segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

HISTÓRIA DA RÁDIO VOICE DA AMÉRICA


Voice of America
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Voice of America (em português conhecida como Voz da América) ou VOA é o serviço oficial de radiodifusão internacional do governo dos Estados Unidos da América. É retransmitida em mais de 44 idiomas (via rádio) e 24 idiomas (via televisão) por várias estações ao redor do mundo e está sob supervisão do International Broadcasting Bureau, uma instituição vinculada à Presidência dos Estados Unidos da América e que teoricamente garantiria a isenção da VOA perante a política externa norte-americana. A Voz da América tem seus escritórios localizados na 330 Independence Avenue SW, em Washington DC, 20237, EUA.
Índice


* 1 Histórico
* 2 Legislação restritiva
* 3 Programação
* 4 Idiomas
* 5 Serviços do International Broadcasting Bureau
o 5.1 Serviço paquistanês
* 6 Polêmica
6.1 o soberania nacional

Histórico

A VOA foi organizada durante a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de transmitir notícias e propaganda política para países da Europa e Norte da África sob ocupação militar da Alemanha Nazista. Suas transmissões se iniciaram em 24 de fevereiro de 1942, utilizando transmissores de ondas curtas da CBS e NBC.

Em 17 de fevereiro de 1947, foram iniciadas as transmissões da VOA para a União Soviética. Durante o período da Guerra Fria, a VOA esteve sob controle da Agência de Informação dos Estados Unidos. Em 1980, a VOA criou um serviço televisivo e programas regionais específicos direcionados para Cuba (a Radio Marti e a TV Marti).

A partir de 2000, a VOA começou a transmitir em inglês pela Internet. Parte do conteúdo também está disponível em outros idiomas através de uma rede distribuída com mais de 14000 servidores em cerca de 65 países. O International Broadcasting Bureau, em seu orçamento para 2007, propõe a redução da programação em inglês da VOA (com a eliminação de programas como o News Now) e a manutenção da programação em inglês para a África e da página em inglês na Internet.
Legislação restritiva

A Voz da América está proibida, por força da Lei Smith-Mundt de 1948, de transmitir diretamente para os cidadãos norte-americanos. O objetivo desta legislação seria o de evitar que o governo federal tivesse um canal direto para o público doméstico (diferentemente do que ocorre em muitos países europeus e mesmo no Brasil), algo que deriva parcialmente da ausência nos Estados Unidos, do Estado como responsável pela transmissão local de rádio e TV. Naturalmente, a lei também surgiu para satisfazer os interesses das empresas comerciais de radiodifusão norte-americanas, reduzindo a concorrência.

Mesmo as redes públicas PBS (TV) e NPR (rádio), que funcionam parcialmente com financiamento do Estado, não operam sob a supervisão governamental mantida sobre corporações de radiodifusão estatais típicas (como a britânica BBC). Alegadamente, nenhuma outra empresa de radiodifusão internacional possui tamanha restrição governamental sobre suas atividades.

Em casos especiais, tal como na transmissão em 1981 do programa de TV Let Poland Be Poland, é necessária a aprovação prévia do Congresso para a exibição ao público norte-americano. Todavia, a VOA pode ser captada em ondas curtas e em streaming de áudio através da Internet, o que minimiza o efetivo alcance restritivo da legislação.
Programação

A Voz da América tem 22 correspondentes domésticos e 16 ultramarinos, todos cidadãos norte-americanos e funcionários do governo dos Estados Unidos. Eles são reforçados por correspondentes "freelance" em vários países, que fazem reportagens em inglês e nos numerosos idiomas utilizados pelos serviços da VOA. A vinheta de intervalo é "Yankee Doodle", interpretado por uma banda de música, seguido pela frase "this is the Voice of America, signing on" ("esta é a Voz da América, conectando"). Anteriormente, o tema utilizado era "Columbia, Gem of the Ocean".

Parte do orçamento da VOA é destinado à produção de programação televisiva.
Idiomas

A Voz da América é atualmente transmitida por rádio em 44 idiomas e por televisão em 24 idiomas (indicadas abaixo com um asterisco):

* Afan Oromo
* Albanês*
* Amárico
* Armênio*
* Azeri*
* Bengali*
* Bósnio*
* Birmanês
* Cantonês
* Chona
* Coreano
* Curdo
* Crioulo
* Croata*
* Dari*



* Inglês
(também Inglês especial)*
* Francês*
* Geórgio
* Grego*
* Hausa
* Hindi*
* Indonésio*
* Khmer
* Kinyarwanda
* Kirundi
* Laociano
* Macedônio*
* Mandarim*



* Ndebele
* Tailandês
* Pachto*
* Persa*
* Português
* Russo*
* Sérvio*
* Espanhol*
* Swahili
* Tibetano*
* Tigrigna
* Turco*
* Ucraniano*
* Urdu*
* Uzbeque*
* Vietnamita

Serviços do International Broadcasting Bureau

A VOA transmite vários programas dirigidos à audiências específicas através do International Broadcasting Bureau. A Radio Marti e a TV Marti são dirigidos à Cuba. A Radio Sawa, fundada pelo IBB (mas que não faz parte da VOA) é dirigida ao público jovem do mundo árabe, da mesma forma que a Radio Farda é dirigida aos jovens falantes do persa no Irã. A Rádio Europa Livre e a Rádio Ásia Livre são serviços aparentados à VOA que visam à audiência em países da ex-União Soviética e aqueles governados por regimes ditatoriais. Entre seus locutores, alguns, como Willis Conover, Pat Gates e Judy Massa, se tornaram mundialmente conhecidos.

O IBB opera através de vários locais de transmissão ao redor do mundo, incluindo suas estações de retransmissão doméstica em Greenville, Carolina do Norte e Delano, Califórnia, e no exterior, com estações situadas na Alemanha, Reino Unido, Botswana, Grécia, Kuwait, Marrocos, Saipan e Tinian, Filipinas, São Tomé, Sri Lanka, Tailândia e recentemente, Paquistão. Os retransmissores de Guam são utilizados no caso do surgimento de crises no Leste da Ásia.
Serviço paquistanês

O programa "Khabron Se Agay" da VOA é transmitido no Paquistão pela GEO TV. Segundo a VOA, o propósito do programa é promover uma maior compreensão entre paquistaneses e norte-americanos através da exibição de documentários sobre os Estados Unidos e seu povo, e sobre paquistaneses que vivem na América.
Polêmica
Soberania nacional

Alguns críticos têm sugerido que o governo dos Estados Unidos violam a soberania nacional ao transmitir e operar em seus respectivos países.

Em março de 2006, cinco membros da VOA foram detidos sob a acusação de manter atividades contra o governo na Etiópia. A acusação foi posteriormente retirada pelo governo etíope.
Pagamento por apresentações

Recentemente, a VOA foi denunciada como tendo, ao longo de vários anos, pago a jornalistas para aparecer em seus programas. De acordo com o El Nuevo Herald e o Miami Herald, entre estes estariam: David Lightman, chefe do escritório da Hartford Courant em Washington DC; Tom DeFrank, chefe do escritório em Washington do New York Daily News; Helle Dale, ex-diretora das páginas editoriais do Washington Times; Georgie Anne Geyer, uma colunista com distribuição nacional e Pablo Alfonso, repórter da equipe do El Nuevo Herald e Wilfredo Cancio, redator do mesmo jornal.

O conselho diretor da VOA não negou a acusação e afirma que tais pagamentos não configuram um conflito de interesses. Segundo o porta-voz Larry Hart, citado pelo El Nuevo Herald, "por décadas, por muitos, muitos anos, alguns dos mais respeitáveis jornalistas do país têm recebido pagamento para participar de programas da Voz da América".

Novas tecnologias nos 77 anos da Rádio Difusora de Piracicaba - sp



Novas tecnologias nos 77 anos da Difusora

As reformas no prédio da Difusora, localizado em frente à praça José Bonifácio, no Centro de Piracicaba, aconteciam ao mesmo tempo em que a equipe da rádio trabalhava. Foi preciso conviver entre diversos ruídos, desde as conversas nos corredores até marteladas e todos os possíveis sons de obras. “Neste período, mudei de sala cinco vezes”, revela Roberta Soave, a diretora administrativa e financeira da empresa, que hoje faz a apresentação oficial das novas instalações em evento às 20h30 na Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba).

É também a oportunidade de a Difusora celebrar os 77 anos completados na terça-feira, 12. “É uma felicidade conseguir chegar a esta idade, o que demonstra a credibilidade perante os ouvintes”, afirma a diretora, ressaltando ainda se tratar de uma empresa familiar e a preocupação de sempre acompanhar a tecnologia das comunicações. Roberta responde pela rádio ao lado das irmãs Andréa e Daniela, além da mãe Conceição, desde que o pai José Roberto faleceu em 1997.

Entretanto, a reforma da sede é o grande motivo do evento desta noite na Acipi. Segundo Roberta, as reformas que durariam três meses se estenderam por aproximadamente um ano. “O telhado e a fachada do prédio são tombados pelo Codepac (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Piracicaba), então sabíamos da dificuldade de manter a tradição do lugar, erguido em 1933, e repaginar as instalações internas”, conta.

Todos os estúdios foram modernizados com novos equipamentos, como mesas de áudio e um processador de áudio digital importado. “E, enquanto os novos eram construídos, os antigos ainda funcionavam. Foi como se uma nova emissora estivesse sendo levantada”, brinca a diretora. Atualmente, a Difusora conta com dois estúdios de gravação, uma sala de jornalismo e duas do Ar, uma AM e outra FM, além dos setores comerciais, financeiro e da diretoria. Praticamente tudo na rádio agora é digital.

