quinta-feira, 10 de junho de 2010

Mulheres dominam o jornalismo da Record


Mulheres dominam o jornalismo da Record

O mês de janeiro será feminino nos telejornais da Record e muitos torcem para que a emissora coloque apenas mulheres como âncoras, criando assim um diferencial em relação à outras emissoras. O domínio feminino no comando dos telejornais exibidos aqui em São Paulo e em rede nacional acontece porque Adriana Araújo assumiu o “Jornal da Record” durante as férias de Celso Freitas.

Carla Cecato e Roberta Piva comandam o “Fala Brasil”, primeiro noticiário do dia da emissora transmitido em rede e que conta inclusive com uma mulher (Salita Oliveira) como a responsável pela parte esportiva. Depois, no início da tarde, Luciana Liviero apresenta o “Record Notícias” e em horário nobre estão Ana Paula Padrão e Adriana Araújo no comando do “Jornal da Record”. Todas são excelentes profissionais e mostram que as mulheres ganham cada vez mais espaço numa área onde os machistas diziam que a credibilidade estava com os homens. Sem dúvidas, é interessante quebrar um pouco a tradição de ver notícias sempre apresentadas por um homem e uma mulher.

O atual formato exclusivamente feminino é um desejo dos executivos mais jovens que buscam as inovações. Entretanto, Celso Freitas é um profissional que sempre terá seu espaço garantido porque tem o respaldo mais elevado da Record.

E nos corredores da Record são muitas as profissionais que lembram que na emissora as mulheres são valorizadas no vídeo e em muitos cargos, mas que dificilmente ocuparão os postos de comando, afinal nas altas esferas o domínio ainda é masculino e assim será por muitos anos. Uma questão machista!

FONTE : http://www.tvaudiencia.net/2010/01/16/mulheres-dominam-o-jornalismo-da-record/

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Sinal digital chega hoje às TVs do Vale Junho 1, 2010











Sinal digital chega hoje às TVs do Vale
Junho 1, 2010

A partir de hoje, os moradores do Vale do Paraíba entram em uma nova era de tecnologia e passam a conferir em seus televisores, celulares ou notebooks, dotados de conversores ou receptores, o sinal digital, que permite assistir a programas com imagens em alta definição, som perfeito, sem chiados ou “fantasmas”.

O Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre (SBTVD) chega à região dois anos e meio após início de seu funcionamento no Brasil, em dezembro de 2007.

A transmissão na região será iniciada oficialmente nesta terça-feira pela Rede Vanguarda, afiliada da TV Globo no Vale, e no próximo dia 11, pela TV Band Vale, da Rede Bandeirantes, coloca em operação seus transmissores com os jogos da Copa do Mundo.
Porém, apenas moradores de São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, Caçapava, Tremembé e Pindamonhangaba terão o sistema digital à disposição neste primeiro momento.

De acordo com Sandro Sereno, gerente de engenharia da Vanguarda, o diferencial do padrão digital do analógico, atualmente em vigor no Brasil, é a forma de recepção da imagem e do som, que passa a ser em alta definição em televisores compatíveis com tal tecnologia, além de possibilitar no futuro uma interatividade entre os programas e o telespectador.

Meta. De acordo com Cláudio Giordani, diretor geral da Band Vale, o primeiro município da região que já obtém sinal digital da emissora desde junho de 2008 é Campos do Jordão. Para a ampliação da rede foram investidos R$ 3 milhões na instalação de novos transmissores.

“Representa um ganho de qualidade muito grande para o telespectador. Primeiramente, apenas os jogos de futebol do Mundial da África do Sul e os programas produzidos pela Rede Bandeirantes em São Paulo estarão na qualidade HD (High Definition)”, afirmou.
Procura. De acordo com Ricardo Minari, gerente de negócios da Visiontec, empresa que fabrica e vende conversores digitais, necessários para a captação do sinal digital, a procura pelos equipamentos aumentou em 30%.

Para Fernando Moreira, especialista em Nova Tecnologias da Univap, ainda não é preciso correr para obter o novo formato. “Não vai haver muita diferença porque são apenas dois canais. O consumidor pode esperar mais”, afirmou Moreira.
Entenda o que é sinal digital de TV
O que é?
Nova tecnologia de transmissão de sinais de televisão, que proporcionará gratuitamente ao telespectador melhor qualidade de imagens e sons e uma série de novos benefícios, tais como ver televisão quando em deslocamento e interagir com os programas
Quando começa?
O sinal para testes está à disposição desde o início de maio. Oficialmente, as transmissões se iniciam hoje, por meio da TV Vanguarda; a próxima emissora a transmitir com novo formato será a Band Vale, a partir do dia 11 de junho
O que é preciso?
Para receber o sinal digital, é necessário a instalação de um conversor, vendido em lojas especializadas por aproximadamente R$ 300; neste primeiro momento, apenas São José dos Campos, Jacareí, Taubaté, Tremembé, Caçapava e Pindamonhangaba receberão o novo formato
FONTE : SITE http://www.ovale.com.br/cmlink/o-vale/sinal-digital-chega-hoje-as-tvs-do-vale-1.12880
Junho 1, 2010 - 07:50 Eduardo Carvalho
São José dos Campos

