segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

ENTÃO VOCÊ JÁ OUVIU RÁDIO?ENTÃO VOCÊ CONHECE AS VINHETAS DA JAM







É simplesmente impossível não ter ouvido pelo menos uma vinheta da JAM, desde que você seja um ouvinte de rádio claro. Essa empresa especializada em jingles e vinhetas para Rádios e TVs é a mais conhecida de todo o mundo no ramo, entre seus clientes estão as americanas KISS FM, WABC, WBLS, Z100, as brasileiras Jovem Pan, Transamérica, Rádio Globo, e até o programa LM Music (o programa do Julinho Mazzei que falei aqui outro dia) e outras mundo a fora. Você sabia que a Jovem Pan foi a primeira rádio brasileira a fazer seus jingles na JAM? Pois é, foi em 1978 com o Zuza Homem de Mello que na época coordenava a rádio Jovem Pan de São Paulo. Ele é esse careca da terceira foto.

O nome JAM veio por causa dos seus fundadores John And Mary em 1974, o John já tinha trabalhado na PAMS outra empresa de jingles mais velha ainda que a JAM, pra você ter uma idéia a PAMS começou na década de 50! No começo os caras da JAM alugavam estúdios para as gravações do jingles e depois de um tempo eles constuiram sua própria sede em Dallas no Texas. Até hoje os caras são sinônimo de jingle e vinhetas de rádio. Aqui estão algumas fotos em ordem cronológica, de 1974 a 2008. Repare nas fotos que os caras preservam do início da empresa até hoje, a presença de músicos tocando ao vivo, o que deixa as produções ainda mais legais. Também coloquei um link com um áudio da WABC New York de 1975, o legal desse áudio, é que além poder ouvir as vinhetas da JAM rolando na época, você pode sacar um pouco como era a dinâmica e o timing de um locutor de Rádio nos anos 70 na Big Apple. FONTE :www.blogdolapadinha.com.br

JULINHO MAZZEI E TUTA AQUINO OS PAIS DE TODOS DJS BRASILEIROS

JULINHO MAZZEI E TUTA AQUINO
JULINHO MAZZEI
Quem ouviu rádio no final dos anos 70 e começo dos anos 80 certamente ouviu falar da dupla Julinho Mazzei e Tuta Aquino. Esses caras juntamente com o Big Boy (que merece um capítulo a parte) são os pais de todos os DJs brasileiros. O Julinho tinha aquele estilo de falar rápido pra caramba misturando português e inglês, jeito esse que ele não hesita em dizer que aprendeu com as rádios gringas e com o seu ídolo Big Boy, interessante que esse estilo dura até hoje nas rádios. Julinho trabalhou em várias rádios por aqui, Jovem Pan 2, Transamérica, Antena 1, Pool FM entre outras, sendo que com a Pool FM (que depois virou 89FM A Rádio Rock!) foi inaugurado um jeito de se fazer FM que mudou totalmente o estilo de se fazer rádio no Brasil.

Julinho foi locutor e produtor de vários programas que marcaram o rádio brasileiro como The Big Apple Show, New York Express e Radio Flight. O The Big Apple Show foi um marco na história do rádio brasileiro, ele estreou na Difusora AM em São Paulo em 1977, direto de New York! Lembro claramente uma vez já em 1982, quando o programa ia ao ar pela Antena 1 (eu era viciado em ouvir o), e eu estava em um casamento chatonildo-da-silva quando lembrei que estava na hora de começar o programa, sai correndo, fui pro carro do pai de uma amigo meu ouvir o The Big Apple Show, e fiquei puto porque peguei uma música pela metade, a música era Safety Dance do Men Without Hats, demais!

tutaaquino O Tuta "Prime Cuts" Aquino era o cara dos cortes e das montagens junto com o Julinho. Na lista de remixes do Tuta você encontra Janet Jackson, Pet Shop Boys e Bee Gees (tá bom ou qué mais). Juntos eles trabalharam na WKTU em Nova York a famosa 92KTU, e lá eles mixaram como DJs durante vários anos. Naquela época o Paco, DJ da KTU, tinha o horário de maior audiência em NY, durante esse horário ele rolava as famosas supermixes com os DJs mais fodões da época, e não é que o Paco convidou os caras pra tocarem seus supermixes por lá também, algo impensável até então pra uma dupla brazuca! Outro dia o Tuta Aquino me disse que ele lembra como se fosse hoje a primeira vez em que ele ouviu o Paco anunciando as supermixes dos The Kids from Brazil, era assim que ele chamava os meninos, quase que o Tuta bate o carro na 5a avenida!

Nessa mesma época o Studio 54 reinava absoluto por lá, celebridades se amontoavam na porta querendo entrar nessa disco. Claro né, o Studio 54 era a mais famosa discoteca na época, não só em NY, mas a mais famosa do mundo. Pois é, história é o que não falta pra esses caras, como por exemplo a de uma menininha, começando a carreira que o Julinho conheceu na night, uma tal de Madonna. E a do Tuta Aquino, que por outra coincidência do destino, conheceu e ficou sócio do Mark Kamins, justo o cara que "descobriu" a Madonna e produziu seu primeiro hit "Everybody". O resultado dessa sociedade chamada de Prime Cuts, foi um dos estúdios mais ativos da cena Pop e Dance em NY nos anos 80 e 90 e foi onde e quando o Tuta lançou sua carreira de produtor musical.

Então aqui está um documentário interessantíssimo produzido pelo também DJ Waltinho Bernacca sobre o Julinho. No total são 10 vídeos (sim 10!!!) que fazem parte desse excelente documentário. Além do Julinho Mazzei e do Tuta Aquino estão nesse filme, profissionais do rádio e DJs que fizeram e fazem parte da história da dance music no brasil. Então puxe uma cadeira, relaxe e como diria o Julinho: Enjoy this trip! fonte :http://www.blogdolampadinha.com.br

sábado, 20 de fevereiro de 2010

HISTÓRIA DAS NOVELAS



Novela
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Novela em português é uma narração em prosa de menor extensão do que o romance. Em comparação ao romance, pode-se dizer que a novela apresenta uma maior economia de recursos narrativos; em comparação ao conto, um maior desenvolvimento de enredo e personagens. A novela seria, então uma forma intermediária entre o conto e o romance, caracterizada, em geral, por uma narrativa de extensão média na qual toda a ação acompanha a trajetória de um único personagem (o romance, em geral, apresenta diversas tramas e linhas narrativas).
Etimologicamente, folhetins televisivos de longa duração deveriam ser chamados em português de telerromances, mas o termo de origem espanhola já está consagrado: telenovelas.
Índice
• 1 A novela literária
• 2 Primórdios da novela
• 3 Instituição da novela como estilo literário
• 4 Grandes novelas da literatura mundial