“Existia a necessidade de deixar o som da FM mais ‘limpo’, o que precisava de uma tecnologia mais avançada”, fala Roberta, sobre a instalação de uma nova antena e ampliação da torre de transmissão, que agora tem 60 metros. “A torre da AM tem 90 metros e não precisava de manutenção”. Quanto à programação, a diretora ressalta que as alterações acontecem naturalmente e por isso, no momento, se mantém intacta. “Mas estamos preparando novidades para 2011”, avisa.
FONTE: http://www.tribunatp.com.br/modules/news/article.php?storyid=7261 Erick Tedesco

RÁDIO ALTITUDE DE PORTUGAL : RÁDIO com HISTÓRIA



ALTITUDE: RÁDIO com HISTÓRIA

O Altitude é uma das mais antigas estações emissoras portuguesas, emitindo há 62 anos a partir dos estúdios na cidade da Guarda.
Embora o registo oficial das emissões tenha ocorrido a 29 de Julho de 1948, a actividade do Rádio Altitude surgiu, no seio do Sanatório Sousa Martins, cerca de 1946. Na altura, as rudimentares emissões circunscreviam-se ao pavilhão onde estava concentrado o grupo de doentes pioneiros deste projecto e só com a construção de novo emissor foi ganhando dimensão a aventura radiofónica.
Sabe-se que, no ano seguinte, o então director daquela unidade de saúde, o médico e escritor Ladislau Patrício (cunhado do poeta Augusto Gil) assinou o primeiro regulamento da referida estação emissora, onde estavam definidas orientações muito objectivas sobre a sua actividade.
Em finais de 1947 as emissões já eram escutadas na cidade que seguiu, com particular entusiasmo, o início oficial das emissões regulares assinalado, com alguma pompa e circunstância, a 29 de Julho de 1948; um ano depois foi atribuído o indicativo CSB 21 ao Radio Altitude.
A propriedade do primeiro emissor pertenceu, inicialmente, à Caixa Recreativa do Internados no Sanatório Sousa Martins e, mais tarde, com a sua extinção, ao Centro Educacional e Recuperador da unidade hospitalar vocacionada para o tratamento da tuberculose.
Com a criação do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins (CERISSM) pretendeu-se auxiliar os doentes, especialmente no que dizia respeito “à sua promoção social e ocupação dos tempos livres”.
Aliás, foi no seio dos sanatórios que surgiram interessantes projectos radiofónicos – como seja a Rádio Pólo Norte, no Sanatório do Caramulo, e a Rádio Pinóquio, no Sanatório das Penhas da Saúde, Covilhã, para referirmos os mais próximos.
O CERISSM foi uma autêntica instituição de solidariedade; para além de viabilizar a afirmação e implantação da Rádio Altitude desenvolveu uma vasta obra assistencial, sob o impulso do médico Martins de Queirós, o quarto e último director do Sanatório da Guarda.
Em 1961, mediante autorização oficial, o RA passou a ter como suporte económico-financeiro as receitas publicitárias que em muito contribuiriam para o auxílio dos doentes mais carenciados. As emissões evoluíram, ao longo das primeiras décadas em função das disponibilidades técnicas, dos recursos humanos e financeiros mas encontrando sempre no, crescente auditório, uma grande simpatia e um apoio incondicional.



Até 1980 o Rádio Altitude emitiu na frequência de 1495 Khz, em onda média (abrangendo não só o distrito da Guarda mas igualmente os distritos de Viseu e Castelo Branco e algumas das suas áreas limítrofes), altura em que a sua sintonia passou a ser feita no quadrante dos 1584 khz. Após 1986, e com a liberalização do espectro radioeléctrico passou também a desenvolver as suas emissões em frequência modulada, em 107.7 Mhz, a qual foi alterada, em 1991, para os 90.9 Mhz.
Em 1998,e depois de ter sido determinada a extinção do Centro Educacional e Recuperador dos Internados no Sanatório Sousa Martins, foi decidida a realização de uma consulta pública, com vista à “transmissão da universalidade designada Rádio Altitude”, considerada a “única estrutura em funcionamento do ex-CERISSM”.
A estação emissora entrou assim, com a sua aquisição por parte da Radialtitude–Sociedade de Comunicação da Guarda, num capítulo novo da sua existência, mantendo a ligação física ao antigo espaço sanatorial.
O Rádio Altitude – que vai assinalar, a 29 de Julho, o seu 62º aniversário – possui um historial ímpar que importa reter, e divulgar, contribuindo, assim, para aumentar a cadeia de afectos originada em finais da década de quarenta do passado século.



Hoje, o RA vive uma fase, perfeitamente distinta, consentânea com o papel da Rádio no século XXI e outrossim com as novas tecnologias, novos suportes, novos desafios e as inúmeras potencialidades proporcionadas pela Internet.
A sua área de influência não se limita aos tradicionais contornos geográficos resultantes da potência do seu emissor e das condições de propagação mas estende-se ao mundo, num confronto que, é justo realçar, afere de forma digna a qualidade do trabalho aqui desenvolvido.



Inovar, reinventar e crescer continuam a ser as palavras-chave do projecto em curso e o qual tem capitalizado esse historial de décadas, construído num profundo envolvimento com esta região.
O passado e património do Rádio Altitude fazem parte das múltiplas memórias da Guarda, assumindo-se como elos indissociáveis da história da Cidade da Saúde.
Valorizar o presente, reflectir sobre a importância social desta emissora, será um bom incentivo para quantos ali trabalham e dão continuidade a uma matriz radiofónica, de inquestionável originalidade e longevidade.
É, de facto, um Rádio com História, Memória e com Futuro.
FONTE: http://correiodaguarda.blogs.sapo.pt/2010/07/ Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

A um toque no painel, milhares de emissoras ao redor do mundo com som digital





Para tocar no rádio
A um toque no painel, milhares de emissoras ao redor do mundo com som digital

Se você pensa que navegação eletrônica e troca de e-mails é tudo o que pode esperar do seu carro, você ainda não ouviu nada. Durante o CES (Consumer Electronics Show), um dos maiores eventos de eletrônicos dos Estados Unidos, uma das estrelas foi um aparelho de som capaz de sintonizar 16 000 estações de rádio de todo o mundo, via internet.
A novidade, apresentada pela alemã Blaupunkt em parceria com o site australiano miRoamer, deve chegar ao mercado norte-americano em meados do ano, ao preço de 600 dólares o aparelho. A sintonia das rádios, através de site, é de graça. O usuário só paga pelo tempo de conexão.
O acesso é feito por meio de um telefone celular 3G via rede wi-fi, que conversa com o rádio do carro pela tecnologia Bluetooth. Ao conectar o site, o aparelho da Blaupunkt classifica as estações por gênero musical, país de origem ou palavra-chave, como um buscador. Uma vez selecionada uma estação, o conteúdo é transmitido em tempo real, sem a necessidade de baixar arquivos. O processo streaming é igual ao dos vídeos exibidos pelo site YouTube.

Além da variedade de emissoras oferecidas, o aparelho também reproduz conteúdos específicos que não são oferecidos pelas rádios. Como em um computador, basta fornecer o endereço da página ou da lista de músicas e adicionar como site favorito.
O fato de depender de um celular de última geração e de uma conexão à internet de alta velocidade pode dificultar a adoção desses sistemas. Mas isso não deve frear o emprego da tecnologia pelos fabricantes, que contam com a popularização da tecnologia 3G.



MÚSICA ELETRÔNICA

O usuário liga o rádio e seleciona o serviço de música online. Por meio da tecnologia Bluetooth, o aparelho se conecta com um telefone celular 3G, equipado com internet de alta velocidade. Estabelecida a conexão com o site, via rede wi-fi, o acervo de estações de rádio é exibido no visor do rádio, na forma de um menu. As faixas da emissora selecionada são executadas em tempo real.
FONTE: Por Vitor Matsubara | ilustração: Gabriel Silveira
http://quatrorodas.abril.com.br/reportagens/novastecnologias/tocar-radio-471140.shtml