RÁDIO METROPOLITANA FM 101,9 CIDADE DE TAUBATÉ - SP




A Rádio metropolitana foi fundada em 23 de fevereiro de 1983 e inaugurada oficialmente no dia 1º de janeiro de 1984. Localizada em um dos pontos mais altos do Vale do Paraíba, sua potência alcança 50.000 Watts e sua abrangência chega a 120 km de distancia, cobrindo não só o vale do Paraíba, mas também Sul de Minas e parte do Rio de Janeiro.

Com sua programação popular ela atinge todas as classes sociais trazendo informação, entreteri- mento e criando novos conceitos, para que o ouvinte seja qualificado e sua marca não perca valor de mercado.

Operando em 101,9 MHz na cidade de Taubaté no bairro Alto do Cristo a Rádio fica no ar 24hs por dia e sua marca é levar o melhor conteúdo do rádio para seus ouvintes.
FONTE : SITE www.metropolitanafmtaubate.hpg.ig.com.br/

RÁDIO CULTURA DA CIDADE DE LORENA - SP



História da Cultura

“Em 1944 surgiu a idéia, para dotar Lorena de uma Emissora de rádio. Naquela época só existiam no Vale do Paraíba a Rádio Mantiqueira de Cruzeiro, a Rádio Difusora de Taubaté e a de São José dos Campos.

No entanto, ela nasceu de uma brincadeira que passo a relatar: em 1943/44 a Philco lançou um tipo revolucionário de toca-disco (que não havia a necessidade de ser ligado ao rádio), pois funcionava numa freqüência fora da faixa AM - porém com uma pequena modificação efetuada pelo nosso técnico
o Sr. Giannethi, ‘aliás, muito competente, trazido da Philco’, que adaptou uma antena, com a qual sua onda atingia, e distribuía som num perímetro de 3 a 5 kilômetros... assim, todas as noites, após as 23 horas, transmitíamos músicas pelo espaço de uma hora, usando o microfone, e o locutor improvisado Osíris Ferrari (Zirão).

Estava lançada a semente, ficou reforçada a idéia de montarmos uma estação de rádio em Lorena... e, mãos à obra. Precisávamos de terreno para instalar a torre e o transmissor, recaindo a escolha no alto da Vila Zélia. Contando com a grande colaboração e ajuda do Sr. Epitácio Santiago, fomos procurar o Sr. Peixoto de Castro, proprietário daquela Vila, grande amigo do nosso padrinho. Nos atendeu com a melhor boa vontade e nos ofertou 2 lotes naquele aprazível recanto.

Naquela época, como rádio amador, havia adquirido um potente transmissor de 200 watts. O grande técnico Zigmar opnou pela transformação desse transmissor para um comercial, para a nossa rádio... concordei, mas devido às dificuldades provenientes da 2ª guerra, em curso, fomos obrigados a mudar de idéia.

Adquirimos um ótimo transmissor, para aquela época, de 100 watts, da firma Bington x Cia, representada em Lorena pelos Srs. Félix e Teixeira, que nos deram total apoio. Torre pronta, transmissor instalado, pouca coisa faltando para que se pudesse inaugurar a nossa tão esperada emissora! Aí veio o mais difícil e complicado, soubemos que as concessões de licença para as rádios do interior estavam dificílimas de se conseguir; procurei me orientar na Rádio Mantiqueira de Cruzeiro, com o seu proprietário, o Sr. Olívio Nicoli.
E em Taubaté, na Rádio Difusora, no sentido de poder ir pelo caminho mais curto à meta desejada, que era a oficialização da nossa Rádio.

Pois fiquei sabendo naquela ocasião que a Rádio Clube de Guará, do nosso amigo Sr. Francisco Sannini, estava pronta há alguns meses, mas lutava para conseguir a licença para funcionar.