A novela literária
Os estudos de gênero da literatura em língua portuguesa classificam uma narrativa, grosso modo, em romance, novela ou conto. É comum dividirmos romance, novela e conto pelo número de páginas. Em média, a novela tem entre 50 e 100 páginas, ou seja 20 mil a 40 mil palavras. Entretanto, o romance tem diferenças estruturais importantes em relação à novela e ao conto, estes sim gêneros sem diferenciação em determinados países. Os equivalentes de novela em inglês e francês são novella e nouvelle, respectivamente, enquanto romance se diz novel em inglês e roman em francês.
Para Carlos Reis (2003), enquanto no conto a acção manifesta-se como uma acção singular e concentrada, no romance há um paralelo de várias acções e, na novela, uma concatenação de acções individualizadas.
Eikhenbaum, formalista russo, define a diferença entre um e outro em artigo de 1925. Para ele "o romance é sincrético, provém da história, do relato de viagem, enquanto novela é fundamental, provém do conto (Poe) e da anedota (Mark Twain). A novela baseia-se num conflito e tudo mais tende para a conclusão."
Primórdios da novela
As origens da novela enquanto género literário remontam aos primórdios do Renascimento, designadamente a Giovanni Boccaccio (1313-1375) e a sua grande obra, o Decameron, ou Decamerão, que rompe com a tradição literária medieval, nomeadamente pelo seu cariz realista. Trata-se de uma compilação de cem novelas contadas por dez pessoas, refugiadas numa casa de campo para escaparem aos horrores da Peste Negra, a qual é objecto de uma vívida descrição no preâmbulo da obra.
Ao longo de dez dias (de onde decameron, do grego deca, dez), as sete moças e os três jovens, para ocuparem as longas horas de ócio do seu auto-imposto isolamento, combinam que todos os dias cada um conta uma história, geralmente subordinada a um tema designado por um deles. Refira-se ainda outra obra, escrita em francês, com o mesmo tipo de estruturação: o Heptameron, da autoria de Margarida de Navarra (1492-1549), rainha consorte de Henrique II de Navarra.
Aqui, são dez viajantes que se abrigam de uma violenta tempestade numa abadia. Impossibilitados de comunicarem com o exterior, todos os dias cada um conta uma história, real ou inventada. Em jeito de epílogo, cada uma é concluída com comentários dos participantes, em ameno diálogo. Era intenção da autora que, à semelhança do Decameron, a obra compreendesse cem histórias, porém a morte impediu-a de realizar o seu intento, não indo além da segunda história do oitavo dia, num total de 72 relatos. Será também a morte prematura que poderá explicar uma certa pobreza de estilo, contrabalançada porém por uma grande perspicácia psicológica .
Instituição da novela como estilo literário
Mas será apenas nos séculos XVIII e XIX que os escritores fundam a novela enquanto estilo literário, regido por normas e preceitos. Os alemães foram então os mais prolíficos criadores de novelas (em alemão: "Novelle"; plural: "Novellen"). Para estes, a novela é uma narrativa de dimensões indeterminadas – desde algumas páginas até às centenas – que se desenrola em torno de um único evento ou situação, conduzindo a um inesperado momento de transição (Wendepunkt) que tem como corolário um desfecho simultaneamente lógico e surpreendente.
Grandes novelas da literatura mundial


• 1759: Cândido, ou O Otimismo, de Voltaire
• 1886: A morte de Ivan Ilitch, de Tolstói
• 1887: Um estudo em vermelho, de Sir Arthur Conan Doyle
• 1891: Billy Budd, de Herman Melville
• 1898: A volta do parafuso, de Henry James
• 1903: Tufão, de Joseph Conrad
• 1915: A Metamorfose, de Franz Kafka
• 1952: O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway
• 1959: Adeus, Columbus, de Philip Roth
• 1962: Aura, de Carlos Fuentes
• 1973: O Exército de um homem só, de Moacyr Scliar

HISTÓRIA DOS PROGRAMAS DE AUDITÓRIO



Programa de auditório
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Programa de auditório é um gênero de atração de rádio e televisão. O que define genéricamente o formato é a presença de uma platéia composta por visitantes de origens diversas que assistem ao programa e interagem através de aplausos, vaias e outras manifestações orientados ou não por uma assistente. Nestes programas também é comum a participação da platéia em provas, brincadeiras e entrevistas promovidas. Em alguns casos os visitantes recebem prêmios por participar e/ou vencer uma competição.
No Brasil


No Brasil, dois ícones a serem citados em Programas de Auditório são Abelardo Barbosa (Chacrinha) e Silvio Santos. O primeiro, fenômeno de audiência até sua morte, em 1988, interagia com o auditório e animava-o com bordões famosos como "Vocês querem bacalhau?". O segundo apresenta até hoje uma série de programas no SBT, do qual é proprietário, sempre com sua platéia composta quase-que-absolutamente por mulheres.

Atualmente os programas de auditório estão presentes em todas as grandes emissoras nacionais. Na Rede Globo o principal, e de maior audiência, é o Domingão do Faustão, exibido aos domingos. Ainda na Globo temos o Caldeirão do Huck, aos sábados, o Programa do Jô, de segunda à sexta, o Altas Horas, na madrugada de sábado para domingo, e o quadro Vídeo Game do Video Show, de segunda a sexta.

Na Rede Record, que, por anos, exibiu o Programa Raul Gil, atualmente na Band, temos O Melhor do Brasil, aos sábados, o Tudo é Possível, aos domingos, Show do Tom,aos sábados.

O SBT é a emissora que mais aposta em programas de auditório. Deles, o mais duradouro é o Programa Silvio Santos, um horário específico aos domingos onde são exibidos diversos programas apresentados por Silvio Santos, atualmente intercalando com atrações de outros. O Domingo Legal é o principal programa de auditório da emissora atualmente, o Casos de Família é apresentado de segunda a sexta.

A Band, como dito anteriormente, apresenta o consagrado Programa Raul Gil aos sábados. Também de Raul Gil, o Raul Gil Tamanho Família é exibido aos domingos. De segunda a sexta é exibido Márcia e às segundas, à noite, apresentado por Marcelo Tas,Rafinha Bastos e Marco Luque, Custe o que custar e às terças Patrícia Maldonado apresenta É o Amor.
[editar] Histórico dos programas de auditório no Brasil

Em 1955 estreou na TV Rio o Programa de Gala, apresentado também na Rede Globo e na TV Tupi. Por ele passaram nomes como Oscarito, João Gilberto, Ema D'Ávila, Walter D'Ávila, Luís Delfino, Chico Anysio, Carmen Verônica, Íris Bruzzi e Márcia de Windsor. Paulo Gracindo e Sílvia Bandeira apresentaram na Rede Globo o 8 ou 800 onde os participantes respondiam perguntas sobre temas específicos e continuavam através das semanas, como no atual Vinte e Um, do SBT. Outro programa de perguntas e respostas de sucesso foi o O Céu é o Limite, apresentado por Jota Silvestre, que tinha como bordão "Resposta absolutamente certa".

Hebe Camargo apresentou diversos programas na televisão brasileira, como Calouros em Desfile, Hebe Comanda o Espetáculo, Com a Mão na Massa, O Mundo é das Mulheres e Maiôs à Beira-Mar, na década de 1950. Estreou seu programa na TV Record em 1966 e foi líder de audiência por três anos. Passou pela Band e desde 1986 está no SBT apresentando o tradicional Hebe às segundas-feiras.

Abelardo Barbosa, o Chacrinha, apresentou três programas de auditório de muito sucesso: Discoteca do Chacrinha, Buzina do Chacrinha e a Hora do Chacrinha, sendo Hora do Chacrinha o primeiro programa de calouros da televisão brasileira.

Silvio Santos estreou em 1966, na TV Globo, com um programa de quatro horas de duração nas tardes de domingo. Desde então os domingos à tarde passaram a ser marca registrada de Silvio. Seu programa era composto por gincanas, premiações e música. Em 1976 migrou para a TVS e em 1981 para o SBT. Seu "pacote" de programas é um dos mais antigos ainda em atividade da televisão brasileira. As atrações sempre se renovam contando com show de calouros, concursos de dança, game shows entre outros.

Atualmente rivais na audiência com Domingão do Faustão e Domingo Legal, Fausto Silva e Augusto Liberato começaram, respectivamente, nos programas Perdidos na Noite e Viva a Noite. Outro marco da época moderna da televisão foi o Programa Livre, de Serginho Groisman, que estreou em 1991. O programa era composto por uma platéia de jovens que interagiam diretamente com os convidados fazendo perguntas e debatendo temas. O formato do programa está sendo reutilizado no Altas Horas, também de Serginho.

AVIÃO É CONTROLADO INTEIRAMENTE POR RÁDIO


Avião é controlado inteiramente por rádio, sem fios ou conexões mecânicas

Um avião sem fios ou conexões entre seu motor, seu sistema de navegação e seus computadores de bordo - somente uma rede sem fios - foi construído e acaba de ser testado por engenheiros portugueses.

O Aiva, um avião não tripulado, medindo 3 metros de comprimento, utiliza somente uma rede sem fios Bluetooth para trocar mensagens entre seus sistemas críticos - uma técnica chamada "fly-by-wireless".

Os testes de vôo feitos em Portugal mostraram que o sistema funciona bem. Cristina Santos, da Universidade do Minho, responsável pelo desenvolvimento do avião, disse que o objetivo primário é reduzir o peso e a exigência de potência. "Também, se você não tem os cabos, o sistema é muito mais flexível quando se necessita alterá-lo," disse ela.