As novas tecnologias e a crise do jornalismo


SEMINÁRIO VEIGA DE ALMEIDA
As novas tecnologias e a crise do jornalismo
Um interessante artigo sobre cinema publicado no JB chamou minha atenção justamente pela abertura inusitada. A autora começava relatando suas angústias sobre "como iniciar um texto". Pelo lead, ora direis! Mas, e quando não existe uma abertura clássica (caso do artigo, comentário, crônica)? É ai que nos deparamos com a tirania da folha de papel em branco. Ou na versão atualizada para o século 21, com a tela do computador em branco.
As reflexões sobre o papel e a tela em branco levaram-me direto ao tema central deste artigo: a interferência das novas tecnologias no fazer jornalístico. Principalmente a internet, com a sua concentração de agências fornecedoras de notícias, sítios "informativos" e facilidades de acesso às fontes que substituem o contato direto entre estas e os jornalistas (o correio eletrônico, por exemplo). Esses recursos vêm afetando principalmente a reportagem, coração e alma do jornalismo, o que, fatalmente, acabará por comprometer a credibilidade dos próprios veículos.
No desdobrar deste artigo tentarei demonstrar algumas das mudanças no processo de apuração, produção e veiculação da notícia e da informação, a partir das facilidades trazidas pelas tecnologias da era digital, e apontar alguns dos principais problemas apresentados por esse novo modelo que vem ganhando corpo nas redações.
O primeiro aspecto, e um dos mais problemáticos, consiste no uso excessivo de notícias e "reportagens" que têm origem em agências. Com a internet, as agências estrangeiras ampliaram o acesso e a velocidade de repasse das informações e muitos veículos transformaram-se em serviços on-line. A prática de entrar na rede e retirar informações para fazer uma "matéria", sem sair da redação para apurar os fatos, é cada vez mais comum.
Como quase todos os veículos têm acesso às mesmas agências (portanto, às mesmas informações), acaba acontecendo um fenômeno conhecido como "circularidade", quando toda a mídia trata dos mesmos assuntos, e ainda uma espécie de "pasteurização", quando estes são retratados a partir dos mesmos enfoques. Vale destacar que os erros de cobertura – e eles são cada vez mais freqüentes – acabam repetidos por jornais, redes de televisão e rádios.
O melhor exemplo dessa substituição gradativa da reportagem própria por matérias compradas de agências está no noticiário internacional. Qualquer leitor atento dos jornais e revistas já percebeu que nas editorias internacionais imperam as matérias "assinadas" por agências. É cada vez menor o número de correspondentes e enviados especiais. O exemplo mais gritante dos danos causados à credibilidade dos veículos por esse modelo foi o golpe frustrado na Venezuela, no início deste ano.
A mídia brasileira, sem nenhuma honrosa exceção perceptível, seguiu o noticiário das agências norte-americanas, principalmente AP e CNN, e noticiou fartamente a deposição do presidente Hugo Chávez como fruto da pressão popular. Mas em 24 horas o cenário mudou. Os fatos mostraram que a Venezuela havia sido palco de um golpe de estado, liderado por empresários locais, apoiados por segmentos das camadas médias, com participação ativa do governo norte-americano através da embaixada em Caracas, da CIA e até das Forças Armadas. A população dos muitos bairros pobres de Caracas foi às ruas exigir, de forma contundente, a volta ao poder do presidente eleito pelo voto direto.
As emissoras de rádio e tevê e os jornais puderam consertar o erro com mais facilidade, já as revistas (principalmente Veja e Época) que dedicaram as reportagens de capa a comemorar a queda do governante "populista" Hugo Chávez, sofreram a humilhação de praticamente chegar às bancas já envelhecidas e pior, com uma cobertura mentirosa dos fatos. Erros como esse acarretam uma enorme perda de credibilidade por parte da imprensa.
O combustível da notícia
Mas o fenômeno de "terceirização" da reportagem não se restringe aos acontecimentos internacionais. Recentemente, o Jornal do Brasil fechou várias sucursais, inclusive a de São Paulo, e está usando a cobertura da Agência Folha. É evidente a intenção do jornal carioca de reduzir custos. O leitor paga o preço. É obrigado a ler o diário paulista por tabela e ainda a enfrentar o relato dos fatos nacionais feito a partir do umbigo do Brasil: São Paulo. Para usar um jargão dos "coleguinhas", nunca se "chupou" tanto o trabalho alheio, sem cerimônia, muitas vezes sem sequer dar o crédito. Para quem não sabe e antes que ponham maldade, o verbo "chupar" em jornalismo designa o ato de se apropriar de uma matéria ou informação de terceiros, sem se preocupar em checar a veracidade e a origem do fato.
Na avaliação das empresas, a reportagem sai cara. É preciso pagar os salários do repórter e do repórter fotográfico, além das despesas com carro, motorista e infra-estrutura (sala, telefones, computadores, secretária, boy etc.), e o momento é de cortar custos. As empresas de comunicação fizeram empréstimos altos em dólar na última década, justamente para modernizar (leia-se informatizar) os processos de captação e veiculação de notícias e informações. Com as sucessivas crises internacionais e a desvalorização cambial, as dívidas tornaram-se cada vez maiores e difíceis de saldar. Some-se a esse quadro a alta do preço do papel, que subiu mais de 150% em dois anos, afetando principalmente jornais e revistas.
Outra forma cada vez mais comum de assassinar a reportagem no cotidiano da mídia é fazer "matéria" a partir da redação. A metodologia é simples. O "repórter" fica encarregado de acompanhar o assunto no online de outros jornais e agências e vai "colecionando" as informações. Se tiver alguma dúvida, entra em um ou outro sítio de pesquisa para se informar melhor sobre o tema. Por fim, telefona para duas ou três fontes para "repercutir" (o verbo é usado erradamente no sentido de recolher depoimentos sobre fatos ou falas de terceiros) as informações e temos uma "reportagem" pronta para ser publicada, sem que o autor, ou qualquer outro jornalista, tenha colocado o pé na rua.
As vantagens para o veículo são evidentes: maior produção a um custo menor. A economia começa no fato de que, como o repórter não vai à rua, não gera despesas adicionais. Entretanto existe ainda a questão do "volume" de material produzido. Trabalhando a partir da redação, o mesmo jornalista pode fazer várias "matérias", quando, em geral, apurando na rua ele consegue produzir apenas uma ou duas, conforme o grau de complexidade.
A perda de qualidade gerada pelo uso abusivo desse modelo de reportagem é evidente, mas vale citar o jornalista Clóvis Rossi na apresentação do livro A aventura da reportagem, de Ricardo Kotscho e Gilberto Dimenstein: "Que me desculpem Vinícius de Moraes, os editores e redatores, mas repórter é fundamental... Jornalismo, por isso, só vale a pena pela sensação de se poder ser testemunha ocular da história. E a história ocorre sempre na rua, nunca numa redação." Uma observação do jornalista Luciano de Moraes, em artigo sobre a pauta, mostra que a atividade dos repórteres na rua funciona ainda como uma espécie de "oxigênio" para os veículos. "Os repórteres, muitas vezes, auxiliam diretamente o trabalho do pauteiro fazendo propostas de pauta. São os repórteres que estão na rua, são eles que vivem a emoção da notícia, que têm contato com as fontes, portanto eles são também ricas fontes de informação para os pauteiros." A recomendação de Luciano – já falecido – continua mais viva do que nunca. E vem de um pauteiro, certamente um dos mais brilhantes do Rio de Janeiro, que cultivava o hábito saudável de pedir um carro da reportagem depois do expediente para passear pela cidade. Ele sabia que assim, na rua, recolheria ingredientes para a pauta do dia seguinte. Gastava-se gasolina, mas gerava-se outro tipo de combustível: notícia.
Espetáculo e consumo
Os atuais tropeços da imprensa no quesito reportagem apontam diretamente para a morte de um dos mais importantes cânones do jornalismo, senão o mais importante: o jornalista deve fazer uma rigorosa apuração dos fatos, estabelecendo relações entre eles e com os processos culturais, históricos e políticos.
O fenômeno de substituição da reportagem por material produzido dentro das redações afeta também as rádios e emissoras de televisão. O uso das novas tecnologias no rádio já foi analisado anteriormente no artigo "Notícia não é salsicha", publicado no livro Desafios do rádio no século 21, mas vale destacar que a utilização excessiva de notas redigidas a partir de material retirado da internet e de "sonoras", também apuradas e produzidas a partir da mesma fonte, em substituição ao material apurado na rua, ao vivo ou gravado, representa um real empobrecimento do radiojornalismo. Ao abrir mão do relato ao vivo e em tempo real dos acontecimentos – sua principal característica – o rádio abre mão da própria história. E não me venham dizer que as entrevistas ao vivo, feitas por telefone pelo apresentador, substituem o trabalho do repórter. Ao telefone, o entrevistado diz o que quer e como quer. Não há edição; no máximo interrupção.
Os exemplos do papel do rádio na história do país são muitos, entretanto vou citar apenas três: a Revolução Constitucionalista de 1932, em São Paulo, que mobilizou voluntários contra o governo de Getúlio Vargas; a Cadeia da Legalidade, em 1961, liderada pelo então deputado federal Leonel Brizola a partir da Rádio Guaíba, em Porto Alegre, para garantir a posse do vice-presidente João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros; e, em 1982, o caso Proconsult, nas eleições para governador do Estado do Rio, em que a apuração paralela da Rádio Jornal do Brasil desmontou um esquema para favorecer o candidato do PDS, partido do regime militar. A Rádio JB gastou dinheiro na contratação de repórteres e estagiários encarregados de recolher os dados dos mapas de apuração, mas recebeu em troca um título de enorme liquidez: credibilidade.
Para terminar, gostaria de destacar que a entrevista, outro formato de grande credibilidade, também sofre sérios danos com o uso ilimitado das novas tecnologias, em especial nos veículos impressos. Um dos maiores problemas é o abuso do correio eletrônico. O repórter entra em contato com o entrevistado e combina de mandar a ele as perguntas por internet que serão respondidas e repassadas de volta, pelo mesmo caminho. Chamou a minha atenção em especial uma entrevista com o prefeito César Maia publicada no JB. Respirei aliviada porque o texto deixava claro que a entrevista fora feita através de correio eletrônico, mas esse detalhe não bastou para calar a pergunta que ficou martelando meu cérebro: quem garante que César Maia respondeu as perguntas? Quem garante que o prefeito não entregou as perguntas a um assessor e o mandou respondê-las?
A perda de credibilidade não é o único problema deste método novo de fazer entrevistas. Ele apresenta outros problemas fundamentais. Por exemplo, quebra completamente a dinâmica desse formato, ao eliminar a possibilidade de interferência do repórter no decorrer da conversa. Impede o surgimento de novas e, na maioria das vezes importantes, perguntas que podem levar a um "furo" de reportagem. A entrevista à distância impede ainda que o repórter perceba outros aspectos relevantes: o entrevistado foi grosseiro? Negou-se a responder alguma das perguntas? Estava nervoso ou tranqüilo? Estes ingredientes, embora subjetivos, certamente ajudam a compor uma boa matéria.
As observações contidas neste artigo são fruto do acompanhamento do trabalho da mídia no dia-a-dia, uma atividade comum a qualquer jornalista e professor de Comunicação. Se não são definitivas, revelam pelo menos uma tendência. Neste momento, nada é definitivo em jornalismo. Ainda estamos em fase de adequação aos novos padrões e paradigmas que se estão estabelecendo com a chegada da era digital, com a substituição do real pelo virtual. O mais importante hoje no jornalismo é perceber até que ponto esses novos métodos de trabalho afetam a credibilidade da mídia. Sem credibilidade não há jornalismo, restando-nos apenas o espetáculo e o consumo.
(*) Jornalista e professora universitária Alda de Almeida (*)
FONTE: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/da111220025.htm

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

RÁDIALISTA MARCELO CAFÉ


Marcelo Café

Salve amigos do rádio de todo Brasil. Saudades de todos vocês! As festas de final de ano, estão chegando! Curtam elas com sabedoria! Hoje o nosso papo é uma mini entrevista que conseguimos fazer mais uma vez com Marcelo Café - que já havia sido entrevistado aqui em Agosto de 2007 - que nos conta com muita emoção, como foi depois de quase duas décadas, sair da Jovem Pan 2 e se mudar profissionamente para o Grupo Bandeirantes. Ele durante algum tempo se absteve de falar, querendo apenas se concentrar na sua mais nova vida profissional. - "Cara, a gente pode conversar depois? Ainda estou pilhado!" Ok, respeitamos, mas chegou a hora e com exclusividade, conversamos com Marcelo Café - Band FM, aqui no Entrevistas. Curta só!

Passaram-se mais de dois anos que conversamos aqui para o Tudo Rádio, não é Marcelo? Mas agora sei que você tem muitas novidades. Conte para a gente então, quando você recebeu o convite, qual foi a sua reação e como assimilou que depois de tanto tempo na Jovem Pan, você estava mesmo sendo assediado?

Pois é verdade. O tempo urge! (Risos) Dia 1 de Dezembro de 2009, fiz dois meses de Band FM. O namoro começou no final de Julho e foi ficando sério. Noivamos e me casei com a Band, no dia 1 de Outubro. (Risos). Na verdade, sempre tocávamos no assunto de eu ir para o grupo Bandeirantes, mas nunca foi aprofundado. Isso até chegar o mês de Julho. Aí, num papo informal, veio a pergunta: "Café, você quer vir para a Band?" Essa pergunta foi EXATAMENTE a uma hora da manhã em ponto do dia 29 de Julho de 2009 por MSN. (Risos). Eu até arquivei a conversa toda! De lá pra cá, a coisa foi ficando cada vez mais séria. Dormi muito mal aquela noite e muuuuitas outras depois. Só pensava nisso tudo; pesando TUDO na balança, conversando com minha família e deixando a razão se apoderar das minhas atitudes, tentando manter a emoção longe.

Quem foi a primeira pessoa que você contou a novidade?

A Minha Mãe!

Que bacana! Como foi mudar para uma emissora de outro segmento e qual horário você está fazendo na Band FM agora?

