quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Primeira emissora FM da capital do país, Rádio Nacional criou estilo próprio


Há quase 40 anos entrava no ar a primeira emissora FM da capital do país. A proposta da Rádio Nacional FM de Brasília era criar uma alternativa para os moradores da cidade que tinham poucas opções de programação musical e de notícias, todas voltadas para um público específico e em frequência AM.
“Não tinha mais gritaria. Nascia uma rádio sóbria, com muita música instrumental e música popular brasileira. Foi criada uma rádio de elite, como ainda é hoje a Nacional FM. Tínhamos Tânia Mara, Carlos Campbell e outros bons nomes entre os locutores”, contou Ribamar de Moura, o Riba, que hoje coordena a programação musical da emissora.
Segundo ele, a Rádio Nacional FM conseguiu criar um estilo próprio que até hoje não foi reproduzido por outra emissora. “A Nacional FM trouxe outro estilo de música e locução. A emissora mudou as transmissões na cidade e se tornou pioneira”, garantiu. Riba disse ainda que apesar de outras emissoras tentarem seguir os padrões da Nacional FM, “não têm o material físico e humano que a Nacional construiu”.
A programação da emissora, que mantém os padrões desde a criação, reúne jornalismo, com quadros de prestação de serviços e programas sobre vários estilos musicais que vão do jazz ao samba. “A Nacional FMsempre lançou também nomes importantes da música e tem um compromisso com os artistas da cidade”, acrescentou. Há quatro anos, a emissora organiza festivais de música que lançaram no mercado, recentemente, nomes como os das cantoras Ellen Oléria e Dhi Ribeiro.
A descoberta de talentos musicais caracterizou grande parte da trajetória das emissoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). A Rádio Nacional do Rio de Janeiro, por exemplo, marcou a história do veículo com as radionovelas, os festivais e os programas de auditório, destacando talentos que ainda permanecem na memória dos ouvintes fiéis, como os programas sustentados pela disputa de audiência sob o comando de Emilinha Borba e Marlene, na época de ouro do rádio.
“A Rádio Nacional do Rio de Janeiro continua recolocando as matrizes do rádio em sua programação, com coberturas completas do carnaval, com o samba de raiz, o jornalismo com a cobertura dos principais fatos do estado e, agora, com o reforço das outras emissoras federais que foram integradas à empresa”, disse Taís Ladeira, gerente regional das rádios EBC.
Há quase cinco anos, as emissoras federais do país foram integradas, com a criação da nova empresa de comunicação pública. Entre elas estão a Rádio MEC do Rio de Janeiro e a Rádio MEC AM de Brasília. Atualmente, oito emissoras fazem parte do sistema de rádio da empresa.
A mais recente é a Rádio Nacional do Alto Solimões. A emissora, na verdade, é resultado de uma reivindicação da população da região que tinha apenas acesso a transmissões da Colômbia e do Peru, com músicas e notícias em espanhol. “Eles queriam notícias do nosso país e ouvir músicas em português. A emissora tem uma programação que contempla temas como a educação, a valorização cultural e programas produzidos localmente, envolvendo as nove cidades da região”, acrescentou Taís.
Segundo ela, além da prestação de serviços, a emissora, que tem apenas seis anos, representa uma “companhia” para os moradores do Alto Solimões. As sete etnias indígenas que vivem na região têm programas específicos sobre seus idiomas e culturas. A mesma função social do rádio tem sido comprovada pelos produtores e comunicadores da Rádio Nacional da Amazônia, há 36 anos.
Na Rádio Nacional AM de Brasília, criada em 1958, os chamados “sucessos do momento” revelaram canções de Roberto Carlos, Jerry Adriani e Amado Batista, entre outros. O estilo mantido até hoje continua intercalando músicas mais populares com a transmissão de notícias locais e nacionais e as transmissões de futebol, que, recentemente, tiveram as equipes e os equipamentos reforçados.
 Agência Brasil

Histórias de reencontros de parentes marcam trajetória da Rádio Nacional da Amazônia