FONTE : SITE http://cultura1460.com.br/historia.php

´RÁDIO 8 FM DA CIDADE DE JACAREI - SP


Jota Pereira recebe moção do Legislativo

O radialista Jota Pereira, proprietário da Rádio “8 FM” recebeu no dia 20 moção congratulatória da Câmara de Jacareí em homenagem aos 25 anos da rádio. Veja trechos da moção.
“Jacareiense de nascimento, J. Pereira atuou algum tempo em emissora de rádio da cidade onde se habilitou como radialista.
Mais tarde, mudou-se para Votuporanga, onde instalou uma emissora de rádio. Tempos depois, conheceu Dirce Aparecida, com quem casou-se e teve três filhos: Maria José, Ana Lúcia e José Pereira Jr.
J. Pereira sempre quis ter uma emissora em Jacareí. Habilitou-se para obter do Governo Federal a concessão.
Em razão de suas habilidades profissionais e empresariais estarem de acordo com a lei, J. Pereira foi contemplado.
Nascia assim, em 8 de dezembro de 1982, a “Rádio 8 de Dezembro”, que mais tarde passou para “Rádio 8 FM”.
Em pouco tempo a emissora tornou-se líder de audiência na região. Em 2001, a “8 FM”iniciou suas transmissões para todo o planeta, via Internet.
Hoje a comunidade muito deve à “8 FM”por sua indiscutível utilidade pública e prestação de serviços profícua e eficiente, pois, além de sua vocação de informar e entreter, a emissora presta-se a promoções sociais, campanhas diversas, procura de desaparecidos, cobertura das eleições e inúmeras outras atividades.
FONTE : SITE :http://www.semanariodejacarei.com.br/0sema/720/noticias/004.html

RÁDIO BEIRA MAR DO LITORAL NORTE DE SP

/NETO MATOS
JULIANO ARRUDA
KADU FREITAS
CRIS LOPES


Rádio Beira Mar
Estabelecida há 27 anos no litoral norte de São Paulo, a Beira Mar é hoje formada por duas emissoras de rádio, uma localizada em São Sebastião e outra em Ubatuba. Com dois potentes sistemas de transmissão – 102.7 e 101.5 – o Sistema Beira Mar é a única opção para quem pretende cobrir todo o Litoral Norte de São Paulo de forma eficaz. Com a programação altamente qualificada e diversificada, a Beira Mar se destaca cada vez mais como a melhor opção de mídia no Litoral Norte.
Informação, entretenimento, humor, programas diferenciados e grandes promoções, além de uma programação atraente e atualizada, tornam as nossas emissoras um sucesso de crítica e audiência.
FONTE : SITE http://www.kkmachado.com/clientes/beiramar/radio/

RÁDIO CARAGUÁ FM 89,5 DA CIDADE CARAGUATATUBA -SP


GUTO MORENO
EDNALDO
CARLINHOS PAES
FORLIN
LETYE
MARKINHOS
MAZZEI
EVANDRO
A Caraguá FM é o maior investimento na área de radiodifusão já realizado no Litoral Norte. Tecnologia de última geração e estrutura técnica da melhor qualidade garantem o melhor som da região.

A Caraguá FM na freqüência de 89,5MHz cobre o Litoral Norte do Estado de São Paulo abrangendo os municípios de Caraguatatuba, Ilhabela, São Sebastião e Ubatuba.Localizada no Caraguá Praia Shoping, na avenida da praia, é uma rádio-vitrine onde os clientes do Shopping podem ver todo o funcionamento da rádio, o estúdio de produção dos comerciais e o estúdio do ar.

A Caraguá FM se solidifica a cada dia como a melhor opção de informação, música e entretenimento, destacando-se, pela produção de programas regionais com muito dinamismo, pela cobertura do Campeonato paulista de futebol com transmissões ao vivo direto dos estádios e pela exibição de programas jornalísticos levando aos nossos ouvintes os acontecimentos nacionais e internacionais além das notícias de todo o Litoral Norte.

A Rádio tem uma programação popular e de bom nível, o que garante audiência nos diversos níveis sócio-econômicos.
FONTE : SITE http://www.caraguafm.com.br/

JORNAL Gazeta do Rio de Janeiro

EXEMPLAR NUMERO 1 DA GAZETA DO RIO DE JANEIRO 10 DE SETEMBRO DE 1808 MARCO INICIAL DA IMPRENSA NO BRASIL
Gazeta do Rio de Janeiro
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Número 1 da Gazeta do Rio de Janeiro, de 10 de setembro de 1808
Marco inicial da imprensa, no Brasil.
A Gazeta do Rio de Janeiro, fundada em 10 de setembro de 1808, foi o primeiro jornal impresso no Brasil, nas máquinas da Imprensa Régia, no Rio de Janeiro. Seu lançamento marca o início da imprensa no país.
Índice
• 1 Contexto
• 2 Características
• 3 Conteúdo

