de incentivo, de esperança na hora dos votos. Mas há também diversos casos engraçados durante esses plantões. Teve uma vez, na rádio Alpha FM, que chamei a jornalista Mônica Porto, de “Mônica Porco”. Não conseguíamos parar de rir. É uma profissão muito gostosa.

Wilson Baldini - repórter de esportes e blogueiro de O Estado de S. Paulo
Crédito:Felipe Rau/ AE
"Somos de certa forma como médicos. Temos uma profissão que exige dedicação"
Trabalho no esporte há 26 anos. E todo ano trabalho ou no Natal ou no Ano-Novo. Nessa época, infelizmente, temos muitos acidentes, então sempre há bastante trabalho. Em 2005, estava em um plantão de Ano-Novo quando recebi na redação a notícia de que o ex-jogador argentino Alfredo Estéfano Di Stéfano estava internado na UTI, em um estado muito grave. Ficamos até 1 hora da manhã esperando mais informações e, felizmente, ele está vivo até hoje. Para quem está começando, os plantões incomodam muito mais. No início do relacionamento tive problemas com a minha esposa. Somos de certa forma como médicos. Temos uma profissão que exige dedicação. Já vi noivados e até casamentos terminarem por causa do plantão.

Rosana Venceslau - proprietária da Agência Comunica

Crédito:Divulgação
"Ter mais liberdade, folgar nos fins de semana e feriados e passar mais tempo com a família não tem preço"
Eu trabalhava como auxiliar de produção na rádio Eldorado na virada de 1997 para 1998, atendendo as ligações de ouvintes. Pouco depois da meia-noite, o meu ramal tocou. Estranhei pelo horário, mas era uma mulher que queria fazer uma reclamação. Ela contou que havia diversos buracos na rua dela e que a culpa era do então prefeito da cidade, Celso Pitta. Perdi as contas de quantas férias passei fazendo plantão. E com mais da metade da redação em recesso, o trabalho era dobrado. Eu dava boletins de trânsito no fim de ano, então a audiência ficava ligada até certo horário para saber a situação das estradas. Mas quando as pessoas chegavam ao seu destino, sentia que a interação dos ouvintes caía bastante, obviamente. Um dos fatores que pesaram na minha decisão de não trabalhar mais em redação e ter uma agência foi justamente esta: eu pensava “Como vai ser quando eu estiver casada e tiver filhos?”. Hoje, não imagino passar o Natal, por exemplo, longe do meu marido e do meu filho Gustavo, de 4 anos.  

Danúbia Paraizo

Associação mapeia rádios comunitárias no país e cobra mudanças nas exigências

“Como se falar em uma comunidade de um quilômetro quadrado, se na região norte do Brasil há vezes que essa é a distância entre duas residências?” Assim, Pedro Martins, representante nacional da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), questiona a legislação de outorga das rádios desse gênero no país.

Crédito:Divulgação
Rádio Novo Tempo, de Macapá (Amapá), incluída no mapeamento de rádios comunitárias da Amarc
Rádio Novo Tempo, de Macapá (Amapá), incluída no mapeamento de rádios comunitárias da Amarc


A legislação brasileira exige que as rádios comunitárias tenham alcance de no máximo um quilômetro, 25 watts de potência, o uso de um único canal de frequência em todo o país e registro de pessoa jurídica.