 Em uma fazenda no interior do Pará, um adolescente de pouco menos de 18 anos ouve, no rádio, o apelo de uma mãe que procura pelo filho há 12 anos, desde que o marido a expulsou de casa. Sem documentos e sem autorização do pai, o ouvinte daRádio Nacional da Amazônia precisou esperar dias para que representantes do Conselho Tutelar de Pacajá se sensibilizassem com o caso e organizassem toda a documentação para o retorno ao convívio com a mãe. Os dois vivem juntos até hoje.
A história que se assemelha a um enredo de novela não apenas é real como é acompanhada pela comunicadora Sula Sevillis, que apresenta o programa Ponto de Encontro daRádio Nacional da Amazônia, há 28 anos. O ouvinte ainda mantém o contato com Sula para contar detalhes da nova vida. As cartas com esse tipo de apelo, com recados para parentes ou dúvidas sobre direitos e serviços, chegam diariamente ao estúdio do programa. Pelos telefones, ouvintes ocupam por mais de uma hora a programação, com mensagens e agradecimentos.
“Sabemos que quase 60 famílias se reencontram por ano por causa do programa. Mas esse número pode ser maior porque muitos não voltam a ligar”, contabiliza ela. “Rádio é minha vida. Não me vejo fora daqui. Isso que faço é a principal coisa na minha vida”, conta, emocionada ao destacar a capacidade do veículo de chegar aos lugares mais distantes levando informação e serviço.
No caso da Rádio Nacional da Amazônia – que, desde 1977, quando iniciou as transmissões em ondas curtas, chega a regiões onde internet e televisão são serviços restritos – a relação entre os comunicadores e a comunidade é ainda maior. “Os ouvintes dizem que sou a companheira diária deles, porque estou em suas casas, preparamos o almoço 'juntos', 'vou para a fazenda com eles'. O comunicador entra na casa dessas pessoas e elas sentem como se nós fizéssemos parte da família delas”, descreveu Sula Sevillis.
Quase 60 milhões de pessoas em toda a Região Norte e os moradores de estados como o Maranhão, o Piauí, a Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Goiás recebem os sinais da emissora. “A Nacional da Amazônia nunca foi uma emissora apenas de entretenimento, sempre levamos informação e serviço para essas pessoas e uma visão diferente de um mundo que estão longe dessas regiões remotas que não têm, em muitos casos, acesso à internet, por exemplo”, disse ela.
Os relatos de reencontros se somam, na trajetória da emissora, a histórias de pessoas que retomaram estudos ou de idosos que descobriram direitos e conseguiram mudar suas vidas. Essa aproximação do ouvinte é uma característica também da Rádio Nacional AM de Brasília. A emissora tradicional e popular mantém, desde 1958, o espaço na programação para a participação do ouvinte.
Uma das primeiras pessoas a testemunhar o início dessa relação entre ouvintes e as emissoras da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi Edson de Jesus Nery, conhecido carinhosamente como Burrinho. O operador que chegou à Rádio Nacional como estagiário em 1965, hoje coordena a área responsável pela logística dos programas e apresenta, há 35 anos, programas com canais diretos com o ouvinte.
“Eles sabem que aqui a gente ouve as mensagens. Os ouvintes ligam para brincar, para mandar recados para os parentes que estão longe. A emissora sempre esteve do lado do povo e transmite tudo pensando no interesse de quem nos ouve”, disse ele, ao destacar que “as pessoas ligam para agradecer”.
 
 Agência Brasil

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

"Por que escolhi ser publicitário"


Homenagem ao Dia do Publicitário
Você sabia que Washington Olivetto foi parar napublicidade por causa de um pneu furado? Já ouviu falar que David Ogilvy começou sua carreira como cozinheiro em Paris? Certamente cada publicitário, seja ele reconhecido ou não, teve a sua motivação pessoal para começar. Alguns tiveram a influência dos pais, outros se encantaram por um comercial inesquecível.  Entretanto, o que parece unir a todos é a paixão e o orgulho pela profissão que a maioria não abre mão de exaltar. Confira agora, em homenagem ao Dia do Publicitário, o depoimento de alguns profissionais sobre o que os moveu a apostar na publicidade como meio de vida.


João Mostério, diretor de Criação da DM9DDB
“Eu acho que comecei na publicidade aos 16 anos, porque eu tinha um programa de rádio sobre jazz e fazia fotos e cartazes para shows de rock… O que era apenas (apenas?) diversão se tornou profissão. A certeza veio quando vi o trabalho do Helmut Krone (DA que fazia dupla com o Bill Bernbach) nos anúncios do lançamento do Fusca nos Estados Unidos. O Bill Bernbach descobriria, logo depois, mais um dos meus ídolos, o George Lois. Aí eu já estava fisgado. Estou publicitário até hoje. Eu gosto de tudo na minha profissão. Principalmente dos problemas e percalços. São eles que nos fazem encontrar soluções mais criativas e, consequentemente, mais diversão!”