Contexto
Até à sua publicação, fruto da fuga da Família Real para o Brasil, era terminantemente proibido aos moradores do Brasil o acesso a publicações.
Características
Publicado duas vezes por semana (bi-hebdomandário), era um jornal oficial e consistia, basicamente, de comunicados do governo. Seu editor era o Frei Tibúrcio José da Rocha.
Também publicava informes sobre a política internacional, em especial, à realidade européia diante dos conflitos napoleônicos e a instabilidade das colônias americanas da Espanha.
A partir de 29 de dezembro de 1821 passou a se denominar simplesmente Gazeta do Rio. Com a independência, a Gazeta deixou de circular.
Com seu fim, foi sucedido pelo Diário Fluminense, de Pedro I e o Diário do Governo, de Pedro II, como órgãos oficiais de imprensa.
Conteúdo
Seu conteúdo era restrito aos interesses da Coroa, e voltado para a vida cortesã. A parcialidade patenteava-se, por exemplo, no tratamento pró-inglês ao falar das guerras napoleônicas. Em 1818 o bibliotecário real Luís dos Santos Marrocos advertia em carta ao seu pai, em Portugal:
Devo advertir que nelas (notícias) há muita falta de exação e muita mentira, que não posso desculpar, pois, narrando com entusiasmo coisas não existentes ou dando valor a ninharias, cai no absurdo, ou talvez no desaforo, de não publicar fatos e circunstâncias ainda mais essenciais daquele ato.

JORNAL Correio Braziliense (1808)



Correio Braziliense (1808)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Correio Braziliense, ou Armazém Literário, foi um mensário publicado por Hippólyto José da Costa Pereira Furtado de Mendonça em Londres, é considerado o primeiro jornal brasileiro e circulou de 1 de junho de 1808 a 1 de dezembro de 1822, contando 175 números, agrupados em 29 volumes, editados durante 14 anos e 7 meses, ininterruptamente, com marcante pontualidade.

Índice

Características

Editado para o Mundo Lusíada, o jornal tinha (como hoje conserva a versão moderna homônima, Correio Braziliense, de Brasília) como divisa os seguintes versos de Luís de Camões publicados nos Lusíadas: Na quarta parte nova os campos ara / E, se mais mundo houvera, lá chegara (Canto VII, estrofe 14)

Através desse veículo, remetido clandestinamente para o Brasil, Hipólito da Costa defendia idéias liberais como a de uma monarquia constitucional e o fim da escravidão, dando ampla cobertura à Revolução Pernambucana de 1817 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil.

O periódico era dividido em quatro segmentos:

  • Política - com a transcrição de documentos oficiais acerca dos negócios nacionais e estrangeiros; essa era, sem dúvida, a seção mais destacada do jornal.
  • Comércio e Artes - contendo as publicações referentes ao comércio nacional e internacional. Hipólito sempre teve interesse com assuntos de Economia Política.
  • Literatura e Ciências - com as informações de novas publicações na Inglaterra e Portugal, transcrições de obras científicas ou literárias, com respectivos comentários.
  • Ciências e Miscelânea - como o nome indica, assuntos diversos, novidades do Brasil e Portugal e temas polêmicos. Continha duas subseções:
    • Reflexões - com os comentários dos principais acontecimentos, brasileiros ou portugueses, que o jornal divulgava.
    • Correspondência - comunicações oriundas dos leitores (assinadas, anônimas ou com pseudônimos).

O desconforto causado à Coroa Portuguesa pela publicação do periódico levou a que a mesma patrocinasse, à época, também em Londres, a publicação d'O Investigador Portuguez em Inglaterra, visando diminuir a sua influência. Posteriormente, a partir de 1813, a Coroa viria a pagar mil libras esterlinas por ano (equivalentes a 500 assinaturas) a Hipólito da Costa, por meio de um amigo seu, Heliodoro Jacinto de Araújo Carneiro, o que teria abrandado o tom das críticas do jornalista a partir de então.

Após a independência, Hipólito da Costa encerrou a publicação do jornal, visto que já não fazia sentido editar um jornal no exterior com o país independente.

Informações gerais

  • Média do número de páginas por edição: 70 a 140
  • Maior número de páginas: 236 (Nº 51, agosto/1812)
  • Menor número de páginas: 48 (Nº 175, dezembro/1822)
  • Total de páginas do “Correio”: 21.525
  • Subtítulo do jornal: “Armazém Literário”
  • Não tinha colunas nas páginas. Os anúncios não existiam. Para manutenção do jornal, de periodicidade mensal, eram necessárias 300 assinaturas pontuais.
  • Possuía o formato de um livro.

