quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ANTENA


Antena
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Antena é o dispositivo cuja função é transformar energia eletromagnética guiada pela linha de transmissão em energia eletromagnética irradiada, pode-se também dizer que esta lei serve também no sentido inverso, isto é, transformar energia eletromagnética irradiada em energia eletromagnética guiada para a linha de transmissão. Portanto, sua função é primordial em qualquer comunicação onde exista radiofrequência. A relação entre as potências de emissão e recepção é proporcional e obedece à Fórmula de Friis.
Índice


* 1 Histórico
* 2 Definição de antena
o 2.1 Campos de irradiação e propagação
o 2.2 Tipos de linhas de campo
+ 2.2.1 Campo próximo
+ 2.2.2 Campo distante
+ 2.2.3 Importância do campo próximo
+ 2.2.4 Importância do campo distante
+ 2.2.5 Delimitação de campos próximo e distante
* 3 Parâmetros de antenas
o 3.1 Irradiação e diretividade de uma antena
o 3.2 Diagrama de irradiação
+ 3.2.1 Procedimentos
+ 3.2.2 Resultante do diagrama de irradiação
* 4 Antenas de feixe estreito
* 5 Antena isotrópica
o 5.1 Definição
o 5.2 Concentração de energia
o 5.3 Emissão do isotrópico
* 6 Dipolo
o 6.1 Emissão do dipolo
* 7 Ganho



Histórico

As primeiras antenas presume-se, foram criadas por Heinrich Hertz, em 1886, com a finalidade de auxiliar no estudo e desenvolvimento das teorias eletromagnéticas.

Hertz pesquisou diversos dispositivos durante a realização de seus experimentos para testar e provar a teoria eletromagnética, esta proposta pelo matemático e físico James Clerk Maxwell.

As primeiras antenas que se tem notícia foram produzidas por Hertz. Na verdade eram duas placas de metal conectadas a dois bastões metálicos. Estes dispositivos eram ligados a duas esferas, e estas separadas entre si por uma distância pré-determinada. Nas esferas era adaptada uma bobina que gerava descargas por centelhamento. As centelhas por sua vez, ao atravessar o espaço entre esferas, produziam ondas eletromagnéticas oscilatórias nos bastões.

Desde as primeiras antenas até a atualidade, os princípios físicos que regem seu projeto e desenvolvimento foram sendo aprimorados e descobertas novas maneiras e tecnologias de se transmitir e receber sinais eletromagnéticos.

Atualmente, as antenas em alguns casos são estruturas de extrema complexidade e importância nas comunicações, sendo talvez para o homem moderno tão importantes quanto foi a descoberta do fogo e a invenção da roda para o desenvolvimento tecnológico humano.
Definição de antena
Antena da Sky Brasil.

Por sua natureza, deduz-se que a antena ocupa sempre o último lugar na cadeia de transmissão e o primeiro lugar na cadeia de recepção, daí a importância de seu estudo e entendimento para as telecomunicações.

No estudo e projeto de antenas, pode-se dizer que não importa em que freqüência do espectro eletromagnético seja aplicada, sempre serão usados os mesmos princípios matemáticos, físicos e práticos da teoria eletromagnética, ela é constante, imutável e invariável.

Quanto maior a frequência utilizada nas antenas, maior deve ser a precisão dos dispositivos, equipamentos e medições.
Campos de irradiação e propagação

O princípio da pedra jogada numa lagoa, é o mais elucidativo exemplo de campos de irradiação e propagação.

As ondas produzidas no meio de uma massa líquida por uma pedra lançada, depois que chegou ao fundo, continuam se propagando.

A pedra e sua queda, não são necessárias à manutenção das ondas, mas foram prementes à sua criação, cessou a causa (Queda da pedra), porém o efeito (propagação de ondas) teve seu prosseguimento, independente daquela ter cessado.

As linhas de fluxo, concêntricas em forma de ondas transportam energia, a este deslocamento, define-se como propagação. A energia contida nas ondas, chama-se energia irradiada ou campo distante (analogamente no caso da água), a água espirrada acelerada pelo impacto da pedra e, em volta dela, para efeito de analogia pode ser definida campo próximo.

Tipos de linhas de campo
Antena utilizada na radiodifusão.
Campo próximo

Existem dois tipos de distribuição de linhas de campo, as mais próximas da antena que deixam de existir imediatamente ao cessar a causa. Isto é, quando cessa a corrente esta sofre a anulação por um semi-ciclo, e as linhas não chegam a se fechar, portanto, não se propagam. Este efeito é definido "campo próximo, de Fresnel ou campo de indução".
Campo distante

Quando as linhas se fecham, portanto se propagam no espaço carregando consigo energia irradiada, análogo ao exemplo acima, denomina-se "campo distante, ou de Fraunhofer, ou campo de irradiação."