Ênio Vergeiro, presidente da APP (Associação dos Profissionais de Propaganda)“A motivação veio de dentro de casa, meu pai Nestor Vergeiro foi publicitário, tendo iniciado sua carreira na CIN e findado na Salles (1960 a 1993 ). Também foi professor universitário, fundador da Faculdade Objetivo de Comunicação, hoje UNIP. Meus irmãos também são publicitários. O que mais gosto é do relacionamento que a profissão propicia, o nível intelectual é alto e sempre acrescenta, aprendi cedo que publicitário é um ser que vive em grupos. O que menos gosto é de propaganda de baixa qualidade, seja criativa ou de produção tosca, enganosa então... Mas está aí o CONAR, que não deixa que isso aconteça.”


Rogério Corrêa, diretor de criação da agência Esquerda
“A minha maior motivação foi ter ganhado com 11 anos de idade uma competição sobre 'segurança nas estradas' do Governo do Estado de São Paulo - gestão Franco Montoro entre as escolas estaduais da época. 'Prenda-se ao cinto e viaje com Liberdade'. Além disso, amava os jingles quando muleque:  bala kids, garota primavera, DDDrin, Pernambucanas, entre outros. O que eu mais gosto é criar. Amo criar... O desafio de entender a alma da marca e trazer soluções altamente criativas que gerem resultados efetivos. Sair do comum!! O que eu menos gosto na profissão é a Egotrip de muitos profissionais e ultimamente a prostituição de muitas agências.”


Mario Castelar, diretor de planejamento da agência Bantu
“Sempre gostei de comunicação. De falar em público (embora sofra de uma enorme timidez) e de defender ideias. Fui camelô na ruas de Niterói (ali pelos meus nove anos). Fui orador da turma do na festa de formatura ginasial, fui professor (e tenho sido ainda, embora bissexto). Trabalhei um tempo com educação, primeiro na Campanha Nacional de Educandários Gratuitos e depois num colégio do qual fui sócio. Um dia um amigo me apresentou à Marplan e comecei a trabalhar em pesquisa de mercado. Trabalhei um bom tempo com estudos motivacionais e aí a passagem para o planejamento de comunicação foi natural. O que me atrai na profissão é a observação do comportamento das pessoas. E a possibilidade de aprender. Isso é o que mais gosto.O que menos gosto também decorre dessa observação. São as pequenezas. As mixarias. Mas no final creio que os mocinhos vencerão.”

Rapahel Jessouroun, diretor comercial da Revista Piauí“Minha maior motivação foi vender ideias. O que mais gosto é a possibilidade de estar em contato com pessoas de diversos segmentos, estar sempre aprendendo coisas ou tendências de várias áreas e como contribuir com a distribuição destas informações.”

Marcelo Ceron, sócio e produtor executivo da nove9
"Quando estava na Faculdade Belas Artes (FEBASP) em 1999 assisti o video da DM9DDB sun screen, quando o video acabou eu já tinha decidido que era isso que eu queria fazer na minha vida."

Daniel Lindenberg, diretor executivo da M2G“A possibilidade de poder pensar fora da caixa com a perspectiva real de fazer. Pensar e realizar.  Me fascina a diversidade, tipos e culturas. O que não gosto é da propaganda que o meio faz, às vezes, de si próprio. E dos estereótipos que são criados.” 


Sonia Regina Piassa,  diretora executiva da  APRO (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais)
“Minha maior motivação foi ter que trabalhar, óbvio, por ter sido mandada embora de um longa metragem, chamado O Porão das Condenadas, na antiga boca de cinema na Rua Aurora. Daí me apareceu um convite para eu produzir um comercial , era um filme de uma concessionária Volkswagen, Sabrico,  e lá fui eu. O porquê eu permaneci na produção de publicidade e depois em agência é que é importante... A versatilidade, a alegria, o dinamismo do ofício, tudo era  excitante e eu era jovem e determinada.”