Crédito:Divulgação
Equipe da Rede de Comunicadores do Semiárido, em Belo Horizonte (Minas Gerais)
Rede de Comunicadores do Semiárido, em BH (MG)
No entanto, se para as rádios em regiões urbanas já é difícil solucionar e conviver com as exigências para a outorga, em regiões rurais e de terras tradicionais, como de indígenas e quilombolas, é muito pior. Assim, a Amarc defende uma diferenciação das exigências nesses casos, em que os cidadãos, apesar de constituírem comunidades reais, morarem bem mais afastados uns dos outros.
O movimento com essas reivindicações partiu de uma pesquisa indicando que, entre as cerca de 4,6 mil rádios comunitárias outorgadas, só existem duas em assentamentos rurais, uma em terras indígenas e nenhuma em terras quilombolas. Outras cerca de 6 mil também existem, mas sem outorga.
Crime quase só no Brasil
“Há pedidos [de novas outorgas] há 15 anos esperando no Ministério da Comunicações”, diz Martins, inconformado. “Outras optam até por nem entrar com pedido de outorga, sabendo que isso poderia ajudar a polícia federal a localizá-las e fechá-las”. Afinal, essas rádios são consideradas pelo governo como ação criminosa, o que seria atitude raríssima no mundo.
Segundo o representante da ONG, além do Brasil, só conhece outro país — Guatemala — que considere crime a manutenção desse tipo de rádio. Em outros países, haveria apenas uma sanção administrativa. Um projeto de lei que descriminalizaria essas rádios sem outorga até passou em primeira votação na Câmara dos Deputados, mas foi derrubado no Senado e em segunda votação na Câmara, segundo Martins, por causa do lobby empresarial.
Um caso emblemático que ocorreu neste ano foi o da rádio indígena Mapucho, no Chile. A Organização das Nações Unidas interveio para que o governo garantisse o direito da rádio comunitária de funcionar. Para Martins, o rádio é uma importante ferramenta para as comunidades indígenas, quilombolas e de assentamentos defenderem seus direitos à comunicação, terra e cultura.

Crédito:Reprodução
Mapa das rádios comunitárias brasileiras
Mapa das rádios comunitárias brasileiras
Seminário e movimento
Para lutar por modificações nessa situação, a Amarc montou, em 29 de agosto, um seminário em Belém (PA), com a participação de representantes do Ministério das Comunicações e da Cultura, além de representantes de rádios e de comunidades do interior. Martins diz que o governo ofereceu capacitação para que os candidatos a montar novas rádios aprendam a submeter a documentação. “Mas isso não é suficiente, as normas precisam mudar”, insiste.
Crédito:Divulgação
Rádio comunitária Nova Era, em Tarauacá, no Acre
Rádio comunitária Nova Era, em Tarauacá, no Acre
O projeto em si foi iniciado em julho, quando começou a articulação do evento com representantes do o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), indígenas e quilombolas. Há mais dois anos previstos para atividades nessa área, buscando uma atuação colaborativa com as próprias rádios. O objetivo é fazer com que as comunidades se reconheçam num mapa online e exista uma base de dados para que elas possam interagir.
O representante da Amarc admite que isso pode ser perigoso para as rádios sem licença, pelo risco de a Polícia Federal as localizarem e fechá-las. Tanto que existe a opção para elas aparecerem ou não. No entanto, para ele, é uma questão de mostrar que elas existem, que são rádios comunitárias e que o governo não garante esse direito.
Como próximos passos, a associação conversa com uma professora da Universidade Federal do Pará, para analisar ferramentas, checar as demandas de comunidades, inclusive em mais encontros presenciais e propiciar formação de gestão comunitária. Também busca articular as diferentes comunidades por meio das associações já existentes, como a Conaq (Coordenação Nacional das Comunidades Quilombolas) e o MST. Mais financiamentos são buscados; para o seminário já realizado, houve patrocínio de uma fundação alemã.
Martins também comemora a Lei de Meios aprovada na Argentina, que restringiu a concentração de outorgas de meios de comunicação nas mãos de poucas empresas, como o do grupo Clarín. “Claro que eles ficaram insatisfeitos; se tinham umas 200 a 250 concessões, agora vão poder ficar só com 24.
Um relatório sobre os avanços do projeto pelas rádios comunitárias está previsto para ser divulgado em janeiro de 2014.  