* Nas antenas que utilizam refletores, ambos são importantíssimos, "o campo elétrico na região distante varia com o inverso da distância, enquanto que na região próxima isto não acontece".

Importância do campo próximo

A região de indução (campo próximo) é geralmente usada no projeto de antenas com um ou vários elementos de forma a induzir nestes a energia que estaria perdida. Desta forma aproveitando-a, induzindo-a ao elemento parasita, tanto diretor, quanto refletor, se for o caso.
Importância do campo distante

A região distante é importante para as radiocomunicações, portanto, deve ser delimitada a fronteira entre elas.
Delimitação de campos próximo e distante

R = 10λ
R = 2L2 / λ

Onde:

R = separação entre as duas regiões.
L = o maior tamanho da antena.
λ = comprimento de onda.

As fórmulas acima são arbitradas e são aproximações abstratas para chegar-se a um valor preliminar inicial razoável.
Parâmetros de antenas

Existem diversos parâmetros críticos de antenas a se considerar para o projeto. A performance da antena é afetada por parâmetros ajustados no projeto, tais como: frequência de ressonância, impedância, ganho, diagrama de irradiação, polarização, eficiência e largura de banda. As antenas transmissoras também tem a máxima potência, e as antenas receptoras diferem nas características de rejeição a ruído.
Irradiação e diretividade de uma antena
Exemplos típicos de antenas direcionais são as antenas parabólicas utilizadas em radares, pois transmitem e recebem os sinais para a radiolocalização de objetos

A antena é um sistema que irradia (ou recebe) energia eletromagnética. Se pode conhecê-la a partir do processamento da irradiação, da eficiência e da distribuição da energia irradiada através do campo, dentro do espectro conhecido, ou arbitrado.
Diagrama de irradiação

O diagrama de irradiação nada mais é do que o mapeamento da distribuição de energia irradiada, levando em conta o campo tridimensional. Este se faz de duas maneiras, ou em campo ou através de simulação computacional.

Para levantar-se o diagrama de irradiação, deve-se tomá-lo a partir de uma distância e localização onde não seja possível a interferência de elementos estranhos ao meio onde se encontram a antena de prova e a antena de teste.
Esquema para prova de antenas

Elementos estranhos que interferem podem ser desde árvores, calhas, rufos, arames, linhas de transmissão de energia ou telefônicas. Estruturas de concreto armado também interferem no resultado de um diagrama de irradiação/recepção pelo fato de existir ferro em seu interior.

Portanto, para executar experiências de aferição de antenas, estas devem ser em campo aberto.
Procedimentos

Normalmente levanta-se o diagrama à separações entre antenas de prova e teste não inferiores a dez vezes ao comprimento de onda da frequência de teste.

Deixa-se a antena de teste a uma distância confiável da antena de prova (Em campo aberto), de forma a não haver interação de sinais entre elas e o meio circundante.

Três passos devem se seguidos, após tomadas todas as precauções.

1-Gira-se a antena sob teste de forma a descrever um círculo.

2- A intervalos regulares, a cada dez graus por exemplo, toma-se a medida do campo irradiado de forma a obter-se um gráfico.

3- Os valores devem ser anotados ou em valores absolutos, ou em valores relativos ao seu máximo.
Após o término do levantamento do diagrama de irradiação, têm-se uma figura semelhante a esta que indica todos os lóbulos da antena em estudo

As medidas e características servem tanto para transmissão quanto para a recepção, obedecendo a lei da reciprocidade.
Resultante do diagrama de irradiação

Na resultante da experiência temos o que se chama diagrama de irradiação do campo da antena, e por conseqüência torna-se mister em suas especificações se tratamos de campo ou de potência, se a polarização é vertical , ou horizontal, e o principal, o levantamento, sempre que possível deve ser executado em 360 graus.
Este é um diagrama real de irradiação de uma Antena tipo Cassegrain utilizada na frequência de 10,5 GHz com diâmetro de dez metros
Antenas de feixe estreito

Para antenas de feixe estreito, helicoidais, antenas de radar, por exemplo, carece utilizar o diagrama retangular e não o polar, devido à precisão necessária.

Devido à dualidade da energia emitida e à lei de reciprocidade, pode-se usar a análise gráfica tanto para irradiação, quanto para

campo, próximo/distante.