Algumas campanhas preconizadas no Correio Braziliense

Entre as campanhas preconizadas pelo Correio de 1808, destacam-se:

  • Liberdade de imprensa
  • Garantia da propriedade
  • Introdução do júri
  • Responsabilidade dos ministros
  • Publicação dos orçamentos e das contas do Tesouro público
  • Segurança de ninguém ser preso sem culpa formada (visto que Hippólyto foi preso pela Inquisição)
  • Reconhecimento do direito de associação e de petição
  • Acesso de todos aos cargos públicos, eliminando-se os favoritismos
  • Abolição da Inquisição, do juízo da inconfidência, dos foros especiais e das penas infamantes
  • Mudança da Capital para o interior do País
  • Combate ao despotismo dos governantes e às instituições anacrônicas
  • Imigração européia a determinados cultivos (colonos de várias origens: alemães, italianos, holandeses, irlandeses, escoceses, húngaros, etc.)
  • Abolição da escravatura, de maneira gradual e controlada
  • Instalação de alto-fornos no Brasil (precursores da implantação da siderurgia no Brasil: Hipólito da Costa e José Bonifácio de Andrade e Silva)
  • Promoção do progresso do Brasil, erguendo-o da situação de colônia à Nação

Opositores do Correio Braziliense

Diversos periódicos foram lançados em Londres e em Lisboa, para combaterem as idéias e ideais do Correio Braziliense. Os seus principais opositores foram:

  1. "O Investigador Portuguez em Inglaterra", Londres (1811-1819), em 23 volumes
  2. "O Portuguez", Londres (1814-1821), em 12 volumes
  3. "O Campeão Portuguez" ou "O amigo do rei e do povo", Londres (1820-1821), em 4 volumes
  4. "O Espectador Português", Londres (1816-1817), em 2 volumes
  5. "O Padre Amaro", Londres (1820)
  6. "Folhetos portugueses contra o Correio"
  7. "Abelha do meio-dia", Lisboa (1809)
  8. "Reflexões sobre o Correio Braziliense", Lisboa (1809), em 8 fascículos
  9. "Argus", Londres, em 4 edições
  10. "Microscópio de Verdades", Londres, em 7 edições

UM DOS PIONEIROS DO JORNALISMO CIPRIANO BARATA


JORNAL SENTINELLA
Cipriano Barata
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Cipriano Barata
Cipriano José Barata de Almeida (Salvador, 26 de setembro de 1762 — Natal, 7 de junho de 1838) foi um médico e político brasileiro. Destacou-se como um dos mais activos combatentes em favor da Independência do Brasil.
Índice
• 1 Biografia
• 2 Atuação jornalística