Muitos aviões modernos já utilizam conexões eletrônicas, ao invés dos cabos e ligações mecânicas encontradas nos aviões mais antigos, para interconectar seus componentes. Esta é uma forma mais leve e mais compacta para se controlar esses sistemas. Alguns aviões, como o Boeing 777 usam até mesmo fibras ópticas, que levam vários sinais através da mesma fibra.

Interferência de rádio

Substituir fios por ligações sem fios de rádio é um próximo passo lógico, diz Peter Mello, da Universidade de Londres, Inglaterra, que não está envolvido no projeto. Mas ele acrescenta que isto levanta questões de segurança completamente novas.

Essas conexões sem fios poderão estar sujeitas à interferência eletromagnética ou mesmo interferências intencionais, sugere Mellor. E poderá ser mais difícil construir conexões sem fio de reserva, diz ele. "Se você puder interferir em um link, poderá interferir com os dois," alerta ele.

Mas Cristina e seus colegas estão trabalhando nesta questão. Ela diz que a tecnologia Bluetooth já é largamente resistente a interrupções, já que ela foi projetada para garantir a manutenção de um fluxo de dados mínimo. "Ela tem mecanismos para lidar com a interferência," diz ela.

Tecnologia sem fio nos carros

Mesmo assim, Santos avisa que o sistema exigirá testes extensivos antes que ela mesma queira voar em um avião controlado inteiramente por conexões sem fio. Ela também admite que as normas super exigentes da aviação poderão significar que a tecnologia apareça primeiro em carros e não em aviões.

"Os cabos já são um problema nos carros," diz Santos, porque muitos fabricantes enfiam cada vez mais equipamentos eletrônicos a cada novo modelo.

Ela admite a idéia de que não ter conexões físicas pode parecer assustador inicialmente, mas ela acredita que, em última instância, isso será uma forma aceitável para controlar freios e até mesmos mecanismos de direção elétrica em automóveis.

Os resultados da pesquisa foram apresentados ontem na Conferência Internacional de Robótica e Sistemas Autônomos, na Flórida, Estados Unidos.

  • FONTE : http://www.inovacaotecnologica.com.br/

NOEL ROSA



ESTÁTUA DE NOEL ROSA,LOCALIZADA NA ENTRADA DA VILA ISABEL NA CIDADE DO RIO DE JANEIRO
Noel Rosa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Noel Rosa


Informação geral
Nome completo Noel de Medeiros Rosa
Data de nascimento 11 de dezembro de 1910

Origem Rio de Janeiro, RJ

País
Brasil

Data de morte 4 de Maio de 1937 (26 anos)

Gêneros
Samba

Afiliações Aracy de Almeida
Francisco Alves
Ismael Silva
Vadico

Noel de Medeiros Rosa (Rio de Janeiro, 11 de dezembro de 1910 — Rio de Janeiro, 4 de maio de 1937) foi um sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil.[1] Teve contribuição fundamental na legitimação do samba de morro no "asfalto", ou seja, entre a classe média e o rádio, principal meio de comunicação em sua época - fato de grande importância, não só o samba, mas a história da música popular brasileira.[2][3]
Índice
• 1 Biografia
• 2 Bibliografia
• 3 Cinema
o 3.1 Filmes sobre Noel
o 3.2 Trilhas musicais para o cinema
• 4 Teatro
• 5 Homenagens
• 6 Canções

Biografia
Noel nasceu de um parto difícil em que o uso do fórceps pelo médico causou-lhe um afundamento da mandíbula que o marcou por toda a vida. Criado no bairro carioca de Vila Isabel, filho do comerciante Manuel Garcia de Medeiros Rosa e da professora Martha de Medeiros Rosa, Noel era de família de classe média, tendo estudado no tradicional Colégio São Bento de 1923 a 1928.
Adolescente, aprendeu a tocar bandolim de ouvido e tomou gosto pela música - e pela atenção que ela lhe proporcionava. Logo, passou ao violão e cedo tornou-se figura conhecida da boemia carioca. Entrou para a Faculdade de Medicina, mas logo o projeto de estudar mostrou-se pouco atraente diante da vida de artista, em meio ao samba e noitadas regadas à cerveja. Noel foi integrante de vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito.
Em 1929, Noel arriscou as suas primeiras composições, "Minha Viola" e "Toada do Céu", ambas gravadas por ele mesmo. Mas foi em 1930 que o sucesso chegou, com o lançamento de "Com que roupa?", um samba bem-humorado que sobreviveu décadas e hoje é um clássico do cancioneiro brasileiro. Noel revelou-se um talentoso cronista do cotidiano, com uma seqüência de canções que primam pelo humor e pela veia crítica. Orestes Barbosa, exímio poeta da canção, seu parceiro em "Positivismo", o considerava o "rei das letras". Noel também foi protagonista de uma curiosa polêmica travada através de canções com seu rival Wilson Batista. Os dois compositores atacaram-se mutuamente em sambas agressivos e bem-humorados, que renderam bons frutos para a música brasileira, incluindo clássicos de Noel como "Feitiço da Vila" e "Palpite Infeliz". Entre os intérpretes que passaram a cantar seus sambas, destacam-se Mário Reis, Francisco Alves e Aracy de Almeida.