Por Renato Rogenski   

Fonte: http://adnews.com.br/pt/publicidade/por-que-escolhi-ser-publicitario.html

Há 545 anos, morria Johannes Gutenberg considerado o pai da imprensa


Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg
Gutenberg é considerado o pai da imprensa. Ele recebeu esse título graças à invenção dos tipos móveis de chumbo fundido, tornando versátil o processo de produção de livros e de outros trabalhos impressos.  
Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg, ou simplesmente Johannes Gutenberg (Mogúncia, c. 1398 - 3 de Fevereiro de 1468) foi um inventor e gráfico alemão. Sua invenção do tipo mecânico móvel para impressão começou a Revolução da Imprensa e é amplamente considerado o evento mais importante do período moderno. Teve um papel fundamental no desenvolvimento da RenascençaReforma e na Revolução Científica e lançou as bases materiais para a moderna economia baseada no conhecimento e adisseminação da aprendizagem em massa.
Gutenberg foi o primeiro no mundo a usar a impressão por tipos móveis, por volta de 1439, e o inventor global da prensa móvel. Entre suas muitas contribuições para a impressão estão: a invenção de um processo de produção em massa de tipo móvel, a utilização detinta a base de óleo e ainda a utilização de uma prensa de madeira similar à prensa de parafuso agrícola do período. Sua invenção verdadeiramente memorável foi a combinação desses elementos em um sistema prático que permitiu a produção em massa de livros impressos e que era economicamente rentável para gráficas e leitores. O método de Gutenberg para fazer tipos é tradicionalmente considerado ter incluído uma liga de tipo de metal e um molde manual para a confecção do tipo.
O uso de tipos móveis foi um marcante aperfeiçoamento nos manuscritos, que era o método então existente de produção de livros na Europa, e na impressão em blocos de madeira, revolucionando o modo de fazer livros na Europa. A tecnologia de impressão de Gutenberg espalhou-se rapidamente por toda a Europa e mais tarde pelo mundo.
Sua obra maior, a Bíblia de Gutenberg (também conhecida como a Bíblia de 42 linhas), foi aclamada pela sua alta estética e qualidade técnica.   

Biografia

Gutenberg em uma gravura em cobre do século XVI.
Johannes Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg nasceu na cidade alemã de Mainz, filho mais novo do rico comerciante Friele Gensfleisch zur Laden. De acordo com alguns relatos, Friele foi um ourives do bispo de Mainz, mas mais provavelmente sua atividade era o comércio de roupas O ano de nascimento de Gutenberg não é precisamente conhecido, mas provavelmente foi em torno de 1398.
John Lienhard, historiador de tecnologia, diz que “a maior parte dos primeiros anos de Gutenberg é um mistério. Seu pai trabalhou com a casa da moeda eclesiástica. Gutenberg cresceu conhecendo o comércio da ourivesaria.” Isto condiz com o historiador Heinrich Wallau, que acrescenta: “Nos séculos XIV e XV seus descendentes reivindicaram uma posição hereditária como … mestre da Casa da Moeda do arcebispo. Nesta qualidade, sem dúvida adquiriram grande conhecimento e habilidade técnica no trabalho de metais. Forneceram a fonte do metal a ser cunhado, mudaram várias espécies de moedas e tinham um assento no Tribunal de Assize em casos de falsificação.”
Seu pai adotaria mais tarde o nome “zum Gutenberg”, homônimo da comunidade para onde a família se tinha transferido. 

Início de carreira

Desde jovem revelou uma forte inclinação pela leitura, lendo todos os livros que os pais possuíam em casa. Os livros, na época, eram escritos à mão, por monges, alunos e escribas e cada exemplar demorava meses a ser preparado, sendo o seu preço elevadíssimo e inacessível para a maioria das pessoas.
Trabalhou como joalheiro, onde dominou a arte da construção de moldes e da fundição de ouro e prata; por essa experiência os seus tipos eram excelentes, inclusive artisticamente.
Em 1434, Gutenberg mudou-se para Estrasburgo onde permaneceu vários anos. Depois de regressar à Mogúncia, associou-se com um comerciante que o financiou para realizar a impressão da Bíblia.
Não se conhece muito sobre os últimos anos da vida de Gutenberg. Sabe-se que morreu a 3 de fevereiro de 1468.
Gutenberg é considerado o inventor dos tipos móveis de chumbo fundido, mais duradouros e resistentes do que os fabricados em madeira, e portanto reutilizáveis que conferiram uma enorme versatilidade ao processo de elaboração de livros e outros trabalhos impressos e permitiram a sua massificação.