Devemos lembrar que num diagrama de irradiação de campo cujo valor máximo arbitra-se igual a unidade (1,0 ) a amplitude correspondente à meia potência equivale a 0,707.

O diagrama de fase é a representação espacial da variação de fase do campo irradiado. Consideremos uma antena irradiando uma potencia total ( W ), situada ao centro de um campo espacial fictício cuja superfície seja uma esfera perfeita, imaginemos uma bola de sabão flutuando no espaço e o ponto de irradiação, ou seja a antena esteja em sua superfície esférica onde seu raio ( r ) seja imensamente maior do que o tamanho físico da antena, de forma que a vejamos como se fosse um ponto infinitesimal.

Onde ( P ) seja o valor médio da densidade de potência provocada pela antena à distância

( r ).

Onde ( Pr ) seja o valor médio da densidade de potência provocada outra antena idêntica à primeira antena à distância ( r ).

Tenderemos à definir a diretividade da primeira antena em relação à segunda como:

D = P / Pr .

Como a densidade é função do ponto, a diretividade também o será, portanto, temos como medir a capacidade de concentração de energia de uma antena numa região pré-determinada do espaço.

Quanto mais agudo o lóbulo principal maior a irradiação ou iluminação desta antena e seu lóbulo, numa determinada direção.

Antena isotrópica
Definição

A antena isotrópica é uma antena virtual, na prática não existe, a antena que mais se aproxima de uma isotrópica é a dipolo em polarização vertical. Mesmo assim existem limitações nos campos emitidos pela falta de lóbulo transversal.

As antenas isotrópicas tem por função um comparativo entre as antenas reais e as ideais.

A diretividade e a densidade de potência são funções de ponto, isto é um cone teórico cuja geratriz é um ponto e a distribuição de densidade de potência pode ser deduzida como função de área de uma semi esfera se propagando através do tempo e aumentando sua área em função deste até atingir hipoteticamente a parede interna de uma esfera virtual iluminando-a.

Concentração de energia

Podemos usar a densidade de potência para medir a capacidade que uma antena tem de concentrar energia numa determinada região do espaço.

Quanto mais agudo o ângulo do cone de propagação formado pelo lóbulo principal (mais estreito o feixe), maior é a diretividade da antena, maior é a densidade de potência que ilumina uma pré determinada área do espaço na direção de máxima irradiação, na esfera virtual.

Para se ter um parâmetro de comparação, temos necessidade de usar uma antena hipotética, onidirecional, que ilumine a parede interna de uma esfera virtual uniformemente.

Esta é o que podemos chamar de antena isotrópica onde se hipoteticamente Pr = Po então logicamente a diretividade ficará :

D = P/ Po
Emissão do isotrópico

Imaginemos uma esfera perfeita, uma bolha de sabão por exemplo, esta esfera contém em seu centro uma lâmpada sem refletor de espécie alguma , emitindo luz para todos os pontos.

A iluminação, se a fonte for um ponto, será uniformemente distribuída em toda a área desta esfera, logo a distribuição de potência seguirá ao mesmo princípio.

Dipolo

Numa antena dipolo, na polarização horizontal, é perfeitamente possível a diagramação da irradiação em dois sentidos, isto é, existem duas frentes de onda.

Sempre há um lóbulo principal de irradiação e lóbulos secundários de menor amplitude.
Emissão do dipolo

Agora, a lâmpada, não é mais um ponto, e sim um segmento, no centro da esfera, um filamento, digamos.

Como temos um segmento longitudinal (semelhante ao filamento de uma lâmpada) no centro de uma esfera perfeita, se olharmos de frente para este segmento,veremos (no exemplo de filamento), um fio esticado emitindo luz, se girarmos esta esfera em noventa graus, ao invés de enxergarmos um traço enxergaremos um ponto emitindo luz.

Ao observarmos o fio esticado de lado, a luz não irradiará em todos os sentidos, ela se propagará na frente, nas costas, em cima, em baixo, só não haverá iluminação nas laterais (ou esta será mínima). Para facilitar este raciocínio, transformemos nossa esfera em cubo perfeito, observaremos mais claramente este efeito.

Houve uma alteração da diretividade em relação ao isotrópico (fonte pontual), ficam duas faces de nosso cubo sem receber a luz (as laterais) e as outras quatro recebendo equitativamente a quantidade de luz que não foi para as laterais.