Sair do segmento da Pan para atuar em um completamente diferente, era apenas um, dos meus muitos desafios como profissional. Eu estava saindo de uma empresa que me acolheu por quase duas décadas, para entrar em uma outra enorme, que eu não conhecia 99% das pessoas. Era estúdio novo, programa operacional novo, pessoas novas, músicas novas; enfim, TUDO novo! Fui super bem recebido na Band! A diretoria fez tudo certinho! Depois do convite, houve uma festa muito tradicional na Band chamada SEO JOÃO! É uma festa no meio do ano, onde todos os funcionários participam e montam várias barracas com comidas típicas das regiões onde tem afiliadas da Band, com shows ao vivo e grandes nomes da casa. Resumindo, uma festa espetacular, que já me deixou de boca aberta quando entrei. Eles me cercaram e me convidaram para essa festa. Saí do ar na Pan e fui pra lá. Fiquei bobo com tudo que vi; com a grandeza da coisa toda! Nesta festa, tive o prazer de ser apresentado ao Johnny Saad e apertar a mão dele. Não foi dito nada de quem eu era; mas me apresentaram a ele. Aí pensei ...caramba! Eu nem decidi ainda e já conheci o dono de tudo isso. (Risos). Não resisti a tudo e aceitei o convite depois do almoço que tive com os diretores - que aliás, foi antes dessa festa. Estou no ar das 13h as 17h, sendo que, das 13 as 14h é em rede nacional e o restante só para São Paulo, pelo menos, até então!

Qual foi a sensação do último dia na Pan e o primeiro dia na Band?

No meu último dia de Pan, ainda não tinha a certeza de que sairia, pois precisei tirar 15 dias de licença para uma cirurgia na boca - que daria um livro essa história - e mais 15 de férias acumuladas, em seguida. Minha decisão mesmo, foi há uns 10 dias antes de terminarem as férias, portanto, não passei pela certeza de estar fazendo meu último horário na Pan. E no dia que fui me demitir, não quis entrar no estúdio do ar. Estava totalmente emocionado! (Risos). Já minha estréia na Band, foi outro capítulo importante de minha vida. Assim que me demiti, precisei de mais uns dias para me recuperar da minha cirurgia e de toda a loucura que estava na minha cabeça. Vocês não imaginam como ficou minha cabeça! Então, acordei numa quarta feira, liguei para a minha namorada, para um agente de turismo e me mandei para os Estados Unidos, para esquecer de tudo. Mas foi impressionante! Eu acordava de madrugada lá, cantando a vinheta de entrada de break da Band. (Risos) Não conseguia me desligar. Até que chegou o grande dia.
A estréia! Todos da Pan, inclusive o Tutinha, me pediram para avisar a estréia. Não avisei! (Risos) Não queria mais um peso nas minhas costas: o de saber que TODOS estavam me ouvindo naquele momento. Pedi a direção da Band para ficar sozinho no estúdio e deixarem apenas uma pessoa comigo para me ensinar a mesa. Na hora que abri o microfone, entraram todos no estúdio fazendo a maior festa. Achei sensacional! Meu coração já estava na boca, mas graças a Deus, deu tudo certo.

Quem você gostaria de agradecer ou de lembrar por estar vivendo uma nova fase profissional?

A Deus, a São José meu protetor, a Nossa Sra Aparecida, a minha mãe, minha irmã, a Ju minha namorada, que me aguentou totalmente pirado nesse período (Risos) e a meu grande amigo e irmão Marcelo Siqueira. Esse esteve, está e estará comigo pela vida toda, como, com quem, onde e quando for. Mas, tem mais e tambem importantes agradecimentos: Ao Tutinha, que me deu uma mega força quando fui me demitir. Me elogiou e me botou lá em cima e a quem devo o nome que fiz no rádio. A todos os amigos - e são muitos - que fiz na Pan nesses anos todos; ao seu Tuta, que também me disse sábias palavras no dia de minha demissão. E também quero deixar aqui registrado, que recebi muuuuuitas mensagens assim que anunciei minha demissão; via mail, orkut, facebook, twitter e telefonemas e dizer que TODAS, mas absolutamente TODAS as mensagens, foram me dando força e desejando boa sorte! NINGUÉM me disse: "Olha Café, pensa bem! Vê lá, hein?" Isso me marcou e me impulsionou de vez!

Marcelo Café! Ti agradeço mais uma vez esse super papo que você exclusivamente cedeu para a gente e que foi, digamos, um Conto do seu Diário Profissional. Nós do Tudo Rádio, ti desejamos Boa Sorte e lógico Boas Festas, para você e sua família. Muito obrigado! Aproveite e deixe também o seu cartão de Natal e de Feliz 2010 aos seus ouvintes e aos leitores do Tudo Rádio.

Tubaraum, obrigado a você ao pessoal do Tudo Rádio, a todos que acompanham meu trabalho; aos amigos; ouvintes antigos e aos novos da Band. Que Deus abençoe a cada um, dando Paz, Amor, Mesas Fartas, Dinheiro, Paciência, Sabedoria, Harmonia, Garra, Vontade, mas sobretudo, SAÚDE; pois sem ela, todo o resto perde o sentido! Um Super Natal e um 2010 MARAVILHOSO, com muita Band FM para todos nós! Abraços!

Por Rodrigo Viriatto - 01/dezembro/2009
tubaraum.loc@gmail.com

Rodrigo Viriatto, conhecido no meio como Tubaraum. Quatorze anos como locutor, profissional formado. Atualmente está na Sete Colinas FM em Uberaba/MG, mas já teve passagens por algumas rádios da cidade e região do Triângulo Mineiro. Futuro jornalista, tem 34 anos de idade e é mineiro de Itaúna.

Siga Rodrigo Viriatto no Twitter (@rodrigotubaraum)
Siga também o @TudoRadio


FONTE: http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=100

RÁDIALISTA RUY BALLA


Ruy Balla

Salve colegas do Brasil. O nosso bate papo aqui no Entrevistas, é com Ruy Balla que assumiu recentemente o seu novo projeto agora na Jovem Pan 2, depois de uma conturbada saída da Transamérica. Ele fala um pouquinho sobre isso, mas também fala sobre sua chegada na Pan quase coincidentemente, com a saída de Marcelo Café, hoje na Band. Vale a pena conferir.

Quando você recebeu o convite, qual foi a sua reação e como assimilou que depois de tanto tempo na Transamérica, você estava mesmo tomando outro caminho?

Estou na Pan desde Maio ou Junho, até me perdi. (Risos). Quando o Christovam me chamou foi para começar devagar, sentir se eu iria me adaptar e ir aos poucos crescendo. Por isso comecei nas folgas, até chegar ao horário fixo, isso eles já previam que acontecesse cedo ou tarde e deu tudo certo. Depois de minha conturbada saída de lá, buscava novos rumos, por isso foi fácil, todos aqui me ajudaram muito.

Quem foi a primeira pessoa que você contou a novidade?

Não lembro se foram meus pais ou minha esposa ... não lembro, tô ficando velho. (Risos).

Como foi mudar de emissora e qual horário você está fazendo na Pan?

A mudança foi tranquila, ótima, a Pan tem um clima sensacional para se trabalhar. Existe uma responsabilidade natural, por ser a maior rádio do país, mas dá para ficar tranquilo e mostrar o que tenho de melhor. Estou de Segunda à Sexta das 18 às 22 horas na Pan SP 100,9.

Qual foi a sensação do último dia na Transamérica e primeiro dia na Pan?

O último dia lá foi muito ruim mesmo. Minha saída foi conturbada, cercada de histórias erradas, de falsidade, de mentiras, de traição, enfim esse é um papo para uma outra conversa mais específica. Não gosto nem de lembrar, pois tudo gerou impressões absurdas de mim, comentários maldosos, sem o menor fundamento de pessoas desqualificadas e desprovidas de conhecimento sobre meu trabalho, mas a vida é assim mesmo, deixa prá lá. O primeiro dia na Pan foi fantástico, com muita energia, foi bom voltar ao ar, ainda mais numa emissora como a Pan.

Sua chegada digamos, quase coincidiu com a saída de Marcelo Café hoje na Band. Dois profissionais que durante muito tempo permanceram nos seus antigos times. Algo como Rogério Ceni e Marcos?

Sem dúvida é mais ou menos por ai. Ambos ficaram muitos anos, quase que se confundiam com parte da história de suas emissoras. Mas a diferença é que o Café teve uma saída muito legal, as pessoas sentiram muito essa mudança, por serem amigas de verdade, sinceras com relação ao que ele significava aqui na Pan. Até hoje ele é lembrado com enorme carinho por todos e continua com laços grandes de amizade. No meu caso como já citei, fui simplesmente ignorado pelas pessoas. Os que me criticaram (e ainda criticam) por tudo o que houve com minha antiga emissora, não sabem de nada mesmo! Nem como foi meu trabalho, nem o que fiz e não fiz, muito menos quais os motivos de minha saída. Eu fiz muito pela rádio nas minhas duas passagens por lá e a rádio também foi importantíssima em minha vida. As pessoas, os seres humanos infelizmente me decepcionaram demais. Mas infelizmente é assim que as coisas funcionam. Ajudei muita gente por lá, ensinei, orientei, mostrei caminhos, dei oportunidades e depois nada. Me viraram as costas. Mas é normal, todos precisam de pessoas que se importem conosco, que realmente gostem de nós, em todos os sentidos. Não tenho mágoas, de verdade. Mas o mundo dá voltas ... e numa dessas voltas, terão a oportunidade de ver onde erraram.

Quem você gostaria de agradecer ou de lembrar por estar vivendo uma nova fase profissional?

Em quem acreditou em mim, no meu talento, profissionalismo, na Pan especificamente o Christovam, o Marcelo Eduardo e o Tutinha. Os 3 foram ótimos comigo e podem crer que irão ter além de um profissional dedicado e capaz, um amigo para sempre. E lógico Deus, minha família, minha esposa, minhas filhas e meus pais, eles foram e estão sendo espetaculares. Nos momentos difíceis é que vemos quem é quem nessa vida meu amigo!

Seu cartão de Feliz 2010 aos seus ouvintes e também aos leitores do TudoRádio.

Que a galera ligada no Tudo Rádio tenha um Natal de amor, paz e união e que em 2010 continuem a seguir o site, comunidades, fóruns e tudo o que rola nesse site muito bacan que divulga e ajuda os profissionais de nosso meio. Força, coragem, dedicação e verdade acima de tudo nesse novo ano que vem por ai! Abração e obrigado Tuba, você e a rapaziada do TR são grandes parceiros!!!


Por Rodrigo Viriatto - 23/dezembro/2009
tubaraum.loc@gmail.com

Rodrigo Viriatto, conhecido no meio como Tubaraum. Quatorze anos como locutor, profissional formado. Atualmente está na Sete Colinas FM em Uberaba/MG, mas já teve passagens por algumas rádios da cidade e região do Triângulo Mineiro. Futuro jornalista, tem 34 anos de idade e é mineiro de Itaúna.