A imprensa

A imprensa é outra das contribuições de Gutenberg; com anterioridade se tinham empregado, também desde a época de Suméria, discos ou cilindros sobre os quais se tinha lavrado o negativo do texto a imprimir que geralmente era só a rubrica do dono do cilindro e outorgava certeza de autenticidade às tabletas que a levavam. As imprensas na Idade Média eram simples tabelas gordas e pesadas ou blocos de pedra que se apoiavam sobre a matriz de impressão já entintada para transferir sua imagem ao pergaminho ou papel. A imprensa de Gutenberg é uma adaptação daquelas usadas para espremer o suco das uvas na fabricação do vinho, com as quais Gutenberg estava familiarizado, pois Mogúncia, onde nasceu e viveu, está no vale do Reno, uma região vinícola desde a época dos romanos.
Depois da invenção dos tipos e a adaptação da prensa vinícola, Gutenberg seguiu experimentando com a imprensa até conseguir um aparelho funcional. Também pesquisou sobre o papel e as tintas. Uns e outras tinham que se comportar de tal modo que as tintas se absorvessem pelo papel sem escorrer-se, assegurando a precisão dos traços; precisava-se que o secagem fosse rápida e a impressão permanente. Por isso, Gutenberg experimentou com pigmentos a base de azeite, que não só usou para imprimir com as matrizes, senão também para as capitulares e ilustrações que se realizavam manualmente com o papel de trapo de origem chinesa introduzido na Europa em sua época.

O primeiro livro impresso por Gutenberg foi a Bíblia, processo que se iniciou cerca de 1450 e que terá terminado cinco anos depois em Março de 1455.

Para comprovar a magnificência deste inventor alemão do século XV, realiza-se anualmente, nos Estados Unidos, o “Festival Gutenberg” – uma espécie de Feira de demonstrações e inovações nas áreas do desenho gráfico, da impressão digital, da publicação e da conversão de texto – que só comprova que a invenção do mestre Gutenberg consegue, ainda hoje, cultivar seguidores que, da sua experiência-base, tentam superar o invento e adaptar as tecnologias modernas às exigentes necessidades do mundo actual. 
Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre/Portal EBC

Há 545 anos, morria Johannes Gutenberg considerado o pai da imprensa

sábado, 12 de janeiro de 2013

Centenário de Rubem Braga


Neste sábado comemora-se o centenário de nascimento de Rubem Braga  

Neste sábado, 12 de janeiro, comemora-se o centenário do nascimento de Rubem Braga, um dos maiores cronistas do país.
O "velho Braga" tinha dois lados: o introspectivo e o boêmio (Reprodução/Internet)
Rubem Braga começou sua carreira aos 15 anos, no jornal Correio do Sul, assinando crônicas e fazendo reportagens. Ainda moço, o escritor capixaba adotou a alcunha de “o velho Braga” e, apesar do seu perfil grande e desajeitado, seus escritos eram delicados, recheados de poesia.   
Segundo o sobrinho do escritor, Álvaro Abreu, Rubem Braga era uma pessoa taciturna, que costumava falar pouco e observar muito. Contudo, apesar do perfil introspectivo, o “velho Braga” também cultivava a fama de boêmio e mulherengo. “Ele se transformava quando via uma mulher”, recorda Abreu.
Rubem Braga escreveu mais de 20 livros, todos compilações de crônicas, consolidando seu nome entre os maiores literatos brasileiros, embora ele mesmo discordasse disso. “O velho Braga” não se considerava escritor. “Confesso que escrevo de palpite, como algumas pessoas tocam piano de ouvido”, disse certa vez.
Ao longo de sua carreira, Rubem Braga escreveu 15 mil crônicas sobre os mais variados temas e muitas vezes sobre tema nenhum. Em certa ocasião, o amigo Manuel Bandeira disse que Braga era sempre bom, mas quando não tinha assunto era ótimo.
O escritor foi cronista na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. Segundo a jornalista e pesquisadora Ana Karla, ao contrário do que muita gente afirma, Braga não foi correspondente de guerra. “Dizem que ele foi correspondente de guerra, mas isso está errado. Ele foi cronista na Itália, não deu um furo, mas retratou com extrema poesia o que via”, diz a jornalista.
Rubem Braga morreu em 1990, aos 77 anos, vítima de um tumor de laringe, que optou por não operar. Ao invés disso, Braga encomendou a própria cremação e se despediu dos amigos.  
Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/centenario-de-rubem-braga/

A nova imprensa: o pioneirismo de Irineu Marinho

Sessão de autógrafos do livro 'Irineu Marinho' (Fonte: Reprodução/G1)