Noel teve ao mesmo tempo algumas namoradas. Casou-se em 1934 com Lindaura, mas era apaixonado mesmo por Ceci, a dama do cabaré. Passou os anos seguintes travando um batalha contra a tuberculose. A boemia, porém, nunca deixou de ser um atrativo irresistível para o artista, que entre viagens para cidades mais altas em função do clima mais puro, sempre voltava para o samba, a bebida e o cigarro. Mudou-se para Belo Horizonte,[nota 1] trabalhou na Rádio Mineira e entrou em contato com compositores amigos da noite, como Rômulo Pais, recaindo sempre na boêmia. De volta ao Rio, jurou estar curado. Faleceu em sua casa no bairro de Vila Isabel no ano de 1937, aos 26 anos, em conseqüência da doença que o perseguia desde sempre.
Bibliografia
Dentre os livros a respeito do artista, duas obras são de grande importância para se estudar Noel Rosa: "No Tempo de Noel Rosa", escrita pelo amigo Almirante, e a essencial "Noel Rosa: Uma Biografia" de João Máximo e Carlos Didier.
Outros livros
• Noel Rosa: Língua e Estilo (Castellar de Carvalho e Antonio Martins de Araujo)
• Songbook Noel Rosa 1, 2 e 3 (Almir Chediak)
• Noel Rosa: Para Ler e Ouvir (Eduardo Alcantara de Vasconcellos
• O Jovem Noel Rosa (Guca Domenico)
Cinema
Filmes sobre Noel
Noel Rosa já foi retratado como personagem no cinema e na televisão, interpretado por Chico Buarque no filme "O Mandarim" (1995) e Rafael Raposo no filme "Noel - Poeta da Vila" (2006).
O primeiro longa-metragem sobre o compositor, "Noel - Poeta da Vila", foi baseado na biografia de Máximo e Didier e dirigido por Ricardo van Steen. Teve sua estréia no Festival de Cinema do Rio de Janeiro em 2006 e na 30ª Mostra de Cinema de São Paulo. Entrou em circuito em agosto de 2007, ano que marcou os 70 anos da morte do poeta do samba.
Antes deste filme , outros filmes, de curta e média-metragem, foram realizados sobre Noel Rosa. O próprio Ricardo Van Steen, realizador de "Noel, Poeta da Vila", dirigiu um curta-metragem, "Com Que Roupa?" (1997), com Cacá Carvalho no papel de Noel Rosa.
Rogério Sganzerla (1946-2004), um dos principais nomes do chamado Cinema Marginal, era fascinado pela vida e obra de Noel Rosa, e planejava fazer o seu próprio longa-metragem. O projeto acabou não vingando, mas durante esta espera, realizou dois documentários, um de curta-metragem, "Noel Por Noel" (1978), e um de média-metragem, "Isto É Noel Rosa" (1991).
Em "O mandarim" (1995) - uma representação experimental da vida do cantor Mário Reis - Júlio Bressane (outro representante do Cinema Marginal) chama Chico Buarque para interpretar Noel Rosa.
Em 1994, Alexandre Dias da Silva descobre um filme raríssimo - o curta-metragem "Vamo Falá do Norte" (1929), de Paulo Benedetti, com a única imagem filmada de Noel Rosa, junto com o Bando de Tangarás - e, com texto de José Roberto Torero e cenas de cinejornais e filmes de 1929, realiza o curta-metragem "O Cantor de Samba".
No mesmo ano, Noel Rosa se torna personagem do curta-metragem de ficção "Bar Babel", realizado no Paraná por Antônio Augusto Freitas.
Em 1998, Antonio Paiva Filho escreve e dirige, em vídeo, uma ficção inspirada no célebre samba de Noel Rosa "Coração", presente mesmo no título: "A Paixão Faz Dor no Crânio Mas Não Ataca o Coração"
E em 1999, André Sampaio realiza uma ficção experimental, "Polêmica", a partir da famosa polêmica musical entre Noel Rosa e Wilson Batista.
Trilhas musicais para o cinema
Antes de ser tema de filmes, a música de Noel Rosa esteve presente em um sem-número de filmes brasileiros.
Mesmo enquanto o Poeta da Vila ainda era vivo: na comédia musical "Alô, Alô, Carnaval", de Adhemar Gonzaga (produção Cinédia - 1936), duas marchas de carnaval de Noel Rosa estavam em sua trilha sonora: "Pierrot Apaixonado" (parceria com Heitor dos Prazeres) e "Não Resta a Menor Dúvida" (parceria com Hervé Cordovil).
No mesmo ano, compôs seis músicas, em parceria com Vadico, para o filme "Cidade-Mulher", de Humberto Mauro (produção Brasil-Vita): a música-título do filme (interpretada por Orlando Silva), "Dama do Cabaré", "Tarzan, O Filho do Alfaiate", "Morena Sereia", "Numa Noite À Beira-Mar" e "Na Bahia".
Outros filmes de destaque com músicas de Noel Rosa em sua trilha sonora foram os realizados por Carlos Alberto Prates Correia, outro grande admirador de sua música: em "Perdida" (1975), a gravação original de "Quem Dá Mais?" (1932), na voz do próprio Noel Rosa, serve de fundo para uma cena… digamos… didática, passada num bordel.
Em "Cabaret Mineiro" (1980) - grande premiado no Festival de Gramado de 1981 - "Pra Esquecer" - com Tavinho Moura e regional - e "Nunca… Jamais!" - com Tavinho Moura, Silvia Beraldo e regional - tem a mesma função de reforço da ironia em duas sequências do filme.
Teatro
Sua vida foi objeto de um excelente drama de Plínio Marcos - O Poeta da vila e seus amores - encenado no Teatro Popular do Sesi. Foram mais de dois anos ininterruptos em cartaz.
Homenagens
Em 2010, cem anos depois do seu nascimento, o GRES Unidos de Vila Isabel, escola de samba sediada na Zona Norte do Rio de Janeiro, no bairro de Vila Isabel, levou Noel Rosa como seu enredo do carnaval de 2010. Fez-se um desfile em sua homenagem, com o samba intitulado Noel: A Presença do "Poeta da Vila, de autoria do compositor Martinho da Vila.
O desfile realizado pela Unidos de Vila Isabel se deu na segunda-feira de carnaval, dia 15 de Fevereiro de 2010. A escola foi a quinta escola a desfilar e o resultado oficial rendeu à escola a quarta colocação na ordem oficial de apuração dos pontos pela LIESA.
Canções
Foram mais de trezentas composições criadas por Noel, destacando-se:
• A.E.I.O.U. (com Lamartine Babo), 1931
• Até amanhã 1932
• Cem mil réis (com Vadico), 1936
• Com que roupa? 1929
• Conversa de botequim (com Vadico), 1935
• Coração 1932
• Cor de cinza 1933
• Dama do cabaré 1934
• De babado (com João Mina), 1936
• É bom parar (com Rubens Soares), 1936
• Feitiço da Vila (com Vadico), 1936
• Feitio de oração (com Vadico), 1933
• Filosofia (com André Filho), 1933
• Fita amarela 1932
• Gago apaixonado 1930
• João Ninguém 1935
• Minha viola 1929
• Mulher Indigesta
• Não tem tradução 1933
• O orvalho vem caindo (com Kid Pepe), 1933
• O x do problema 1936
• Palpite infeliz 1935
• Para me livrar do mal (com Ismael Silva), 1932
• Pastorinhas (com João de Barro), 1934
• Pela décima vez 1935
• Pierrô apaixonado (com Heitor dos Prazeres), 1935
• Positivismo (com Orestes Barbosa), 1933
• Pra que mentir (com Vadico), 1937
• Provei (com Vadico), 1936
• Quando o samba acabou 1933
• Quem dá mais? 1930
• Quem ri melhor 1936
• São coisas nossas 1936
• Tarzan, o filho do alfaiate 1936
• Três apitos 1933
• Último desejo 1937
• Você por exemplo 1937
• Você só…mente (com Hélio Rosa), 1933

PIXIGUINHA



Pixinguinha
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Informação geral
Nome completo Alfredo da Rocha Viana Filho
Apelido
Pizinguim, Bexiguinha, Pexinguinha
Data de nascimento 23 de abril de 1897

Origem Rio de Janeiro

País
Brasil

Data de morte 17 de fevereiro de 1973 (75 anos)

Gêneros
Choro
Maxixe
Samba
Valsa

Instrumentos
Saxofone
Flauta

Período em atividade 1911-1972

Gravadoras Odeon
RCA Victor
Sinter
Musidisc

Afiliações Choro Carioca
Grupo do Caxangá
Oito Batutas
Orquestra Típica Pixinguinha-Donga
Orquestra Victor Brasileira
Grupo da Guarda Velha
Orquestra Columbia de Pixinguinha
Diabos do Céu
Os Cinco Companheiros

Alfredo da Rocha Viana Filho, conhecido como Pixinguinha, (Rio de Janeiro, 23 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, 17 de fevereiro de 1973) foi um flautista, saxofonista, compositor, e arranjador brasileiro.
Pixinguinha é considerado um dos maiores compositores da música popular brasileira, contribuiu diretamente para que o choro encontrasse uma forma musical definitiva.
Era filho do músico Alfredo da Rocha Viana, funcionário dos correios, flautista e que possuía uma grande coleção de partituras de choros antigos. Pixinguinha aprendeu música em casa, fazendo parte de uma família com vários irmãos músicos, entre eles o China (Otávio Viana). Foi ele quem obteve o primeiro emprego para o garoto, que começou a atuar em 1912 em cabarés da Lapa e depois substituiu o flautista titular na orquestra da sala de projeção do Cine Rio Branco. Nos anos seguintes continuou atuando em salas de cinema, ranchos carnavalescos, casas noturnas e no teatro de revista.
Pixinguinha integrou o famoso grupo Caxangá, com Donga e João Pernambuco. A partir deste grupo, foi formado o conjunto Oito batutas, muito ativo a partir de 1919. Na década de 1930 foi contratado como arranjador pela gravadora RCA Victor, criando arranjos celebrizados na voz de cantores como Francisco Alves ou Mário Reis. No fim da década foi substituído na função por Radamés Gnattali. Na década de 1940 passou a integrar o regional de Benedito Lacerda, passando a tocar o saxofone tenor. Algumas de suas principais obras foram registradas em parceria com o líder do conjunto, mas hoje se sabe que Benedito Lacerda não era o compositor, mas pagava pelas parcerias.
Quando compôs "Carinhoso", entre 1916 e 1917 e "Lamentos" em 1928, que são considerados alguns dos choros mais famosos, Pixinguinha foi criticado e essas composições foram consideradas como tendo uma inaceitável influência do jazz, enquanto hoje em dia podem ser vistas como avançadas demais para a época. Além disso, "Carinhoso" na época não foi considerado choro, e sim uma polca.[carece de fontes?]
Outras composições, entre centenas, são "Rosa", "Vou vivendo", "Lamentos", "1 x 0", "Naquele tempo" e "Sofres porque Queres".
No dia 23 de abril comemora-se o Dia Nacional do Choro, trata-se de uma homenagem ao nascimento de Pixinguinha. A data foi criada oficialmente em 4 de setembro de 2000, quando foi sancionada lei originada por iniciativa do bandolinista Hamilton de Holanda e seus alunos da Escola de Choro Raphael Rabello.
Pixinguinha faleceu na igreja Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, quando seria padrinho de um batizado.