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FONTE: http://www.tudoradio.com/entrevistas.php?entrevista=98

Força Aérea reestrutura Rádio Lajes DE PORTUGAL






Força Aérea reestrutura Rádio Lajes

A Rádio Lajes está a operar em novas instalações, desde 5 de Dezembro de 2005. Com equipamentos da mais alta tecnologia, a Rádio Lajes está a emitir na frequência 93.5 FM e já está disponível na Internet em www.radiolajes.com
Esta Rádio, única nas Forças Armadas, proporciona ao País duas valências únicas, em situações de crise: o pessoal que por lá passou, com as suas qualificações e experiência angariada em produção de informação e a sua capacidade para executar Operações de Informação, destinadas a apoiar as populações em dificuldades.


A emitir desde 8 de Agosto de 1947, na Base das Lajes, esta estação foi desde sempre uma grande escola de rádio tanto para militares como para civis que contribuíam na divulgação da missão da Força Aérea Portuguesa e das Forças Armadas.
A 1 de Outubro de 1956 recebe a primeira licença, com carácter de permanência e passa a emitir com o lema “A Voz da Força Aérea no Atlântico”. Na década de 80, constatou-se que os objectivos de qualidade pretendidos pela FAP seriam melhor alcançados por uma emissão em FM, que mais tarde passou também a emitir em AM.

Actualmente esta estação militar conta com dois civis e 6 militares. Destes seis militares, destacam-se Vivian Hutchinson e Mónica Oliveira, Oficiais da Força Aérea, licenciadas em Comunicação Social, que abraçaram este projecto, devido à excelente oportunidade em trabalharem num órgão de Comunicação Social. Fernanda Henriques é outra das locutoras desta estação, que dá voz desde 1980.



A emitir para todo o mundo 24H00 por dia, a Rádio Lajes agora com o lema: “A Voz da Força Aérea Portuguesa”, continua a ser uma escola para aqueles que por si passam e mantém o seu papel na divulgação da missão da Força Aérea Portuguesa e das Forças Armadas.
FONTE : Força Aérea reestrutura Rádio Lajes
19-04-2007 SITE : http://www.emfa.pt/www/detalhe.php?cod=035.120

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Ary Barroso, histórias de um locutor-pirata



Ary Barroso, histórias de um locutor-pirata
Ele chegou a transmitir jogos em cima de um galinheiro
Dia de chuva, mas Ary transmite o jogo do alto de um telhado



Um dia, depois de tanto criticar o Vasco da Gama, Ary Barroso foi proibido de entrar no estádio São Januário. E para não deixar os ouvintes na mão, o teimoso radialista simplesmente subiu no telhado de um galinheiro ao lado e de lá fez a locução do jogo. Esta não foi a única transmissão clandestina de Ary. De outra vez, novamente impedido de entrar no estádio num jogo de um campeonato sul-americano no Uruguai (outra emissora detinha os direitos de transmitir a partida), Ary não se deu por vencido e hospedou-se num hotel de Buenos Aires, na vizinha Argentina. De lá, sintonizado na rádio Mayrink Veiga, reproduziu a narração, como se ele próprio estivesse no campo. Mais que isso, a certa altura do jogo, passou a acompanhar a transmissão de uma rádio argentina, e foi "traduzindo" a partida. Com esse truque, conseguiu anunciar um gol antes da rádio carioca. No mesmo campeonato do Uruguai, o brasileiro chegou a desmaiar de emoção durante uma partida.

Em 1944, na decisão do campeonato carioca entre Flamengo e Vasco, Ary estava na cabine de rádio quando aos 41 minutos do segundo tempo saiu o gol que dava o título de tricampeão ao rubronegro. Emocionado, ele abandonou o microfone e foi torcer à beira do gramado.

Na final da Copa do Mundo de 1950, quando o uruguaio Gighia fez o Maracanã emudecer, Ary Barroso emudeceu, chorou e deu por encerrada suas transmissões futebolísticas. Acabou voltando, dois anos depois.
Goool: Ary toca sua gaitinha para os ouvintes de todo o Brasil
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Compositor prolífico, não escondia que sua maior paixão era mesmo o futebol... Flamenguista doente, torcedor fanático, marcou a história da locução esportiva no país por sua personalidade e também por inovações criativas. Exemplo: Ary foi o primeiro repórter de campo, desses de microfone em punho em busca da primeira declaração do goleador. Até então nenhum profissional saía da cabine de rádio.

Sua marca era uma indefectível gaitinha de boca, dessas agudas de criança, que ele adquiriu numa loja de instrumentos, e que tocava sempre que se fazia um gol. Bem, quase sempre...porque, se o gol era do Flamengo, a gaitinha soava forte e musical; o mesmo não acontecia quando era gol contra o seu time do coração. Mas também, ora essa, Ary nunca tinha escondido dos ouvintes sua tendência a torcedor rubro-negro. Quando transmitia jogos de seu time, os ouvintes já nem estranhavam se a figura invadia o campo pra xingar o juiz, abandonava o microfone para incentivar os jogadores ou mesmo emprestava sua gravata pra servir de tala pra um jogador chamado Jaú, que machucou a clavícula num lance contra um time inimigo.

Tem ainda mais uma história bem engraçada, envolvendo uma aposta feita pelo flameguista Ary e outro compositor, o fluminense Haroldo Barbosa. Como conta o escritor Ruy Castro: "Em 1953 ou 1954, os dois apostaram o bigode num Fla-Flu. Quem perdesse teria o bigode raspado pelo outro, com imprensa e tudo. Haroldo ganhou, e a história, anos depois, acabou num samba: "Flamengo já parou de perder por aí / Eu vi o Haroldo Barbosa raspar o bigode do Ary. / Às vezes, com dez homens ele vence / Mas, também com onze, perdeu para o Fluminense".

fonte : http://www.copa2014.org.br/noticias/720/ARY+BARROSO+HISTORIAS+DE+UM+LOCUTORPIRATA.html

55 dicas para ser um locutor completo.



Lista excepcional criada pelo radialista Watson Weber, autor do livro “Você nunca ouviu nada igual”, seu blog o http://vocenuncaouviunadaigual.blogspot.com/ faz a partir de hoje parte dos meus links. O livro tem um preço ótimo e vou adquirir um exemplar em breve.

Ah! E você locutor, iniciante ou não, cole essas dicas na porta do seu armário.

1. Viva cada dia como se fosse o único.
2. Conviva sempre com os melhores, com os que pensam grande. Assim você terá em quem se espelhar e superar.
3. Para tornar-se um locutor de sucesso você tem que sentir prazer no que faz. Fazer de verdade, não simplesmente por fazer. Fazer por um objetivo na vida.
4. Não basta você oferecer às pessoas o que elas querem. O ideal é oferecer um algo a mais. Descubra o que as pessoas a sua volta desejam.
5. Fique tranqüilo, porque ninguém sabe mais que ninguém.
6. Ninguém é bom em tudo. Não tenha vergonha de perguntar.
7. Não tenha medo de errar. Errando se aprende. É caindo que você pega forçar para se firmar.
8. O melhor investimento é aprender. Seus bens materiais um dia acabarão e o que se aprende fica para sempre.
9. Siga seus princípios, mesmo que o caminho seja mais difícil e demorado. Se não há caminho a seguir, abra sua própria trilha.
10. Seja extraordinário e dê o melhor de si.
11. Evite corrigir. Tem vezes que o melhor é deixar o erro passar, e se desculpar, ao invés de tentar corrigir e errar novamente. Se você não tem certeza, informe-se primeiro, mas nunca “chute” uma informação. Você nunca deve “achar alguma coisa” quando estiver no ar, tenha sempre certeza do que está falando.
12. Cuidado para não depreciar uma empresa ou alguém.
13. Concentre-se. Pense bem no que vai falar.
14. Leia bastante jornais, revistas e livros.
15. Agrade as mulheres. Elas são as principais ouvintes e as mais detalhistas.
16. Treine em voz alta.
17. Não fuja do seu roteiro.
18. Seja você mesmo. Nenhuma técnica é mais importante que a sua naturalidade.
19. Não chegue em cima da hora. Prepare-se antes.
20. Fale num bom volume de voz e no seu tom certo.
21. Fale com bom ritmo, alternando a velocidade da fala para manter aceso o interesse dos ouvintes.
22. Tenha um vocabulário adequado ao seu perfil de público.
23. Fale com emoção. Demonstre interesse e envolvimento pelo assunto.
24. Tenha postura física correta para sua voz sair melhor.
25. Dê à sua fala um início, meio e fim.
26. Cuidado com as gaguejadas e com os hãaaaaa…. Isso passa insegurança.
27. Não tente decorar sua fala. Faça um roteiro com as principais informações.
28. Se der o “branco”, diga aos ouvintes que depois retomará esse assunto. É bom que você sempre tenha sempre um texto de apoio para caso você se perca na explicação.
29. Gesticule e faça a expressão facial trabalhar a seu favor. A fisionomia tem que estar relaxada, com um ar natural e descontraída, mesmo que as pessoas não estejam lhe vendo.
30. Nunca perca a calma.
31. Tenha cuidado para não falar demais. Você pode acabar perdendo o foco.
32. Entenda sobre o que você está falando. Nunca fale sobre algo que não conhece.
33. Tenha sempre uma “carta na manga” para improvisar.
34. Promova reuniões com bolo e café para toda a equipe. Em um momento assim de descontração dá para se aproveitar bastante coisa e ter novas idéias de programas e promoções.
35. Transmita objetividade, segurança e credibilidade na leitura da informação.
36. Marque as palavras que devem ser lidas com ênfase.
37. Marque pausas da sua respiração.
38. Assinale a pronúncia correta de nomes e lugares.
39. “Traduza” números romanos e ordinais.
40. Procure “abrasileirar” palavras estrangeiras.
41. Leia sem pressa.
42. Interprete o texto.
43. Respeite o tom da informação.
44. Acredite no que está lendo.
45. Cuide da dicção, articule bem as palavras, sem comer letras ou sílabas inteiras, nem deixar cair o tom de voz no final das frases.
46. Dê um ritmo à leitura.
47. Fique a uma boa distância do microfone para evitar a saturação do mesmo e acabar provocando distorção no áudio.
48. Leia pelo menos duas vezes o texto antes de ser apresentado no ar.
49. Antes de começar, teste e certifique-se que todos os comandos a serem dados à mesa de áudio estão preparados, tais como, músicas, vinhetas ou trilhas.
50. Esteja sempre atento para saber se existe alguma novidade na programação, tais como novas músicas, promoções, ou alterações técnicas nos equipamentos do estúdio.
51. Procure freqüentar eventos relacionados à sua área, coloque-se a disposição de rádios comunitárias para prestar serviços voluntários ou junto a colégios e universidades para explicar aos alunos sobre o dia-a-dia do seu trabalho.
52. Conheça bem sua rádio. Entenda o que você faz e para quem você faz, para fazer sempre o melhor.
53. Talvez nem fosse preciso dizer, mas a humildade é o ponto principal para quem almeja o sucesso. Ninguém faz nada sozinho e ninguém é insubstituível. Então faça o melhor e confie em você, mas sem querer passar os outros para trás.
54. Não seja mais 1, seja o número 1. Especialize-se e vá em frente, sempre!
55. O sucesso só depende de você. Sonhe e mexa-se para realizá-lo.