Não se trata apenas de uma biografia, e sim de uma análise instigante da trajetória de um homem

por Marisa Motta  

   O início do jornalismo moderno. A vida cultural da cidade do Rio de Janeiro, então capital federal. Os movimentos sociais e políticos do Brasil no início do século XX. Este é o pano de fundo da biografia Irineu Marinho – Imprensa e Cidade escrita pela historiadora e socióloga Maria Alice Rezende de Carvalho e lançada pela Globo Livros e Memória Globo.
Mas não se trata apenas de uma biografia, e sim de uma análise instigante da trajetória de um homem que, ao longo de seus 49 anos de idade, expressou sua paixão pela comunicação e pelo entretenimento em geral; fundou dois jornais A Noite e O Globo, que revolucionaram a imprensa brasileira e, antecipando o que seria a marca das Organizações Globo, Irineu Marinho investiu na comunicação de maneira diversificada. Criou uma produtora de cinema e fundou uma editora de livros e revistas. Irineu Marinho também era amigo de escritores, atores, sambistas, e duas reportagens do jornal A Noite inspiraram o primeiro samba gravado no Brasil, Pelo telefone.   
Em 1891, aos 15 anos, Irineu Marinho iniciou sua carreira jornalística como suplente de revisor. A partir de sua visão da nova imprensa, independente da tutela do Estado, ao contrário da maioria dos órgãos de imprensa da época, o jornal A Noite, fundado em 1911, destacou-se pelo entusiasmo com que liderou o movimento de renovação na produção de notícias no Rio de Janeiro.
A Noite procurava atrair o leitor comum, com reportagens sobre cultura popular, e modernizou a linguagem e a temática da pauta jornalística. O jornal publicava o resultado do jogo do bicho, envolvia-se nos problemas urbanos do dia a dia da cidade e investia no noticiário policial. O jornal logo conquistou um público fiel e, segundo a autora, “Quando os jornaleiros gritavam ‘saiu A Noite, saiu A Noite’, as pessoas iam comprar e já liam nos postes mesmo, embaixo da iluminação pública. Nem esperavam chegar em casa”.
Resultado de dois anos de pesquisa de Maria Alice Rezende de Carvalho e de pesquisadores do Memória Globo em diversos acervos, como coleções de jornais, correspondências e registros da vida pessoal, este livro retrata as iniciativas de Irineu Marinho como homem público e empresário. O livro também resgata o cenário do Rio de Janeiro nas duas primeiras décadas do século XX, com a edição de um maravilhoso acervo iconográfico. Como curiosidade tem um encarte com um exemplar do jornal A Noite publicado em 3 de março de 1924.
Irineu Marinho morreu em 1925, semanas após lançar o novo jornal O Globo, dirigido em seguida pelo filho mais velho, Roberto Marinho.     
Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/a-nova-imprensa-o-pioneirismo-de-irineu-marinho/


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estadão comemora 138 anos de história

Jornal Estadão completa 138 anos

Dia (04/01), o jornal O Estado de S. Paulo completa 138 anos, mas 133 anos de vida independente, pois, segundo o próprio veículo, não se conta o período em que o Estado esteve sob ocupação da ditadura de Getúlio Vargas, de março de 1940 a dezembro de 1945. O jornal foi fundado em 4 de janeiro de 1875, com o nome de A Província de São Paulo, por um grupo de idealistas republicanos. Mudou de nome em 1.º de janeiro de 1890, um mês e meio após a queda da monarquia.

Com informações do Estado de S. Paulo   

Adnews

Jornal Metro é distribuído em envelopes do Banco do Brasil

Metro foi distribuído em envelopes do BB

O jornal Metro foi distribuído hoje pelas ruas com uma publicidade diferente. O periódico estava dentro de um envelope amarelo que desejava um bom ano de 2013 para os leitores e trazia a mensagem “2013 bom para todos”, além de uma brincadeira que ligava o número “3” de 2013 com a letra “b” de bom. Oportunamente o anúncio circulou hoje, dia 7, já que apenas algumas pessoas trabalham na semana passada, durante os 2 primeiros dias úteis do ano.

Dentro do envelope um anúncio do Banco do Brasil, com a imagem de Reinaldo Gianecchini e um óculos 3D para a leitura da mensagem de Feliz Ano Novo na peça, que também traz um selo QRcode. Ao acessar o código pelo celular você é encaminhado para a campanha abaixo, que está sendo veiculada na televisão:   

Fonte:http://www.adnews.com.br/pt/publicidade/jornal-metro-e-distribuido-em-envelopes-do-banco-do-brasil.html

Veículos jornalísticos que acabaram em 2012

Os veículos que acabaram em 2012
FOTO: Reprodução

O ano de 2012 não foi lá muito feliz para os veículos jornalísticos. A Newsweek encerrou sua versão impressa depois de longos 80 anos de história. No Brasil não foi diferente, o Diário do Povo, periódico centenário de Campinas, também foi extinto em sua versão de papel. O tradicional Jornal da Tarde terminou. Este nem versão online ganhou.