CHICO BUARQUE



Chico Buarque
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Informação geral
Nome completo Francisco Buarque de Hollanda
Data de nascimento 19 de junho de 1944 (65 anos)

Origem Rio de Janeiro, RJ

País
Brasil

Gêneros
Bossa nova, samba, MPB

Instrumentos
voz, violão

Período em atividade 1965 - presente

Influências Noel Rosa
Ismael Silva
Roberto Menescal
Luiz Bonfá
Jacques Brel
João Donato
João Gilberto
Dori Caymmi
Edu Lobo
Elis Regina
Cartola
Elvis Presley
Tom Jobim
Bob Dylan
The Beatles
Baden Powell
Vinícius de Moraes [1]

Página oficial
Site Oficial

Francisco Buarque de Hollanda, conhecido como Chico Buarque (Rio de Janeiro, 19 de junho de 1944), é um músico, dramaturgo e escritor brasileiro. Filho do historiador Sérgio Buarque de Holanda, iniciou sua carreira na década de 1960, destacando-se em 1966, quando venceu, com a canção A Banda, o Festival de Música Popular Brasileira. Em 1969, com a crescente repressão da Ditadura Militar no Brasil, se auto-exilou na Itália, tornando-se, ao retornar, um dos artistas mais ativos na crítica política e na luta pela democratização do Brasil. Na carreira literária, foi ganhador do Prêmio Jabuti, pelo livro Budapeste, lançado em 2004.
Casou-se com e separou-se da atriz Marieta Severo, com quem teve três filhas: Sílvia, que é atriz e casada com Chico Diaz, Helena, casada com o percussionista Carlinhos Brown e Luísa. É irmão das cantoras Miúcha, Ana de Hollanda e Cristina. Ao contrário do que tem sido propagado na internet, Aurélio Buarque era apenas um primo distante do pai de Chico.[2]
Índice
• 1 Biografia
o 1.1 Início de Carreira
 1.1.1 Festivais de MPB nos anos de 1960
o 1.2 Trilha-sonora e adaptações de livros
o 1.3 Teatro e literatura
o 1.4 Programas de televisão
o 1.5 A crítica à Ditadura
• 2 O "eu" feminino
• 3 Os intérpretes de Chico
• 4 Obra teatral

Biografia
Chico é filho de Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), um importante historiador e jornalista brasileiro e de Maria Amélia Cesário Alvim(1910), pintora e pianista.
Em 1946, passou a morar em São Paulo, onde o pai assumira a direção do Museu do Ipiranga. Sempre revelou interesses pela música - interesse que foi bastante reforçado pela convivência com intelectuais como Vinicius de Moraes e Paulo Vanzolini.[3]
Em 1953, Sérgio Buarque de Holanda foi convidado para lecionar na Universidade de Roma, consequentemente, a família muda-se para a Itália. Chico torna-se trilíngue, na escola fala inglês, e nas ruas, italiano. Nessa época, suas primeiras "marchinhas de carnaval" são compostas, e, com as irmãs mais novas, Piiizinha, Cristina e Ana, encenadas.[3]
De volta ao Brasil, produz suas primeiras crônicas no jornal Verbômidas, do Colégio Santa Cruz de São Paulo, nome criado por ele. Sua primeira aparição na imprensa não foi cultural, mas policial, publicada, no jornal Última Hora, de São Paulo. Com um amigo, furtou um carro para passear pela madrugada paulista, algo relativamente comum na época.[3] Foi preso. "Pivetes furtaram um carro: presos" foi a manchete no dia seguinte com uma a foto de dois menores com tarjas pretas nos olhos. Chico não pôde mais sair sozinho à noite até que completasse 18 anos.[3]
Início de Carreira
Chico Buarque chegou a ingressar no curso de Arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU) em 1963. Cursou dois anos e parou em 1965, quando começou a se dedicar à carreira artística. Neste ano, lançou Sonho de Carnaval, inscrita no I Festival Nacional de Música Popular Brasileira, transmitida pela TV Excelsior, além de Pedro Pedreiro, música fundamental para experimentação do modo como viria a trabalhar os versos, com rigoroso trabalho estilístico morfológico e politização, mais significativamente na década de 1970. A primeira composição séria, Canção dos Olhos, é de 1961.
Conheceu Elis Regina, que havia vencido o Festival de Música Popular Brasileira (1965) com a canção Arrastão, mas a cantora acabou desistindo de gravá-lo devido à impaciência com a timidez do compositor. Chico Buarque revelou-se ao público brasileiro quando ganhou o mesmo Festival, no ano seguinte (1966), transmitido pela TV Record, com A Banda, interpretada por Nara Leão (empatou em primeiro lugar com Disparada, de Geraldo Vandré). No entanto, Zuza Homem de Mello, no livro A Era dos Festivais - Uma Parábola, revelou que a banda venceu o festival. O musicólogo preservou por décadas as folhas de votação do festival. Nelas, consta que a música da banda ganhou a competição por 7 a 5. Chico, ao perceber que ganharia, foi até o presidente da comissão e disse não aceitar a derrota de Disparada. Caso isso acontecesse, iria na mesma hora entregar o prêmio ao concorrente.
No dia 10 de outubro de 1966, data da final, iniciou o processo que designaria Chico Buarque como unanimidade nacional, alcunha criada por Millôr Fernandes.
Canções como Ela e sua Janela, de 1966, começam a demonstrar a face lírica do compositor. Com a observação da sociedade, como nas diversas vezes em que citação do vocábulo janela está presente em suas primeiras canções: Juca, Januária, Carolina, A Banda e Madalena foi pro Mar. As influências de Noel Rosa podem ser notadas em A Rita, 1965, citado na letra, e Ismael Silva, como em marchas-ranchos.
Festivais de MPB nos anos de 1960
No festival de 1967 faria sucesso também com Roda Viva, interpretada por ele e pelo grupo MPB-4 — amigos e intérpretes de muitas de suas canções. Em 1968 voltou a vencer outro Festival, o III Festival Internacional da Canção da TV Globo. Como compositor, em parceira com Tom Jobim, com a canção Sabiá. Mas desta vez a vitória foi contestada pelo público, que preferiu a canção que ficou em segundo lugar: Pra não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré.
A participação no Festival, com A Banda, marcou a primeira aparição pública de grande repercussão apresentando um estilo amparado no movimento musical urbano carioca da Bossa nova, surgido em 1957. Ao longo da carreira, o samba e a MPB também seriam estilos amplamente explorados.
Trilha-sonora e adaptações de livros