Mais dicas no livro: VOCÊ NUNCA OUVIU NADA IGUAL – COMO O RÁDIO PODE MUDAR A SUA VIDA.

fonte : http://gabrielpassajou.wordpress.com/2008/11/

Webrádios em foco na revista Rolling Stone.





Tendência absoluta no exterior, rádios online ainda sofrem com falta de estrutura e boas ideias no Brasil.

Música e internet têm uma relação óbvia e estreita. Desde que o jovem Shawn Fanning descobriu que era possível compartilhar discos após criar um software chamado Napster, a humanidade nunca mais ouviu música do mesmo jeito. A web mudou o paradigma de consumo de música. E o rádio como se conhece também mudou o curso e encontrou na internet uma nova plataforma para transmissões. Agora, dá para ter acesso da balada mais melosa ao single mais obscuro na mesma emissora digital, ou então optar por uma programação diária só de lados B ou nomes frescos do pop mundial. É o fim da sensação de que o repertório do rádio significa uma relação predefinida de sucessos e flashbacks executados por 24 horas a fio.

No exterior, as referências são diversas. Comprada pelo casal Doug e Linda Balogh em 1983 por US$ 375 mil, a emissora norte-americana Woxy.com desde 1997 é obrigatória para os interessados em música nova com qualidade de transmissão e inovação. A conterrânea KCRW.com e a australiana Triple J (www.abc.net.au/triplej) seguem na mesma esteira, dando as cartas do novo pop global.

Mas esses altos padrões ainda não são necessariamente aplicados no Brasil. Aqui, o amadorismo e a falta de preparo ainda pautam grande parte das programações. Segundo o portal Tudoradio.com, há cerca de 5 mil estações brasileiras operando na internet. Destas, 95% podem ser classificadas como fundo de quintal. E aí, diferentemente do que se observa lá fora, com rádios apontando tendências, atirar para todos os lados com pouco foco ou ousadia é a tônica do segmento. É quando qualidade – estética e artística – passa a ser a menor das prioridades.

“Para a maioria das pessoas que estão envolvidas com isso, é tudo novidade”, opina Daniel Starck, diretor do portal Tudoradio.com e responsável pelas emissoras digitais Brasilwebradio (em breve com aplicativo para iPhone) e Radiotransitoweb. “Por isso, o amadorismo e a ideia de que qualquer um pode fazer derrubam a qualidade e afugentam possíveis investimentos comerciais”, diz Starck, que define a programação de boa parte das onlines hoje como “totalmente sem sentido”. Salvo exceções, as emissoras “não sabem o que estão fazendo e para quem estão fazendo. São poucas as que possuem algum projeto decente, e isso inclui a estética e a programação em si”, avalia.

Também especializado no segmento, o site Radios.com. br contabiliza um número fabuloso de estações religiosas e links para rádios cujos nomes não dizem absolutamente nada sobre a programação – Radio Giga, Rede ao Vivo, Toca Tudo Mundial, Coesa Hits são alguns exemplos.

Criada em 2005, a RedeBlitz destoa um pouco do amadorismo das colegas. Com investimento inicial de R$ 20 mil, nasceu (móvel, em uma Kombi) com objetivos definidos, ainda que pouco vanguardistas. “O foco é numa programação jovem e pop rock”, avisa Roberto Vilela, diretor geral da emissora, que ressalta ter levado seis meses para definir o conceito da rádio. Para ele, a melhor maneira de atrair audiência é oferecer ao público a oportunidade de interferir na programação e receber o mérito por isso. “Tentamos a interação ao máximo com o ouvinte. Ele manda o recado, toca o som que ele quer.” Ferramentas como MySpace, Orkut, Twitter e Skype também estão no menu da rádio, com 8 mil acessos únicos diários.

A cena das webradios brasileira é completada ainda pelos sites das emissoras tradicionais, aquelas do dial, que disponibilizam a programação em streaming no próprio site. Já os grandes portais de internet, por sua vez, investem em tecnologia e variedade para prender o ouvinte no computador. O foco principal da Rádio UOL está em “o internauta poder ouvir a música que quiser, na hora que quiser”, informa Jan Fejd, diretor do UOL Megastore. Assumidamente eclético, o serviço está baseado em canais para cada gênero musical – do axé à world music – e em mais 13 programas, “feito para que o ouvinte tenha opções de, além de criar sua própria programação, poder ouvir programas exclusivos dentro do seu nicho de interesse”, diz Fejd.

Já o portal Sonora, do site Terra, oferece 200 emissoras de rádios “on demand” e mais de 1 milhão de músicas (sempre disponíveis) no acervo. “O objetivo é levar música de todos os gêneros para o internauta, da forma que ele preferir”, explica Beni Ostenberg, gerente de produto do Sonora. “Quando o internauta ouve a rádio dos programadores, ele pode pegar a música de que mais gosta e criar uma rádio própria”, informa. Além do serviço gratuito, ainda há uma outra opção a partir de R$ 14,90 que permite baixar músicas para o PC, MP3 player ou celular.

Um detalhe sobre ambos os serviços: nenhum traz a figura do locutor apresentando músicas ou falando entre uma atração e outra. Para quem não abre mão dessa tradição, ainda resta ir atrás dos cada vez mais populares podcasts musicais em português. As opções são muitas e variadas, mas – para o bem do ouvinte – de excelente qualidade.

fonte :http://gabrielpassajou.wordpress.com/2009/07/Matéria da revista Rolling Stone desse mês (Obrigado pelo link, Edmauro):Fala…que ninguém escuta,
por Filipe Albuquerque.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CLAUDIA MARTTHINS A eterna voz do Vale a Pena Ouvir de Novo da rádio Cidade FM



Claudia Martthins, A eterna voz do Vale a Pena Ouvir de Novo da rádio Cidade FM
Mais uma vez, realizei uma entrevista no TudoRádio, com uma grande personalidade do rádio brasileiro. Ela fez história também a frente do programa Vale A Pena Ouvir de Novo, na extinta rádio Cidade FM. Depois de passagens em algumas outras emissoras inclusive no AM em São Paulo, a locutora Claudia Martthins resolveu deixar a capital e voltar ao interior paulista. Nesta entrevista ela nos conta um pouco de sua carreira, da proximidade de seu aniversário, agora dia 13 de maio, da Ótima FM de Pindamonhangaba - do apresentador Celso Portiolli - e do programa que ela vai estrear no mês da Copa, na Pool Web Radio. Vale a pena você conferir aqui.

Oi Claudia, que bacana a gente poder aproveitar essa oportunidade de conversar com você tão próximo assim do seu aniversário. Obrigado pela atenção. Tá tudo bem com você?
Sim, Rodrigo. Obrigado você, pela lembrança.

Muita gente acompanha a sua vida profissional e lógico que curiosidades aparecem. Onde começou a sua carreira?
Profissionalmente em 1986 em Madrid na Espanha.

O que você fazia antes da profissão e onde você nasceu?
Estudava no Rio de Janeiro minha cidade natal.

Tinha um outro sonho quando criança?
Pra ser bem sincera, não. (Risos)

Quem foi aquele ou aquela que ti inspirou na carreira?
A indiscutível Monika Venerabille. Sandra Grotti é a minha musa inspiradora no Vale a Pena Ouvir de Novo.

Que beleza! Bem lembrado, aliás conversamos com ela aqui no site algum tempo atrás em uma entrevista também e ela nos contou da sua vida na Nativa do Rio. Um beijo Monica. Agora Claudia, você lembra daquele que foi o primeiro a ti dar uma oportunidade profissional em rádio?
Que legal! Ela é genial, não é? Beijo também pra Monica. Então Rodrigo, a pessoa responsável que me disse: Nossa! Você tem talento... foi o Edson Cambraia.

Como surgiu a idéia de trabalhar em rádio?
Desde pequena, quando pedia a minha mãe pra me levar aos programas de rádio na Radio Tupi e Globo AM no RJ.

Aham! Então você já estava maquinando, hein? É verdade a história de que ainda na Espanha, o Marcelo Braga, hoje na Rede Mix, ti convidou para substituir a Simone Rigotti na Cidade FM? Em que ano foi?
(Risos) Quando voltei de Madrid em 1988 estava com muito sotaque. Decidi ir para o Vale do Paraíba mais precisamente São José dos Campos. O Delano Vaz (Radioman) me deu a oportunidade de começar em rádio no Brasil, na extinta 97,5 Bandeirantes FM. O Marcelo me fez o convite em 1995 quando eu estava na Stereo Vale.

Você teve que fazer algum curso intensivo para poder estreiar?
Fiz o curso de rádio ministrado pela Radio Nacional do RJ.

Tem um certo glamour a nossa profissão. Você acha chique trabalhar em rádio?
Ah! Rodrigo, eu sempre gostei do ambiente.

Já ficou deslumbrada alguma vez por causa disso, do glamour e tal e sentiu que tinha que dar uma baixada de bola?
Não. Graças a Deus sempre fui transparente e bem dedicada a minha profissão.

Quantos anos você já tem de profissão?
Este ano completei 23 anos.

Qual é a sua opinião sobre o polêmico tema “DRT de rádio".
Pois é, há tempos que se discute isso no meio, mas a minha opinião é: ESTUDE, DEDIQUE-SE, ESTUDE...

Hoje em dia canais de informação como o rádio, sites informativos e até a TV, dão oportunidades para o ouvinte, o telespectador e o leitor mandarem suas informações sobre determinado assunto. Muita das vezes até áudio ou imagens são também enviadas. Acha mesmo que para ser jornalista é necessário o diploma?
É fundamental que haja uma formação para que no futuro se tenha base para exercer a profissão. Claro, que uma "pitada" de talento também é muito bom. (Risos)

Você tem algum ídolo(a) no rádio?
Julinho Mazzei e Marcelo Braga.

Pratica ou gosta de algum esporte em especial?
Atualmente não, mas estou precisando. (Risos)

(Risos) Mas o que costuma fazer nas suas horas de lazer, de folga?
Vou ao cinema, teatro, shows. ADORO! (Risos)

Você tem participado de redes sociais na internet. Já se familiarizou com todas elas?
Sim Rodrigo. Nos encontramos onde? No Twitter ou Facebook?