O esportivo Marca Brasil também foi eliminado das bancas. E quem pensa que a crise atingiu apenas os veículos impressos, se engana. o The Daily, jornal exclusivo para iPad também viu seu fim.

Confira a lista:

Jornal da Tarde ☆ 1966 - † 2012

Newsweek ☆ 1933 - † 2012

Diário do Povo ☆ 1912 - † 2012

Marca Brasil ☆ 2009 - † 2012
 
The Daily ☆ 2011 - † 2012

Fonte: Adnews

Rádio para detentos será inaugurada no Ceará

Rádio para o sistema carcerário

Nesta quarta-feira (10), uma rádio ligada a penitenciárias será inaugurada no Ceará. O evento ocorrerá na sede da Secretaria da Justiça (Sejus), às 9h, com transmissão ao vivo para as unidades prisionais, apresentação da programação, além da participação de profissionais que dão apoio aos programas e funcionários da secretária da Justiça e Cidadania. 

De acordo com a Sejus, a Rádio deve gerar diversos conteúdos que chegam à população carcerária, por meio de caixas de som instaladas em vivências e corredores das unidades penitenciárias.  Por meio de um sinal enviado via internet, a programação da Rádio Livre chega simultânea às unidades que já possuem estrutura de sonorização. A Sejus tem um estúdio que produz programas e transmite ao vivo para a rede de unidades assistidas. 

Com informações do Povo Online   

Fonte:Adnews

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Ano novo, rádio nova: ESPN Radio a partir de 2013

Divulgação

Seis anos. Uma longa estrada percorrida até aqui, buscando um lugar ao sol, ao lado de grandes e já estabelecidas marcas.

A parceria dos Canais ESPN com o Grupo Estado formou uma rádio nova, um veículo de verdadeiros apaixonados pela “latinha”, como carinhosamente chamamos o microfone.
Ousamos, acertamos, erramos e aprendemos. Terminar o casamento recebendo os prêmios da Aceesp foi a confirmação daquele sentimento que todos nós carregamos: o caminho está traçado.
Não se trata de falta de modéstia; a ESPN não é melhor, nem pior que ninguém. Temos o nosso jeito de fazer rádio, e esse jeito vai continuar.
Nasce agora a ESPN Radio. Assim mesmo, sem acento, como a marca de sucesso nos Estados Unidos e América Latina. Pode chamar de Rádio ESPN. Do jeito que você preferir. Aliás, como sempre trabalhamos, esse novo ‘filho’ é feito para você.
Continuamos com a nossa missão- “servir ao fã de esportes, seja qual for o esporte assistido, ouvido, discutido, debatido, lido ou tocado”.
O primeiro passo você verá nos primeiros dias de 2013: uma página especial dentro do ESPN.com.brcom conteúdo em áudio sob demanda; traduzindo, você vai ouvir quando quiser. E levar nosso produto da forma que melhor entender.
Seguindo a tendência mundial, estamos produzindo podcasts. Material totalmente dedicado e exclusivo para essa plataforma, mania entre os usuários de smartphones, tablets e afins.
podcenter da ESPN Radio vai atender o público de sucesso da NFL, NBA e Futebol no Mundo, marcas consagradas da equipe dos Canais ESPN. Fenômeno mundial, o MMA também terá um boletim semanal.
A partir do início dos estaduais, torcedores de grandes clubes brasileiros serão contemplados com uma novidade: boletins personalizados da cobertura destas equipes, com a análise exclusiva de nossos comentaristas.
Quer saber tudo que acontece naquele momento no mundo dos esportes? O SportsCenter Notícias, com edições inéditas de hora em hora, vai te atualizar.
As transmissões do melhor do futebol e dos esportes americanos terão início na metade de janeiro. A Champions League, que chega com sua fase final, continua sendo uma exclusividade para o rádio dos Canais ESPN. O Superbowl em fevereiro, também.
É só o começo.
*Página virada, reitero o desejo de sucesso para a agora Rádio Estadão. De gente competente, e que sempre lutou pelo crescimento da parceria.    