Chico participou como autor e compôs várias canções de sucesso para o filme Quando o Carnaval chegar, musical de Cacá Diegues. Compôs a canção-tema do longa-metragem Vai trabalhar Vagabundo, de Hugo Carvana — Carvana chegou a modificar o roteiro a fim de usá-la melhor. Faria o mesmo com os filmes seguintes desse diretor: Se segura malandro e Vai trabalhar vagabundo II. Adaptou canções de uma peça infantil para o filme Os Saltimbancos Trapalhões do grupo humorístico Os Trapalhões e com interpretações de Lucinha Lins. Outras adaptações de uma peça homônima de sua autoria foram feitas para o filme A Ópera do Malandro, mais um musical cinematográfico. Vários filmes que tiveram canções-temas de sua autoria e que fizeram muito sucesso além dos citados: Bye Bye Brasil, Dona Flor e seus dois maridos e Eu te amo, os dois últimos com Sônia Braga. Recentemente, chegou a ter uma participação especial como ator no filme Ed Mort. Ele escreveu um livro que virou filme, Benjamim, que foi ao ar nos cinemas em 2003, tendo como personagens principais Cleo Pires, Danton Melo e Paulo José.
E maio de 2009, é lançado o filme Budapeste com roteiro baseado em livro homônimo de Chico Buarque. No filme há também a participação especial do escritor.
Teatro e literatura
Musicou as peças Morte e vida severina e o infantil Os Saltimbancos. Escreveu também várias peças de teatro, entre elas Roda Viva (proibida), Gota d'Água, Calabar (proibida), Ópera do malandro e alguns livros: Estorvo, Benjamim, Budapeste e Leite Derramado.
Chico Buarque sempre se destacou como cronista nos tempos de colégio; seu primeiro livro foi publicado em 1966, trazendo os manuscritos das primeiras composições e o conto Ulisses, e ainda uma crônica de Carlos Drummond de Andrade sobre A Banda. Em 1974, escreve a novela pecuária Fazenda modelo e, em 1979, Chapeuzinho Amarelo, um livro-poema para crianças. A bordo do Rui Barbosa foi escrito em 1963 ou 1964 e publicado em 1981. Em 1991, publica o romance Estorvo e, quatro anos depois, escreve o livro Benjamim. Em 2004, o romance Budapeste ganha o Prêmio Jabuti de melhor Livro de Ficção do ano.[4] Em 2009, lança o livro Leite Derramado. Oficialmente, a vendagem mínima de seus livros é de 500 mil exemplares no Brasil.
Programas de televisão
Deixou de participar de programas populares de televisão, tendo problemas com o apresentador Chacrinha, que teria feito uma piada com a letra da canção Pedro Pedreiro, ao ouvir o ensaio. Irritado, Chico foi embora e nunca se apresentou no programa. O executivo Boni proibiu qualquer referência a Chico durante a programação da TV Globo, depois que ambos também tiveram um entrevero, mas por pouco tempo, uma vez que ainda durante a década de 1970 (e o começo da de 80) músicas suas constavam das trilhas de várias telenovelas, como Espelho Mágico e Sétimo Sentido. Ao fim da proibição vários anos depois, Chico aceitou fazer um programa com Caetano Veloso, que contou com a participação de outros artistas.
A crítica à Ditadura
Ameaçado pelo Regime Militar no Brasil, esteve exilado na Itália em 1969, onde chegou a fazer espetáculos com Toquinho. Nessa época teve suas canções Apesar de você (que dizem ser uma alusão negativa ao presidente Emílio Garrastazu Médici, mas que Chico sustenta ser em referência à situação) e Cálice proibidas pela censura brasileira. Adotou o pseudônimo de Julinho da Adelaide, com o qual compôs apenas três canções: Milagre Brasileiro, Acorda amor e Jorge Maravilha. Na Itália Chico tornou-se amigo do cantor Lucio Dalla, de quem fez a belíssima Minha História, versão em português (1970) da canção Gesù Bambino (título verdadeiro 4 marzo 1943), de Lucio Dalla e Paola Palotino.
Ao voltar ao Brasil continuou com composições que denunciavam aspectos sociais, econômicos e culturais, como a célebre Construção ou a divertida Partido Alto. Apresentou-se com Caetano Veloso (que também foi exilado, mas na Inglaterra) e Maria Bethânia. Teve outra de suas músicas associada a críticas a um presidente do Brasil. Julinho da Adelaide, aliás, não era só um pseudônimo, mas sim a forma que o compositor encontrou para driblar a censura, então implacável ao perceber seu nome nos créditos de uma música. Para completar a farsa e dar-lhe ares de veracidade, Julinho da Adelaide chegou a ter cédula de identidade e até mesmo a conceder entrevista a um jornal da época.
Uma das canções de Chico Buarque que criticam a ditadura é uma carta em forma de música, uma carta musicada que ele fez em homenagem ao Augusto Boal, que vivia no exílio, quando o Brasil ainda vivia sob a ditadura militar.
A canção se chama Meu Caro Amigo e foi dirigida a Boal, que na época estava exilado em Lisboa. A canção foi lançada originalmente num disco de título quase igual, chamado Meus Caros Amigos, do ano de 1976.
Nordeste já
Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou, ainda que com uma participação individual diminuta, no coro da versão brasileira de We Are the World, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. O projeto Nordeste Já (1985) abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto de criação coletiva com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro.
O "eu" feminino
Composições que se notabilizaram pela decantação de um "eu" feminino, retratando temas a partir do ponto de vista das mulheres com notória poesia e beleza: esse estilo é adaptado em Com açúcar e com afeto escrito para Nara Leão; continuou nessa linha com belas canções como Olhos nos Olhos e Teresinha, gravadas por Maria Bethânia, Atrás da Porta, interpretada por Elis Regina, e Folhetim, com Gal Costa e Iolanda (versão adaptada de letra original de Pablo Milanés), num dueto com Simone.
Os intérpretes de Chico
Chico Buarque nunca se negou a oferecer a seus amigos e familiares cantores composições originais, e muitas dessas canções passaram a ter versões "definitivas" em outras vozes: além das citadas canções do "eu" feminino, temos o exemplo da performance de Elis Regina na canção Atrás da Porta; Cio da Terra, com gravações de Milton Nascimento e da dupla rural Pena Branca & Xavantinho; além de interpretações de Oswaldo Montenegro, que lançou em 1993 Seu Francisco, disco produzido por Hermínio Bello de Carvalho, e Ney Matogrosso que em 1996 lançou Um Brasileiro.
Deve-se mencionar ainda seu êxito com outras composições que fez para cantores populares já com a carreira em declínio, como nos casos de Ângela Maria, que gravou Gente Humilde, e Cauby Peixoto com Bastidores. Dentre os artistas que regravaram músicas suas em estilo popular podem ser citados ainda Rolando Boldrin, que relançou Minha História, e a banda Engenheiros do Hawaii que, no ano 2000, gravou Quando o Carnaval Chegar, no álbum 10.000 Destinos.
Parceiros
Desde muito jovem, conquistou reconhecimento de crítica e público tão logo os primeiros trabalhos foram apresentados. Ao longo da carreira foi parceiro como compositor e intérprete de vários dos maiores artistas da Música Popular Brasileira como Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Toquinho, Milton Nascimento e Caetano Veloso. Os parceiros mais constantes são Francis Hime e Edu Lobo.
Obra teatral
Em 1965, a pedido de Roberto Freire (o escritor e terapeuta, não confundir com o político), diretor do Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (TUCA), na PUC-SP, Chico musicou o poema Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto, para a montagem da peça. Desde então, sua presença no teatro brasileiro tem sido constante:
Roda viva
A peça Roda viva foi escrita por Chico Buarque no final de 1967 e estreou no Rio de Janeiro, no início de 1968, sob a direção de José Celso Martinez Corrêa, com Marieta Severo, Heleno Pests e Antônio Pedro nos papéis principais. A temporada no Rio foi um sucesso, mas a obra virou um símbolo da resistência contra a ditadura durante a temporada da segunda montagem, com Marília Pêra e Rodrigo Santiago. Um grupo de cerca de 110 pessoas do Comando de Caça aos Comunistas (CCC) invadiu o Teatro Galpão, em São Paulo, em julho daquele ano, espancou artistas e depredou o cenário. No dia seguinte, Chico Buarque estava na plateia para apoiar o grupo e começava um movimento organizado em defesa de Roda viva e contra a censura nos palcos brasileiros. Chico disse no documentário Bastidores, que pode ter havido um erro, e que a peça que o comando deveria invadir acontecia em outro espaço do teatro.
Calabar
Calabar: o Elogio da Traição, foi escrita no final de 1973, em parceria com o cineasta Ruy Guerra e dirigida por Fernando Peixoto. A peça relativiza a posição de Domingos Fernandes Calabar no episódio histórico em que ele preferiu tomar partido ao lado dos holandeses contra a coroa portuguesa. Era uma das mais caras produções teatrais da época, custou cerca de 30 mil dólares e empregava mais de 80 pessoas. Como sempre, a censura do regime militar deveria aprovar e liberar a obra em um ensaio especialmente dedicado a isso. Depois de toda a montagem pronta e da primeira liberação do texto, veio a espera pela aprovação final. Foram três meses de expectativa e, em 20 de outubro de 1974, o general Antônio Bandeira, da Polícia Federal, sem motivo aparente, proibiu a peça, proibiu o nome "Calabar" e proibiu que a proibição fosse divulgada. O prejuízo para os autores e para o ator Fernando Torres, produtores da montagem, foi enorme. Seis anos mais tarde, uma nova montagem estrearia, desta vez, liberada pela censura.
Gota d'água
Em 1975, Chico escreveu com Paulo Pontes a peça Gota d'Água, a partir de um projeto de Oduvaldo Viana Filho, que já havia feito uma adaptação de Medeia, de Eurípedes, para a televisão. A tragédia urbana, em forma de poema com mais de quatro mil versos, tem como pano de fundo as agruras sofridas pelos moradores de um conjunto habitacional, a Vila do Meio-dia, e, no centro, a relação entre Joana e Jasão, um compositor popular cooptado pelo poderoso empresário Creonte. Jasão termina por largar Joana e os dois filhos para casar-se com Alma, a filha do empresário. A primeira montagem teve Bibi Ferreira no papel de Joana e a direção de Gianni Ratto. O saudoso Luiz Linhares foi um dos atores daquela primeira montagem.
Ópera do malandro
O texto da Ópera do malandro é baseado na Ópera dos mendigos (1728), de John Gay, e na Ópera de três vinténs (1928), de Bertolt Brecht e Kurt Weill. O trabalho partiu de uma análise dessas duas peças conduzida por Luís Antônio Martinez Corrêa e que contou com a colaboração de Maurício Sette, Marieta Severo, Rita Murtinho e Carlos Gregório.