Acho que foi no Facebook sim, que nos falamos a primeira vez, mas no Twitter confirmamos a entrevista.
Eu não me lembro direito, mas sei que você queria, por que queria falar comigo. (Risos)

Lógico! Tínhamos que coincidir esse nosso papo com o seu aniversário, agora dia 13 de maio, ora bolas! Você não gostou da idéia? (Risos)
(Risos) Claro que gostei. Estou brincando com você. Mas obrigada pela "coincidência de datas". (Risos)

Mas Claudia, me diz uma coisa: você está solteira, casada ou encaminhada? Tem filhos?
Não para todas as perguntas, Rodrigo.

Como você lida com o assédio masculino pelo fato de ser uma mulher pública?
Não de boa, trato meus ouvintes com muito respeito e carinho. Não rola nada, não.

E quanto as mulheres?
Também. (Risos)

Conta para gente, depois de algum tempo na Band, agora você está na Ótima FM em Pindamonhangaba? Qual é o programa e como fazemos para ti ouvir?
Isso mesmo. Apresento Manhã da Ótima das 8 as 12h, e o quadro declaração de amor. http://www.otimafm.com.br/

Mas muita gente lembra de você no clássico programa Vale a Pena Ouvir de Novo na Cidade FM ou Sucesso FM. Em que ano foi?
Pois é. Foram dez anos de programa por lá apresentados de 1995 a 2005.

Eu lembro das traduções das músicas...
É verdade, Rodrigo. Eu também me lembro e me emociono muito.

Como é, hoje você tem um estúdio próprio também, não é? Uma empresa.
Tenho uma empresa de Comunicação onde presto serviço e também um home studio.

Me conta como foi a sua experiência em AM. Gostou?
Foi fantástica, aprendi bastante e ter Paulo Barbosa, Paulo Lopes, Eli Correa como companheiros de trabalho; não tem preço.

Você trabalhou na 89 na época da Rádio Rock?
Não, foi na 89 mas na gestão do Waguinho.

Ah tá, entendi! Como é a sua rotina diária?
Atualmente levanto as 5h30 e venho para Ótima completamente aliviada, sem stress e trabalhando realmente com quem entende do que faz.

Já tem algum projeto futuro?
Fui convidada e estréio na Pool Web Radio com Happy Hour em junho.

O queeee?? Que beleza! Essa é notícia é exclusiva pra gente?
Bem Rodrigo, eu acho que sim. (Risos)

Só tem fera por lá no Dream Team com Mazzei e nos mês da Copa você inaugura seu programa.
(Risos) Isso mesmo. Convido a você e a todos os leitores do site para ouvir. http://www.poolwebradio.com.br/

Qual foi o seu melhor momento na carreira?
Depois da Rádio Cidade a Ótima FM.

Qual foi o lugar mais inusitado que reconheceram você, a sua voz?
No metrô em São Paulo. (Risos)

Ainda pensa em voltar para a Espanha? Que rádio de lá você nos recomendaria ouvir?
Voltaria com certeza. Eu recomendo a Rádio Nacional de Espanha. www.rtve.es/radio/

Qual o seu conselho para aquele estudante da área e que deseja ingressar na carreira?
Não pensar que trabalhar em rádio é apenas uma brincadeira de ganhar rios de dinheiro, e sim muito desempenho, dedicação, amor principalmente e não esquecer do talento.

Aniversariante Claudia Martthins. Chegamos ao final da nossa entrevista. Toda nossa equipe está desejando Feliz aniversário para você. Parabéns!!
Ah! Que pena, Rodrigo! Obrigada meninos!

Deixe suas considerações finais e um recado especial para os leitores do nosso site e blog.
Então, primeiro quero ti agradecer pela entrevista, Rodrigo, a lembrança do meu aniversário e tal, desculpe a correria, mas espero que os leitores do Tudo Rádio curtam o nosso papo e que continuem acompanhando o meu trabalho, que é sempre feito com muito carinho e amor. Obrigado a todos vocês e valeu mesmo.

Bate Bola Rápido

Meu nome completo é: Ana Claudia Martins de Oliveira; (CLAUDIA MARTTHINS) numerologia.
Eu sou: extrovertida.
Mas poderia ser: menos estressada.
Ótima FM: essa é daqui do coração!
Time do coração: Hummm...
Amor: minha família.
Microfone: neuwman
Cidade FM: referência profissional.
Um belo homem: aquele que eu possa ter.
Uma bela mulher: minha mãe.
Saudades de: da minha mãe.
Um arrependimento: não me arrependo de nada.
Uma grande lembrança: meus 21 anos no Bateau Muche, em Paris.
Uma satisfação: sair de São Paulo e voltar para o interior.
Vale a Pena Ouvir de Novo: Because You Loved.
Uma viagem: Inglaterra.
Um sonho: Já realizei todos graças a Deus.
Meu melhor amigo(a): DEUS!
Sou grata a: minha mãe.
Lição de vida é: trabalhe menos, viva mais. Sua saúde é primordial.
Claudia Martthins por Claudia Martthins: mais experiente.

FONTE :http://tubaraumradioshow.blogspot.com/2010/05/eu-entrevistei-claudia-martthins-eterna.html quarta-feira, 12 de maio de 2010 Rodrigo Tubaraum

RÁDIALISTA Hermann Stipp



Bati um papo com Hermann Stipp da Rede Mix para o TudoRádio
Salve colegas de todo Brasil! Hoje vamos conversar com um profissional de Taubaté que já algum tempo está no casting de locutores da Rede Mix. Ele fala sobre a sua carreira no interior e também hoje em São Paulo. O papo é com Hermann Stipp no Entrevistas aqui no TudoRádio. Confira.

Olá Hermann, hoje vamos descobrir um pouco do profissional Hermann Stipp. Onde tudo começou e como foi para você o ínicio no rádio?
Obrigado Tuba pelo convite, viu? A gente está sempre acompanhando o trabalho de vocês pelo site e estão de parabéns! Mas então ... comecei aos 15 anos na cidade de Taubaté no interior de São Paulo no ano de 1989. A rádio 98,3 FM colocou uma chamada convocando pra fazer um teste de locutor. Era uma chamada engraçada esses que a gente vê na TV convocando para as Forças Armadas. Eu fiz e depois de uma semana me chamaram.

Curiosidades a parte, você nasceu aonde e rolava alguma ocupação antes de tentar a carreira?
Nasci em Taubaté e antes de entrar em rádio eu cursava o último período do SENAI-SP. Como passei no teste da rádio tive que abandonar o curso nos últimos três meses. Eu tinha 15 anos e quando falei lá na escola que iria ser locutor da rádio, a galera caía no chão de dar risada. Ninguém acreditou. Como sempre fazia pegadinhas com a turma, pensaram que era mais uma. Só acreditaram quando me ouviram no rádio no intervalo das aulas no pátio da escola.

Já teve alguma pessoa do rádio na família?
Sim, meu pai Stipp Jr. Foi um grande comunicador da Rádio Aparecida ao lado de Cid Moreira, Leite Sobrinho , Reinaldo César - pai do César Filho - e outros grandes nomes da época de ouro do rádio. Época em que trabalhar em rádio tinha status de artista global. Com a TV chegando forte, meu pai foi ser repórter internacional do jornal O Estado de São Paulo e em 1975 fundou o seu próprio jornal chamado Diário de Taubaté. Hoje o principal jornal da cidade.

Grandes exemplos você já tinha em casa, que legal! Gostava de ouvir alguém em especial?
Pois é, já pensou? Ainda gosto de ouvir. Eles que ficaram ricos e não fazem mais horário. (Risos). São vários, mas em especial: Serginho Leite, Tavinho Sesc, Beto Rivera, Marcelo Braga, Alexandre Medeiros, Lui Riveglini, Wagner Rocha, João Luis, Cristovan Newman, Beto Keller, Domenico Gato e por aí vai. Todos diferentes com algo em comum. Muito talento pro rádio.

Então acabaram eles, sendo os seus inspiradores na carreira.
Com certeza. São profissionais diferenciados.

Muito bom, agora Hermann, será que você vai lembrar do primeiro cara que ti deu a primeira oportunidade?
Sim, foi o dono da 98,3 FM de Taubaté, ex-prefeito Waldomiro de Carvalho. Porém, oportunidade de verdade é quem além de apostar em você ti dá condições de crescer profissionalmente. Nesse caso sou eternamente grato ao Ricardo Beringhs da Rede Difusora de Taubaté. Um dos melhores diretores de rádio por esse interior de São Paulo.

Conte um pouco para a gente, a sua trajetória no rádio.
Então, fiz poucas, porém, boas rádios. Sou radialista desde 1989. Iniciei a carreira na 98 FM de Taubaté, em 1992 fui para a Cultura AM da cidade. Em 1993 me transferi para a 99FM onde fiquei até o final de 2000. De 1997 até 1999 apresentei o programa HORA DO BANHO aos sábados pela 99 FM. Primeiro programa de humor produzido e apresentado ao vivo por uma rádio do Vale do Paraíba. Em 2001 me formei em jornalismo pela Unitau – Universidade de Taubaté. Em fevereiro de 2001 fui para a Rádio Record de São Paulo. Trabalhei na Emoção FM da - alguns meses antes dela fechar - e gravava comerciais na Record AM. No final do mesmo ano retornei ao Vale do Paraíba para coordenar a produção e promoção da 99 FM. Em março de 2004 voltei para São Paulo dessa vez pra trabalhar na Mix 106.3.

Pensava em fazer outra coisa quando ainda era criança?
Pensava em ser palhaço de circo. Consegui, só não uso maquiagem nem trabalho em circo. (Risos).

Você tem alguma alegria ou tristeza que sempre se lembra no rádio?
Alegria quando entro para trabalhar todos os dias. Espalhar bom humor faz bem pra alma. A maior tristeza foi ver os estagiários abraçados chorando no estúdio da Record pelo fechamento da rádio. Aquilo sim foi uma Emoção FM.

É verdade! Posso imaginar, mas como pintou o projeto de trabalhar na Mix?
Em 2000 Marcelo Braga já estava na Mix e precisavam de um folguista. Como já havia trabalhado com o Marco Antônio - hoje diretor artístico Rede Mix - ele me deu um toque para eu colar e fazer um teste. Porém quando cheguei para fazer o teste já havia preenchido a vaga . Meu piloto ficou então com a Eliana Chuffi e assim que a Rede Mix foi implantada, novas contratações foram necessárias. Em 2004, fiz a estréia na Mix de São Paulo.

A emissora ainda estava na Paulista ou já tinha ido lá para o bairro do Paraíso?
Sim. Isso mesmo. Na av Paulista 900 prédio da Gazeta! Nós ainda usávamos cds, imagina? (Risos).