Fonte: http://espn.estadao.com.br/post/300511_ano-novo-radio-nova

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Estadão ESPN vira Rádio Estadão

Estadão ESPN vira Rádio Estadão
FOTO: Divulgação

Com o slogan Rádio Estadão. A rádio de quem quer saber, a emissora assume que, a partir de 1º de janeiro, estará mais Estadão do que nunca. Mesmo assim, quem acordar em 2013 não irá se deparar com uma nova rádio, uma vez que as vinhetas, âncoras, diversos colunistas e programas permanecerão na grade. Com o fim da parceria com a ESPN, a intenção é integrar a emissora ainda mais com outras plataformas do grupo. O novo logotipo, totalmente reformulado, adota o símbolo do jornal O Estado de S. Paulo, o brasão Ex-Libris, o cavaleiro que traz as notícias.

O futebol permanecerá na emissora, porém, adequado à tabela dos jogos de quartas e domingos. Outros esportes também serão contemplados, com suporte dos repórteres e editores do Estadão. “Os jornalistas do grupo estão animados com a possibilidade de expandir sua atuação também para o rádio, o que nos faz contar com um exército de 600 profissionais. Esse é um dos nossos grandes trunfos e diferenciais”, comenta Filomena Salemme, editora-chefe da Rádio Estadão. Segundo ela, entre os novos colunistas estão Alexandre Garcia (Política) e o coronel José Vicente (Segurança). Outros nomes serão anunciados em janeiro, assim como a grade completa.  

Site Adnews

"Rádio Rock" reestreia hoje no dial com o nome UOL 89 FM



“Rádio Rock” reestreia hoje no dial
Conforme o Adnews havia publicado, com exclusividade, em 8 de novembro, a “Rádio Rock” voltou ao ar nesta sexta-feira, mas agora com o nome UOL 89 FM, após parceria com um dos maiores portais da internet brasileira.

Depois de abandonar, em 2006, o seu posicionamento de “Rádio Rock” que influenciou toda uma geração de ouvintes, o dial 89.1 chegou a ter vários nomes. Nos últimos meses, já com o título 89 FM, a rádio chegou a ser negociada, inclusive com uma igreja evangélica.

Mas o jogo virou depois que a 89 FM fez uma brincadeira para homenagear a “velha Rádio Rock” em sua programação. A emissora transmitiu algumas horas de programa como se evocasse a antiga rádio, com apresentação do lendário Tatola Godas e, claro, muito rock no playlist.

ação se mostrou um sucesso, já que em apenas 10 dias a fanpage da 89 – Rádio Rock conseguiu a marca de 70 mil likes no Facebook. “É um fenômeno absolutamente interessante. Sem muita divulgação a nossa web rádio já conta com uma audiência de 10 mil pessoas por minutos, o que já é mais do que algumas rádios convencionais”, explicou Neneto Camargo na época.

Tanta repercussão deu sobrevida ao nome da rádio e esperança para seus empresários. Não à toa, agora surge a parceria com o UOL e a volta definitiva para o dial sob a euforia de um público carente de uma rádio do gênero.

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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Chocolate Quente, da Rádio Eldorado, recebe prêmio APCA

Prêmio APCA como melhor programa
FOTO: Reprodução/Facebook

O Chocolate Quente, programa da Rádio Eldorado apresentado pela cantora Paula Lima, que traz uma seleção do melhor do Soul, Funk e R&B, recebeu o prêmio APCA de melhor programa musical de rádio deste ano. A atração, que vai ao ar aos sábados, às 22h, com reprise às terças-feiras, às 20h, conta produção musical idealizada por Felipe de Paula, com contribuições de toda a equipe da Eldorado, inclusive da apresentadora. 
 
A premiação foi definida em assembleia que reuniu 61 críticos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, na noite da última segunda-feira, 10 de dezembro.
 
A Associação Paulista de Críticos de Artes escolheu os melhores de 2012 nas seguintes categorias: Arquitetura, Artes Visuais, Cinema, Dança, Literatura, Música Popular, Música Erudita, Rádio, Teatro, Teatro Infantil e Televisão. Neste ano, a diretoria da APCA concede troféu especial em homenagem ao escritor, historiador e crítico Sábato Magaldi, pela contribuição às artes e à cultura brasileira. 
 
Os prêmios serão entregues em cerimônia que está marcada para 12 de março de 2013, às 20h, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.    


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