Chico Buarque.
A equipe também cooperou na realização do texto final através de leituras, críticas e sugestões. Nessa etapa do trabalho, muito valeram os filmes Ópera de três vinténs, de Pabst, e Getúlio Vargas, de Ana Carolina, os estudos de Bernard Dort O teatro e sua realidade, as memórias de Madame Satã, bem como a amizade e o testemunho de Grande Otelo. Participou ainda o professor Manuel Maurício de Albuquerque para uma melhor percepção dos diferentes momentos históricos em que se passam as três óperas. O professor Werneck Viana contribuiu posteriormente com observações muito esclarecedoras. E Maurício Arraes juntou-se ao grupo, já na fase de transposição do texto para o palco. A peça é dedicada à lembrança de Paulo Pontes.
Inspirado no poema do modernista Jorge de Lima, Chico e Edu Lobo compuseram juntos a canção homônima para este espetáculo. Em 1983, e durante os dois anos seguintes, viajaram o país apresentando este que foi um dos maiores e mais completos espetáculos já realizados. Um disco coletivo foi lançado pela Som Livre para registrar a obra, com interpretações de grandes nomes da MPB.

FRANK SINATRA



Frank Sinatra
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Frank Sinatra


Informação geral
Nome completo Francis Albert Sinatra
Apelido
A Voz (The Voice)
Olhos Azuis (Blue Eyes)
Frankie
Data de nascimento 12 de Dezembro de 1915
Hoboken, Nova Jersey
Estados Unidos

Data de morte 14 de Maio de 1998 (82 anos)
Los Angeles, Califórnia
Estados Unidos

Gêneros
Pop
Jazz
Blues

Período em atividade 1935-1998

Outras ocupações ator
Gravadoras Columbia
Capitol
Reprise

Afiliações Harry James
Tommy Dorsey
Rat Pack

Página oficial
Website oficial

Francis Albert Sinatra (Hoboken, 12 de dezembro de 1915 — Los Angeles, 14 de maio de 1998) foi um cantor e ator americano.
Índice
• 1 Biografia
• 2 Filmografia
• 3 Premiações
• 4 Morte

Biografia
Filho de dois imigrantes italianos.Foi casado com Nancy Barbato e posteriormente com as atrizes Ava Gardner e Mia Farrow, e com a socialite Barbara Marx, com quem terminou seus dias. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho na música e outra por seu trabalho na TV americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música no século XX. Teve três filhos: Nancy Sinatra, Frank Sinatra Jr., e Tina Sinatra.
Sem nenhum treinamento formal, Sinatra desenvolveu estilo altamente sofisticado. Sua habilidade em criar uma longa e fluente linha musical sem pausas para respiração,sua manipulação de frases o fez chegar bem mais longe que o usual dos cantores pop.
Sinatra apareceu em mais de cinquenta filmes, entre eles: "Anchors Aweigh" (1945), "On The Town" (1949), "From Here To Eternity" (1953), com o qual ganhou o Oscar, "The Man With The Golden Arm" e "High Society" (ambos de 1956), "The Manchurian Candidate" (1962) e "The First Deadly Sin" (1980). Fez parte do chamado Rat Pack, grupo de artistas muito ativo entre meados da década de 1950 e 1960.
Teve seu próprio show de TV durante vários anos e nos anos 90 continuou na ativa em concertos e gravações, onde lançou uma série de duetos, inclusive via satélite, utilizando recursos da mais moderna tecnologia.
Seus principais sucessos são "Fly me to the moon", "My Way" e "New York, New York". Sinatra também cantou com o brasileiro Tom Jobim. Na oportunidade, "Girl of Ipanema" brindou o grande encontro.
Filmografia
• 1990 - Listen Up: The lives of Quincy Jones
• 1988 - Uma cilada para Roger Rabbit (Who framed Roger Rabbit?) (voz)
• 1984 - Um rally muito louco (Cannonball run II)
• 1980 - O primeiro pecado mortal (The First Deadly Sin)
• 1977 - Contratado para matar (Contract on Cherry Street) (TV)
• 1974 - Isto era Hollywood (That's Entertainment!)
• 1970 - O mais bandido dos bandidos (Dirty Dingus Magee)
• 1968 - A mulher de pedra (Lady in Cement)


• 1968 - O crime sem perdão (The Detective)
• 1967 - Tony Rome (Tony Rome)
• 1967 - Serviço secreto em ação (The Naked Runner)
• 1966 - Confidências de Hollywood (The Oscar)
• 1966 - Assalto em um transatlântico (Assault on a Queen)
• 1966 - A sombra de um gigante (Cast a Giant Shadow)
• 1965 - Vamos casar outra vez (Marriage On The Rocks)
• 1965 - O expresso de Von Ryan (Von Ryan's Express)
• 1965 - Os bravos morrem lutando (None But The Brave)
• 1964 - Robin Hood de Chicago (Robin and The 7 Hoods)
• 1963 - Os quatro heróis do Texas (4 For Texas)
• 1963 - O bem-amado (Come Blown Your Horn)
• 1963 - A lista de Adrian Messenger (The List of Adrian Messenger)
• 1962 - Sob o domínio do mal (The Manchurian Candidate)
• 1962 - Tempestade sobre Washington (Advice and Consent) (voz)
• 1962 - Dois errados no espaço (The Road to Hong Kong)
• 1962 - Os 3 sargentos (3 Sergeants)
• 1961 - A hora do diabo (The Devil at 4 O'Clock)
• 1960 - Pepe (Pepe)
• 1960 - Onze homens e um segredo (Ocean's Eleven (1960))
• 1960 - Can-Can (Can-Can)
• 1959 - Quando explodem as paixões (Never So Few)
• 1959 - Os viúvos também sonham (A Hole in the Head)
• 1958 - Deus sabe quanto amei (Some Came Running)
• 1958 - Só ficou a saudade (Kings Go Forth)
• 1957 - Meus dois carinhos (Pal Joey)
• 1957 - Chorei por você (The Joker is Wild)
• 1957 - Orgulho e paixão (The Pride and the Passion)
• 1956 - A volta ao mundo em 80 dias (Around the world in 80 days)
• 1956 - Redenção de um covarde (Johnny Concho)
• 1956 - Alta sociedade (High Society)
• 1956 - Viva Las Vegas (Meet me in Las Vegas)
• 1955 - O homem do braço de ouro (The Man with the Golden Arm)
• 1955 - Armadilha amorosa (The Tender Trap)
• 1955 - Eles e elas (Guys and Dolls)
• 1955 - Não serás um estranho (Not as a stranger)
• 1954 - Corações enamorados (Young at Heart)
• 1954 - Meu ofício é matar (Suddenly)
• 1953 - A um passo da eternidade (From here to eternity)
• 1952 - Ao compasso da vida (Meet Danny Wilson)
• 1951 - Isto sim que é vida (Double Dynamite)
• 1949 - Um dia em Nova York (On the Town)
• 1949 - A bela ditadora (Take me out to the ball game)
• 1948 - Beijou-me um bandido (The Kissing Bandit)
• 1948 - O milagre dos sinos (The Miracle of the Bells)
• 1947 - Aconteceu assim (It Happened in Brooklyn)
• 1946 - Quando as nuvens passam (Till the Clouds Roll By)
• 1945 - Marujos do amor (Anchors aweigh)
• 1945 - A casa em que vivemos (The House I live in)
• 1944 - Vivendo de brisa (Step lively)
• 1943 - A lua ao seu alcance (Higher and higher)
• 1943 - Alvorada da alegria (Reveille with beverly)
• 1942 - Barulho a bordo (Ship ahoy)
• 1941 - Noites de rumba (Las Vegas night)
Premiações