Por Maurício Kanno

J.R Duran conta como se tornou um dos fotógrafos mais requisitados do Brasil

As antigas tribos indígenas tinham a superstição de que parte de sua essência seria perdida ao ter seu reflexo capturado por espelhos. A mesma dinâmica foi utilizada anos depois, quando as fotografias passaram a assumir a fama de roubar a alma das pessoas. Se os povos antigos tinham mesmo razão, o fotógrafo J.R. Duran já pode ser considerado um genuíno capturador de almas, com a vantagem de, em vez de aprisioná-las, conseguir libertá-las todas as vezes em que seus registros são publicados nos mais diversos meios.

Crédito:J.R Duran
Duran é responsável pelos ensaios recordistas de vendas na revista Plaboy
Nascido e criado em Barcelona, na Espanha, em um período excessivamente cinza, como o próprio descreve, devido à ditadura do general Francisco Franco, Josep Ruaix Duran passou grande parte da infância e adolescência viajando o mundo por meio das páginas de seus livros favoritos e das incontáveis sessões de cinema. Por ser tímido no início da adolescência, Duran só saía de casa para a escola, no máximo até o cinema. Aproveitou o tempo para estudar literatura alemã e francesa. “As aventuras de Tintin” era um de seus passatempos prediletos.

“Através da literatura e dos filmes foram abertas janelas para um mundo que eu queria saber como funcionava de perto.” Já nessa época, o garoto teve também seus primeiros contatos com a fotografia, por meio do marido de sua prima, o fotógrafo Oriol Maspons, falecido em agosto deste ano. “Eu passei a admirá-lo muito porque ele sabia coisas que eram tudo o que eu queria saber. Maspons revolucionou parte de uma geração.

Crédito:Arquivo Pessoal
Duran chegou ao Brasil aos 18 anos
Sem querer eu já estava no meio de um grande profissional.” Em 1970, quando chegou ao Brasil aos 18 anos, mal conseguia esconder a empolgação de conhecer de perto as tantas referências que leu na biblioteca particular do pai. “A Espanha não era tão colorida como as pessoas veem hoje. Eu via tudo em preto e branco. É curioso porque quando vim com minha família para o Brasil, o país não estava muito diferente, também havia ditadura. Mas, comparativamente, a gente achava o Brasil bem mais livre.”

O país que recebeu Duran também foi responsável por abrir as primeiras oportunidades profissionais. O jovem estava em busca de um ofício que o ajudasse a conhecer o mundo, algo que na sua cabeça, tanto o jornalismo quanto a fotografia poderiam promover. “Como não dominava a língua, achei que o texto em português seria uma coisa muito complicada. Então surgiu essa oportunidade na fotografia e comecei a trabalhar como assistente.”

O estágio em questão era com o fotógrafo catalão Marcel Giró, um dos grandes modernistas espanhóis no Brasil. “Ele pertence a uma geração de profissionais que, além de serem fotógrafos publicitários, também têm alma de artistas.” Apesar da experiência de três anos ao lado do mestre, Duran ainda amargava um mundo pouco colorido, já que passava inúmeras horas no laboratório de revelação. E quando teve a chance de acompanhar Giró em muitos trabalhos, pôde fotografar um universo de objetos, móveis e automóveis, mas faltava alguma coisa. Faltava gente.

Não pensou duas vezes: arranjou outro emprego e, embora estivesse ganhando menos dinheiro, pensou na experiência conquistada. Fez isso outras duas vezes até que finalmente começou a fazer trabalhos freelance mais elaborados. “Depois de um tempo comecei a entender que tudo aquilo poderia ser um negócio, mas meu primeiro impulso foi pensar: ‘Uau, isso aqui é um playcenter, melhor do que ir à praia no Rio de Janeiro no domingo’.” Duran não foi só para a capital fluminense, mas para centenas de cidades em todo o mundo, principalmente depois da abertura de seu estúdio próprio, em 1979. Nos últimos trinta anos acumula aquarelas de todos os quartos de hotel em que fica hospedado. Algumas das telas pintadas pelo próprio fotógrafo podem ser conferidas no livro “Cadernos de viagem”, recém-publicado pela editora Benvirá.

Leia a reportagem completa na edição 296 de dezembro da IMPRENSA.