Biografia
Diplomou-se na Universidade de Coimbra, em Cirurgia, Filosofia e Matemática, ambiente onde tomou contato com as idéias iluministas que floresciam nos meios acadêmicos da época.
Adquiriu experiência com o trabalho escravo como lavrador de cana-de-açúcar na Vila de Abrantes (atual Camaçari). Juntamente com o professor Francisco Muniz Barreto, e outros, foi membro da primeira Loja Maçónica brasileira, a "Loja Cavaleiros da Luz", fundada em Salvador em 1797. No ano seguinte, participou da Conjuração Baiana (1798), sendo detido quando da repressão que se seguiu. Há quem afirme que foi ele o redator do "Manifesto ao Povo Bahiense", que conclamava a população à revolução [carece de fontes?].
Esteve envolvido, posteriormente, na Revolução Pernambucana (1817).
Foi deputado pela Província da Bahia às Cortes Constitucionais, em Lisboa, em 1821, identificando-se com a ala mais radical da deputação, personificando um nativismo exaltado, o que enfureceu os deputados portugueses. Diante da pressão sofrida retornou ao Brasil, defendendo publicamente a separação de Portugal. Vindo da Corte, e impedido de atingir Salvador, dominada pelas tropas portuguesas de Inácio Luís Madeira de Melo, estabeleceu-se no Recife, onde estreou na imprensa nas páginas da Gazeta de Pernambuco. Aí principiou a denunciar desde as pretensões absolutistas de D. Pedro, à ameaça de recolonização do Brasil e o perigo que pairava sobre a Assembléia Nacional Constituinte. Pouco depois fundou o próprio veículo de comunicação, o jornal Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, cujo primeiro exemplar sai à luz a 9 de abril de 1823. Eleito deputado pela Bahia, negou-se a participar da Assembléia Constituinte, percebendo-a "cercada de mais de sete mil baionetas, tropas formadas de grande número de nossos inimigos portugueses", não podendo "discutir uma constituição liberal, e sustentar os sagrados direitos dos meus constituintes entre os estrondos de artilharia, e com espadas na garganta". Essas afirmações datam de 7 de novembro de 1823, alguns dias antes do fechamento e dissolução da Assembléia pelas tropas a mando do Imperador. Materializado este fato, Cipriano Barata deu voz ao sentimento da Província referindo a:
"(…)desconfiança não pequena em que se acham todos os habitantes desta província pelo extraordinário acontecimento que teve lugar nesta Corte, em o dia 12 de novembro do referido ano; receando, com grande inquietação, o restabelecimento do antigo e sempre detestável despotismo, a que estão dispostos a resistir corajosamente."
As críticas valeram-lhe a detenção (assim como a João Mendes Viana, redator do Escudo da Liberdade do Brasil), por ordem do Imperador, acusado de inimigo do governo do Rio de Janeiro, logo a 17 do mesmo mês, feito que valeu a seu autor, Francisco Pais Barreto, o título de barão do Recife. Por essa razão viu-se impossibilitado de participar directamente da Confederação do Equador (1824). Mesmo assim, mesmo do calabouço, continuou a editar o seu jornal, agora denominado como Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco Atacada e Presa na Fortaleza do Brum por Ordem da Força Armada e Reunida. Essa ousadia foi punida com a sua transferência para a Fortaleza de Santa Cruz da Barra no Rio de Janeiro. Continuando a editar, acabaria passando por diversas fortalezas, o que, a cada vez, causava a mudança do título da publicação. Finalmente libertado em 1830, regressou para a Bahia, onde publicou A Sentinela da Liberdade na Guarita do Quartel-General de Pirajá. À frente da publicação, continuando a divulgar as suas idéias, veio a ser preso ainda por diversas vezes.
Em 1836 abandonou o jornalismo e a política, fixando-se em Natal, no Rio Grande do Norte, como professor de língua francesa, onde veio a falecer, dois anos mais tarde, aos setenta e seis anos de idade.
Atuação jornalística
O fim da censura, em 1821, não impediu que a Corte tentasse manter a Colônia sob seu domínio, utilizando a imprensa. Para cada jornal que nascia na oposição, surgiam muitos outros combatendo a Independência. Cipriano Barata estava entre os muitos jornalistas punidos por irreverência ou injúria ao governo colonial. A primeira vez que manteve contato com a imprensa foi com a distribuição de panfletos durante essa revolução, agitando a burguesia contra a monarquia. Ativista da Conjuração Baiana e da República, em Pernambuco, em 1817, depois deputado constituinte, em 1823, Barata estreava, em 9 de abril desse ano, com o jornal Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco. Defendia a Independência com mudanças radicais e era contra a escravatura.
O jornal saía às quartas-feiras, com linguagem vigorosa e crítica, mostrando as podridões do poder. Preso em várias oportunidades por desafiar e denunciar as mazelas do regime, na medida em que mudava de prisão Barata soltava um novo jornal. Assim, criava o jornalismo do cárcere. O Sentinela da Liberdade, que por tantas vezes teve suas edições interrompidas, recebeu vários complementos em seu nome, de acordo com o lugar em que Barata esteve preso: Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, Sentinela da Liberdade na Guarda do Quartel General, Sentinela da Liberdade na Guarita de Villegaignon.
O Sentinela da Liberdade inspirou a criação de dezenas de outros jornais com esse nome pelo país. Barata foi um dos pioneiros da liberdade de imprensa e, em 1823, escreveu: “Toda e qualquer sociedade onde houver imprensa livre está em liberdade; que esse povo vive feliz e deve ter alegria, segurança e fortuna; se, pelo fato contrário, aquela sociedade ou povo que tiver imprensa cortada pela censura prévia, presa e sem liberdade, seja debaixo de que pretexto for, é povo escravo que pouco a pouco há de ser desgraçado até se reduzir ao mais brutal cativeiro”.
Em 1825, depois de ser preso na Fortaleza do Brum, em Recife, por participar da Confederação do Equador (rebelião que reuniu vários estados do Nordeste contra D. Pedro I), Barata publicou um jornal com o título Sentinela da Liberdade na Guarita de Pernambuco, atacada e presa na Fortaleza do Brum, por ordem da Força Armada Reunida. Alerta! Em 1835, Barata escrevia o seu último Sentinela da Liberdade, aos 75 anos. O jornal durou 13 anos, mas outros apareceram em todo o país, mesmo depois de sua morte, em 1º de julho de 1838.