• Óscar humanitário, em 1972.
• Indicação ao Oscar de Melhor Ator, por "O Homem do Braço de Ouro" (1955).
• Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, por "A Um Passo da Eternidade" (1953).
• Duas indicações ao Globo de Ouro de Melhor Ator - Comédia/Musical, por "Meus Dois Carinhos" (1957) e "O Bem-Amado" (1963). Vence em 1957.
• Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante, por "A Um Passo da Eternidade" (1953).
• Prêmio Cecil B. DeMille em 1971, concedido pela Associação de Jornalistas Estrangeiros nos Estados Unidos.
• Duas indicações ao BAFTA de Melhor Ator Estrangeiro, por "Não Serás um Estranho " (1955) e "O Homem do Braço de Ouro" (1955).


Grammy
1958
Best Album Cover - Only The Lonely (Frank Sinatra foi Diretor de Arte. Curiosamente seu primeiro Grammy foi pela pintura da capa)
1959
Album Of The Year - Come Dance With Me
Best Vocal Performance, Male - Come Dance With Me
1965
Album Of The Year - September Of My Years
Best Vocal Performance, Male - It Was A Very Good Years
Lifetime Achievement Award
1966
Album Of The Year - Sinatra: A Man And His Music
Record Of The Year - Strangers In The Night
Best Vocal Performance, Male - Strangers In The Night
1979
Trustees Award
1982
GRAMMY Hall Of Fame Award - I'll Never Smile Again (Tommy Dorsey With Frank Sinatra & The Pied Pipers)
1984
GRAMMY Hall Of Fame Award - In the Wee Small Hours
1994
Grammy Legend Award


1995
Best Traditional Pop Vocal Performance, Male - Duets II
1998
GRAMMY Hall Of Fame Award - The House I Live In
GRAMMY Hall Of Fame Award - I've Got You Under My Skin
1999
GRAMMY Hall Of Fame Award - Frank Sinatra Sings For Only The Lonely
GRAMMY Hall Of Fame Award - September Of My Years
2000
GRAMMY Hall Of Fame Award - My Way
GRAMMY Hall Of Fame Award - Songs For Swinging' Lovers!
2004
GRAMMY Hall Of Fame Award - Come Fly With Me
GRAMMY Hall Of Fame Award - I've Got The World On A String
2005
GRAMMY Hall Of Fame Award - One For My Baby
Morte

Com a saúde debilitada, Sinatra parou de fazer shows aos 80 anos, em 1995. No dia 14 de maio de 1998, Frank Sinatra morreu de um ataque cardíaco em Los Angeles, Califórnia. Descendente de italianos, Sinatra teve seu nome diversas vezes ligado à máfia. Depois de sua morte, sua filha Tina fez revelações que ligavam Sinatra a esquemas de eleição do presidente Kennedy pelos chefões de Chicago.

FRED ASTAIRE




Fred Astaire
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Fred Astaire

Nome completo Frederick Austerlitz
Data de nascimento 10 de Maio de 1899

Local de nascimento Omaha, Nebraska
Estados Unidos

Data de falecimento 22 de Julho de 1987 (88 anos)

Local de falecimento Los Angeles, Califórnia
Estados Unidos

Ocupação ator e dançarino
Atividade 1915 - 1987

Fred Astaire, nome artístico de Frederick Austerlitz (Omaha, 10 de Maio de 1899 — Los Angeles, 22 de Junho de 1987) foi um ator e dançarino estado-unidense.
Índice
• 1 Biografia
• 2 Filmografia

Biografia
Antes de Fred Astaire estrear no cinema, os dançarinos apareciam nos filmes apenas "em partes": os pés, as cabeças e os torsos eram compostos na sala de edição. Astaire, por sua vez, exigia ser filmado de corpo inteiro. Para isso eram necessários longos ensaios - certa vez chegou a três meses com dez horas diárias de trabalho, com repetições feitas passo a passo e movimentos de câmara acompanhando a coreografia. Em seus filmes, Astaire conseguiu dar nova emoção a dança, fosse ela banal ou repleta de tragicidade.Sua interpretação enriquecia-se pelo que James Cagney chamava de "o toque do vagabundo". Sempre trajado a rigor, seu charme tornou-se lendário.
Fez sua primeira apresentação no palco aos cinco anos com a irmã Adele, que o acompanhava em revistas musicais nos anos 1920, em Londres. Estreou no cinema em 1915, fazendo uma pequena ponta e em 1933 apareceu ao lado de Joan Crawford em Dancing lady. Nesse mesmo ano atuou no primeiro de uma série de dez filmes ao lado de Ginger Rogers. Os dois formavam uma parceria impecável (Ele dava classe a ela, ela dava sex-appeal a ele, explicou certa vez um diretor de estúdio). Hollywood tinha razão ao lhe conferir um Oscar especial em 1949, por sua contribuição à técnica dos musicais no cinema. Ginger Rogers, claro, foi quem lhe entregou o prêmio.


Em 1933 casou-se com Phyllis Potter, que morreu em 1954 com quem teve dois filhos, Fred e Ava. Ele deixou de ser dançarino em 1968 para passar a interpretar papéis dramáticos. Fora dos estúdios não gostava de dançar e dizia que as danças de salão o entediavam. Grande fã de corrida de cavalos, voltou a se casar em 1980 com a jóquei Robbin Smith, 35 anos mais nova que ele.
O arquiteto americano Frank O. Gehry projetou um edifício em Praga, República Tcheca, em homenagem ao casal Fred & Ginger. O edifício toma a forma do casal e parece mostrá-los em plena dança.[1]
Filmografia

Dancing Lady (1933)
• Flying Down to Rio (1933) (*)
• The Gay Divorcee (1934) (*)
• Roberta (1935) (*)
• Top Hat (1935) (*)
• Follow the Fleet (1936) (*)
• Swing Time (1936) (*)
• Shall We Dance (1937) (*)
• A Damsel in Distress (1937)
• Carefree (1938) (*)
• The Story of Vernon and Irene Castle (1939) (*)
• Broadway Melody of 1940 (1940)
• Second Chorus (1940)
• You'll Never Get Rich (1941)
• Holiday Inn (1942)
• You Were Never Lovelier (1942)
• The Sky's the Limit (1943)
• Yolanda and the Thief (1945)
• Ziegfeld Follies (1946)
• Blue Skies (1946)
• Easter Parade (1948)
• The Barkleys of Broadway (1949) (*)
• Three Little Words (1950)
• Let's Dance (1950)
• Royal Wedding (1951)
• The Belle of New York (1952)
• The Band Wagon (1953)
• Daddy Long Legs (1955)
• Funny Face (1957)
• Silk Stockings (1957)
• On the Beach (1959)
• The Pleasure of His Company (1961)
• The Notorious Landlady (1962)
• Finian's Rainbow (1968)
• Midas Run (1969)
• Just One More Time (1974)
• That's Entertainment! (1974) (narrador)
• The Towering Inferno (1974)
• The Lion Roars Again (1975)
• That's Entertainment, Part II (1976) (narrador)
• The Amazing Dobermans (1976)
• The Purple Taxi (1977)
• Ghost Story (1981)
• George Stevens: A Filmmaker's Journey (1985) (documentário)
(*) filmes com Ginger Rogers