Qual foi o seu primeiro programa quando começou numa rádio?
Nunca me esqueço dele (Risos). Era um programa de especiais. Todo dia um artista diferente. Entre meio dia e 1 da tarde na 98FM. O programa de uma hora se chamava: “Aperte o Play o Locutor Sumiu”. Eu na maior vontade de falar e tinha que entrar no ar, anunciar o especial e pular fora! Resumindo, falava apenas na abertura e fechamento do programa e terminava. Todos na rádio se divertiam com a situação. Mas como eu tinha apenas 15 anos estava de bom tamanho.

Trabalhar em emissoras das grandes capitais, você acha que ainda vale a pena?
Não acho que seja de todos, mas uma grande parcela tem esse sonho. Trabalhar na capital não vai te deixar rico, mas vai ti proporcionar um crescimento profissional muito bom. A responsabilidade aumenta e a pressão é maior, porém, você estará cercado de outros bons profissionais e de uma estrutura de trabalho, geralmente mais avançada. Quem tiver a humildade de assimilar essas coisas pode vir que é bem legal! Se você quer crescer como profissional, vale sim. Só por dinheiro, nem tanto.

Então dá um toque importante para os iniciantes na carreira.
Tem um ditado que eu sigo a risca: “Ame o que você faz e não precisará trabalhar um dia se quer de sua vida”. Quando eu fazia a madrugada na Mix eu dormia pensando que às 2 da manhã eu acordaria para ir ao quintal de casa brincar de rádio, ouvir música e falar besteiras com os amigos. Depois de 4 horas “me divertindo” voltaria para casa, descansaria e teria o dia todo livre. O melhor de tudo é que ainda me pagavam no fim do mês! Maravilha não é?

Concordo, fazendo a coisa com amor, ela flui bem melhor mesmo! Gostaria que seus filhos seguissem a carrreira?
Se for o desejo e a vocação deles, darei o maior apoio. Rádio é legal pra caramba. Não curto quem deprecia o meio. Diz que rádio não dá camisa para ninguém. Já vi ótimos locutores que abandonaram a carreira por ouvir essas coisas. É chato.

Hermann, quero ti agradecer pelo bate-papo, pela atenção. Foi muito bom! Ano Novo e tal deixe as suas considerações para os leitores do site.
Também curti muito! Quero agradecer a você Rodrigo, pelo convite, abraços ao pessoal do Triângulo Mineiro. Sempre que posso vou sempre passear aí e aproveitar para mandar um abraço para a galera do TudoRádio. O site que é referência em todo o Brasil. Bom Ano Novo a todos e também aos ouvintes da Rede Mix. Tudo de bom, abraços.

Bate-Bola Rápido

Eu sou: Locutor de rádio.
Mas poderia ser: Locutor de supermercado, praça, shopping, carro de pamonha. São tudo a mesma coisa. Só muda o local de trabalho.
Mix FM: A Ferrari das rádios.
Um microfone: Quando a voz é do Ferreira Martins pode ser qualquer um, no meu caso é o Neumann mesmo.
Um fone: SONY V7
Enter X Cartucheira: O Enter é mais fácil colocar a “culpa” quando da branco na programação, mas a cartucheira dava mais vibração e vida nas rádios. Cartucheira.
O Rádio: Vai se modificar nas próximas décadas como nunca antes, mas sempre vai estar presente na vida das pessoas.
Time do coração: Sociedade Esportiva Palmeiras
Amor: Deus, esposa e filhos.
Música especial: São muitas. Música e cheiro são duas coisas que não se esquecem nunca na vida. É só bater para lembrar!
Um arrependimento: Não tenho.
Uma grande lembrança: Meu primeiro dia na rádio em 1989. Frio na barriga, diarréias e afins...
Uma grande satisfação: Trabalhar com quem trabalhei no passado e com as que trabalho atualmente como Marcelo Braga, Marcos Vicca e todos os locutores da MIX.
Um sonho: Coordenar a Z100 em New York. Já que é sonho vamos viajar! (Risos)
Sou grato a: Todas as pessoas que me ajudam a ser um alguém melhor.
Mais amigos ou colegas: mais irmãos.
Hermann Stipp versus Hermann Stipp: Luta de Sumô com empate técnico.

FONTE :http://tubaraumradioshow.blogspot.com/2009/12/bati-um-papo-com-hermann-stipp-da-rede.html domingo, 27 de dezembro de 2009

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

AUTOMAÇÃO DE RÁDIOS



Automação de rádios.



A automação de rádios veio para ficar, porém nunca se deve deixa-lo totalmente automatizado sem a interferência de um profissional, seja ele coordenador, programador ou produtor, em se tratando de fazer a programação (escolher as músicas, quantas vezes vai tocar, quando, etc). O caso mais clássico acontece em programas específicos, onde muitas vezes a interferência de um coordenador ou programador musical é quase nula, onde se pode perceber falhas gritantes como por exemplo ouvir uma música de um determinado cantor e três ou quatro músicas depois toca outra do mesmo cantor. Porque acontece isso? Acontece porque não há uma revisão por parte do coordenador ou do programador do horário no set list da rádio. O responsável simplesmente pega determinadas músicas e coloca tudo no programa de automação da emissora, setando essas músicas para tocarem sempre naquele horário. O que se ouve muitas vezes por conta disso: a mesma música tocar vários dias seguidos, ou o mesmo intérprete com duas ou em até três músicas diferentes no mesmo programa, que pode ter por exemplo 2 horas de programação diária e seja de flashback ou de musicas românticas durante a madrugada; salvo quando é um programa especial do próprio intérprete.

Sabemos que a programação normal de uma rádio sempre há repetição da mesma música durante todo o dia, mas não se pode cometer erros desse tipo em programas específicos, o cuidado deveria ser maior e o responsável pela programação pode e deve revisa-lo sempre. Programas específicos dentro da programação de uma rádio visam direcionar um público ouvinte que gosta mais de um determinado estilo e esse público com certeza não quer ouvir repetição de músicas e sim ouvir mais músicas do estilo que o programa se propõe a tocar. Quando há repetição em demasia, o ouvinte com certeza muda de emissora na hora. Eu mesmo várias vezes fiz isso, ouvindo um determinado programa que ja tocou tal música no dia anterior e naquele dia toca de novo, eu não aguento, troco de estação. Vou exemplificar o que se pode fazer em um programa de flasbhack, mas que pode ser estendido a outros estilos:

1) Como foi dito anteriormente, revisar as músicas que vão tocar no programa, isso não custa absolutamente nada! Dá um pouco mais de trabalho, mas garanto que é muito melhor fazer um trabalho bem feito do que deixar tudo automatizado e por a perder ouvintes e anunciantes em potencial no seu programa, por conta da repetição excessiva das músicas.

2) Tal música já tocou no dia anterior ou mesmo durante a semana? Troque-a por outra do mesmo intérprete ou ainda substitua por outra que ainda não tocou na semana.

3) A música já tocou na semana e quer programa-la na semana seguinte? Coloque uma versão diferente, pode ser um remix, uma versão acústica ou uma ao vivo.

4) Faça um mini-especial de um intérprete, um bloco de três músicas por exemplo; se ele tiver muitos sucessos, como o Lulu Santos ou o A-ha. Depois só volte a toca-lo uns 10 dias depois, com uma música que não estava nas três escolhidas, evita-se tocar o óbvio.

5) Um programa de flashbacks tem uma longa lista de músicas que atravessam décadas, não se limite a tocar sempre os de maior sucesso por exemplo, fica tudo no óbvio! Evite! Há músicas que marcaram que não são necessariamente sucessos top, podem e devem ser tocados sempre. Um exemplo? Save a prayer ou a Matter of feeling foram sucessos estrondosos do Duran Duran, mas com certeza muita gente lembra de Too late Marlene ou de Come Undone, podem até não lembrar os nomes das músicas, mas ao ouvirem, lembrarão.

FONTE : http://gabrielpassajou.wordpress.com/2009/04/

4 PRINCIPIOS DE ADMINISTRAÇÃO DE UMA RÁDIO

4 princípios de administração.

Princípio 01 – Quem manda é o ouvinte, não o formato.

Encontrar novos ouvintes para rádio é o mantra número um do diretor de rádio. É por esse motivo que rádios excessivamente segmentadas musicalmente dificilmente saem de um patamar fixo de audiência. Claro que existem variáveis mercadológicas, como localidade, público, sexo, poder aquisitivo, entre outros fatores que definem se a rádio segmentada tera´audiência ou será mesmo lucrativa.
Ouvintes de rádio pensam nos seguintes termos: “Eu gosto disso!” ou “Eu não gosto disso!”. Pesquisando os gostos musicais de sua audiência e entregando a eles o que os interessa (ao contrário do que você acha instintivamente), maximizará as suas chances de sucesso.

Princípio 02 – Pense de fora para dentro, não de dentro para fora.

A única realidade que conta é a do ouvinte. Se o seu público acredita que a rádio preenche um propósito em suas vidas, eles vão lembrar da marca da sua emissora ao serem interpelados pelos institutos de pesquisa. Mas se você simplismente copia o que já existe no dial, e seu concorrente já tiver uma diferença de audiência considerável em relação à audiência da sua emissora, saiba que você tem em mãos uma situação quase impossível de se modificar. Lembre-se: Diferencial é o importante, principalmente se o público-alvo for o mesmo.

Princípio 03 – Propaganda, propaganda, propaganda!

Seja o “top-of-mind” no seu segmento. E a melhor forma de fazer isso é divulgar os benefícios que a sua estação oferece por toda a programação. E mais do que isso, espalhe o nome da sua emissora por todos os meios de comunicação disponíveis. Não apenas pela internet (sites, redes sociais, etc.) como também em outdoors, revistas, TVs e muitos outros. Permute espaços da rádio em troca de publicidade externa (cross media).

Princípio 04 – Faça as boas perguntas diariamente.

Você deve conhecer profundamente o público para o qual se dirige. Você deve conhecer profundamente o que a sua concorrência está fazendo. Compare o que a sua rádio faz em relação ao seu competidor. É para mais ou para menos? O que a sua emissora leva aos seus ouvintes? Quais são as necessidades do seu público? O que você faz para alcançá-las? Você tem consciência dos fatores externos (e não controláveis) que envolvem a sua marca?

Pense na seguinte fórmula:

A = O que a sua rádio faz.

B = O que sua concorrência faz.

C = Fatores externos.

Y = Sua audiência.

Então: (A-B) x C = Y

Se A-B der como resultado um número negativo, é hora de acender o alarme na sua empresa.

FONTE: http://gabrielpassajou.wordpress.com/2009/04/