UM DOS PIONEIROS DO JORNALISMO HIPÓLITO JOSÉ DA COSTA


LÁPIDE NO JARDIM DO MUSEU DA IMPRENSA

Hipólito da Costa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Hipólito da Costa

Nome completo Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça
Nascimento 13 de agosto de 1774
Colônia do Sacramento

Morte 11 de setembro de 1823 (49 anos)
Londres

Nacionalidade Brasileira

Ocupação Jornalista, maçom e diplomata

Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça (Colônia do Sacramento, 13 de agosto de 1774 — Londres, 11 de setembro de 1823) foi um jornalista, maçom e diplomata brasileiro, patrono da cadeira 17 da Academia Brasileira de Letras.
Índice
• 1 Biografia
• 2 Obras
• 3 Traduções
• 4 Descendência
• 5 Academia Brasileira de Letras

Biografia
Nascido na Colônia do Sacramento, então domínio da Coroa portuguesa (hoje pertencente ao Uruguai), Hipólito era filho de família abastada do Rio de Janeiro.
Seu pai era Félix da Costa Furtado de Mendonça, alferes de ordenanças da Capitania do Rio de Janeiro e sua mãe Ana Josefa Pereira, natural de Sacramento. Após Sacramento ser devolvido á posse da Coroa espanhola, em 1777, sua família instalou-se em Pelotas, no Rio Grande do Sul, onde passou a sua adolescência. Fez os seus primeiros estudos em Porto Alegre, concluídos em Portugal, na Universidade de Coimbra, onde se formou em Leis, Filosofia e Matemática (1798).
Recém-formado, foi enviado como diplomata pela Coroa portuguesa aos Estados Unidos da América e ao México, para onde embarcou em 16 de outubro de 1798, com a tarefa de conhecer a economia desses dois países e as novas técnicas industriais aplicadas pelos norte-americanos. Viveu nos Estados Unidos por dois anos onde, na Filadélfia, veio a ingressar na maçonaria o que influenciou a sua vida daí em diante.
De volta ao reino, viajou a serviço da Coroa Portuguesa para Londres em 1802, com o objetivo declarado de adquirir obras para a Real Biblioteca e maquinário para a Imprensa Régia. Ocultamente, entretanto, os seus motivos eram o também de estabelecer contatos entre as Lojas Maçônicas Portuguesas e o Grande Oriente em Londres.
Três ou quatro dias após o seu retorno ao reino foi detido pela Inquisição por ordem de Diogo Inácio de Pina Manique, sob a acusação de disseminar as idéias maçônicas na Europa. Encaminhado às celas do Tribunal do Santo Ofício, onde permaneceu até 1805, logrou evadir-se para a Espanha sob um disfarce de criado, com o auxílio dos seus irmãos maçons. De lá passou para a Grã-Bretanha, onde se exilou sob a proteção do príncipe Augusto Frederico, duque de Sussex, o sexto filho de Jorge III do Reino Unido e grão-mestre da maçonaria inglesa.
Na Inglaterra, obtêm a nacionalidade inglesa com a ajuda do Duque de Essex, adquirindo ações do Banco da Escócia o que lhe autorgava tal direito de forma imediata. Casa em 1817 com Mary Ann Troughton da Costa com quem tem 3 filhos, além de já ter tido 1 filho com Mary Anne (Lyons ou Symons).
Obtendo a condição de estrageiro neutralizado, um estrangeiro residente com alguns direitos políticos. De Londres passou a editar regularmente aquele que é considerado o primeiro jornal brasileiro: o Correio Braziliense ou Armazém Literário, que circulou de 1° de junho de 1808 a 1823 (29 volumes editados, no total).
Com esse veículo, passou a defender as idéias liberais, entre as quais as de emancipação colonial, dando ampla cobertura à Revolução liberal do Porto de 1820 e aos acontecimentos de 1821 e de 1822 que conduziriam à Independência do Brasil. O seu principal inimigo era Bernardo José de Abrantes e Castro, conde do Funchal, embaixador de Portugal em Londres, que chamou ao Corrreio: "Esta terrível invenção de um jornal português na Inglaterra", vindo a editar um periódico contra ele, que circularia até 1819 (O Investigador Portuguez em Inglaterra).


Em 1812 fez um acordo secreto com a Coroa portuguesa, que previa a compra de um determinado número de exemplares do jornal e um subsídio para o próprio jornalista, em troca de moderação nas suas críticas contra a monarquia.
Faleceu em 1823, sem chegar a saber que fora nomeado cônsul do Império do Brasil em Londres. No Brasil é considerado o patrono da imprensa. Em Porto Alegre foi homenageado emprestando seu nome ao Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. Estava sepultado em St. Mary the Virgin, em Hurley, condado de Berkshire; mas em 2001 seus restos mortais foram trasladados para Brasília. Atualmente seus restos mortais estão nos Jardins do Museu da Imprensa Nacional.
Seu irmão, José Saturnino da Costa Pereira, foi Senador do Império do Brasil e Ministro da Guerra.
Obras
• 1799: Diário de minha viagem para Filadélfia (1798-1799) (publicado póstumamente em 1955)
• 1800: Descripção da arvore assucareira, e da sua utilidade e cultura (Lisboa)
• 1800: Descripção de huma maquina para tocar a bomba á bordo dos navios semo trabalho de homens (Lisboa)
• 1808-1822: Correio Braziliense (Londres)
• 1809: História de Portugal (Londres)
• 1811: Narrativa da perseguição de Hippolyto Joseph da Costa Pereira Furtado de Mendonça … prezo, e processado em Lisboa pelo pretenso crime de framaçon ou pedreiro livre (Londres)
• 1811: A narrative of the persecution of Hippolyte Joseph da Costa Pereira Furtado de Mendonça, a native of Colonia-do-Sacramento, on the River La Plata; imprisoned and tried in Lisbon, by the Inquisition, for the pretended crime of free-masonary… (Londres);
• 1811: Nova gramática portuguesa e inglesa (Londres);
• 1820: Sketch for the History of the Dionysian Artificers (Londres);
• 1863: Cartas sobre a franco-maçonaria (Amsterdã);
• 1955: Copiador e registro das cartas dirigidas a d. Rodrigo de Sousa Coutinho (Rio de Janeiro);
• 1992: O Amor d’Estranja, peça de teatro (Lisboa);
Traduções
• 1801: Ensayos politicos, economicos e philosophicos, de Benjamin Thompson, Conde de Rumford, (Lisboa);
• 1801: Historia breve e authentica do Banco de Inglaterra, de T.Fortune, (Lisboa);
• 1801: Memoria sobre a bronchocele, ou papo da America septentriona, de Benjamin Smith Barton, (Lisboa);
Descendência
Hipólito da Costa teve duas descendências: uma brasileira e uma inglesa. Hipólito foi filho de Félix da Costa Furtado de Mendonça e Ana Josefa Pereira de Mesquita. Seus avós por parte de pai eram José Antônio da Costa Soares e Ana Maria Furtado de Mendonça; e os avós por parte de mãe eram Vicente Pereira e Magdalena Martins Pinto de Mesquita. Teve como irmãos o padre Felício Joaquim da Costa Pereira e o senador José Saturnino da Costa Pereira.
Na descendência brasileira, Hipólito da Costa teve um filho com Mary Anne Lyons]] (ou Mary Anne Symons), e teve um filho chamado Félix José da Costa. Félix foi enviado para o Brasil para ser cuidado pelo irmão (José Saturnino) quando o seu pai foi casar com Mary Ann Troughton da Costa. Félix (1ª geração - filho) casou com uma brasileira (não identificada nos registros históricos) e teve como filho João Manoel Simões da Costa. João Manoel (2ª geração - neto) casou com Cândida Ladeira Simões da Costa e tiveram como filho o Manoel Hipólito Simões da Costa. Manoel Hipólito (3ª geração - bisneto) por sua vez casou com Preciliana Ladeira Hipólito Simões da Costa, os quais tiveram 6 filhos.
A descendência brasileira de Hipólito da Costa encontra-se atualmente na 8ª geração (heptanetos) sendo a mais recente membro da família a bebê Ana Lourdes nascida em 2008.
A descendência inglesa de Hipólito da Costa tem origem com o seu casamento com a inglesa Mary Ann Troughton da Costa, filha de Richard Troughton e Elizabeth Ap-Rice. Hipólito e Mary Ann tiveram três filhos: Augusta Carolina (que casou com Adolphus Charles Troughton), Anne Shirley (que casou com Whitworth Porter) e Augusto Frederico (que não casou). A única filha a deixar descendentes foi Anne Shirley, que teve como filhos Reginald da Costa Porter (que casou com Margareth Ewyn Wefferies) e Catherine da Costa Porter (que casou com Charles Robert Crosse). Reginald e Margareth tiveram como filhos Reginald Adolphus Zouch (que casou com Stephanie Sellon) e Barbara Anne (que casou com Ernest Sellon); e Catherine com Charles tiveram como filhos Reginaldo Meredith (que casou com Ethel Bedingfield Kelly), Jeanette Annie (que casou com Alan Lockyer Prynne), Whitworth Charles (que casou com Aenid Isabel Lewes), e Mary da Costa (que casou com Arthur Sydney Bates). Não existem informações precisas sobre a descendência de Hipólito depois da 5ª geração inglesa
Academia Brasileira de Letras
O patronato da cadeira 17 da academia foi escolhido por seu fundador, Sílvio Romero, e coube à memória de Hipólito da Costa este posto. Honrava a academia a figura do iniciador da imprensa brasileira.