Ganho

Podemos verificar a validade do fenômeno do ganho. Não houve aumento da luz, o que houve foi um redimensionamento da distribuição em outras direções portanto, o ganho sempre é referente a uma determinada direção.

Muitos leigos no universo das antenas relacionam erroneamente ganho de uma antena com aumento da potência. Ganho de uma antena é nada mais do que a capacidade que a antena tem de focar o sinal eletromagnético em uma determinada direção. Uma antena não amplifica sinal, uma vez que toda antena é um elemento passivo.

CÂMERA DIGITAL


Câmera digital
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A câmera ou câmara digital, seja ela máquina fotográfica ou de cinema, revolucionou o processo de captura de imagens, contribuindo para a popularização da fotografia ou da técnica cinematográfica digital.

Ao invés de utilizar a película fotossensível (filme) para o registro das imagens, que requer, posteriormente à aquisição das imagens, um processo de revelação e ampliação das cópias, a câmara digital registra as imagens através de um sensor que entre outros tipos podem ser do tipo CMOS ou do tipo CCD, armazenando as imagens em cartões de memória. Uma câmara pode suportar um só ou vários tipos de memória, sendo os mais comuns: CompactFlash tipos I e II, SmartMedia, MMC e Memory stick e SD (os dois mais usados).

Estas imagens podem ser visualizadas imediatamente no monitor da própria câmara, podendo ser apagadas caso o resultado não tenha sido satisfatório. Posteriormente são transferidas através de e-mail, álbum virtual, revelação digital impressa ou simplesmente apresentadas em telas de TV.

Uma das características mais exploradas pelos fabricantes de câmaras digitais é a resolução do sensor da câmara, medida em megapixels.

Em teoria, quanto maior a quantidade de megapixels, melhor a qualidade da foto gerada, pois o seu tamanho será maior e permitirá mais zoom e ampliações sem perda de qualidade. Entretanto, a qualidade da foto digital não depende somente da resolução em megapixels, mas de todo o conjunto que forma a câmara digital. Os fatores que mais influenciam a qualidade das fotos/vídeos são a qualidade das lentes da objetiva, o algoritmo (software interno da câmara que processa os dados capturados) e os recursos que o fotógrafo pode usar para um melhor resultado, ou até mesmo eventuais efeitos especiais na foto. No entanto, dependendo do uso que será dado à fotografia, um número excessivo de megapixels não trará benefício adicional à qualidade da imagem e onerará o custo do equipamento.

Normalmente as câmaras voltadas ao uso profissional são dotadas de maior quantidade de megapixels, o que lhes permite fazer grandes ampliações. Já para o usuário amador, máquinas com resolução entre três e cinco megapixels geram excelentes resultados.
Índice


* 1 Em profundidade
* 2 Resolução
* 3 Captando a cor
* 4 Exposição e focagem
o 4.1 Lente e foco



Em profundidade

As câmaras convencionais dependem inteiramente de processos químicos e mecânicos, nem mesmo há necessidade de energia eléctrica para operar. Algumas utilizam energia para o flash e para o obturador.
Câmara Sony F-828, com Flash Sony HVL-F32X
Exemplo de Imagem Digital, tirada com uma Samsung Pro 815.

Câmaras digitais, no entanto, têm um micro-computador para gravar as imagens electronicamente.

Tal como nas câmaras convencionais, a câmara digital contém uma série de lentes, que conduzem a luz para o sensor. Mas em vez de expor um filme fotográfico, fá-lo num aparelho semicondutor, que registra a luz elétricamente através de uma gradação em volts, medindo a descarga elétrica gerada pela luz. O micro-computador então transforma essa informação elétrica e analógica em dados digitais, no caso de utilização de sensores CCD, tratando-se de uma CMOS, como veremos a seguir, a captação da imagem já é feita eletronicamente, de forma digital, poupando assim o tamanho e o preço deste tipo de sensor e facilitando sua transformação em imagem.

Existem dois tipos de sensores de imagem que convertem a luz em cargas eléctricas, são eles:

1. CCD - charge coupled device
2. CMOS - complementary metal oxide semiconductor

Assim que o sensor converter a luz em electrões, ele lê o valor (a carga acumulada) em cada célula da imagem. E aqui é que vêm as diferenças entre os dois sensores:

* O CCD – transporta a carga pelo chip e lê o valor na esquina da linha. Um conversor analógico-para-digital então troca o valor do pixel para o valor digital, pela medição da quantidade de carga em cada célula.
* O CMOS usam vários transistores para cada pixel para amplificar e mover a carga usando os tradicionais fios. O sinal já é digital por isso não necessita do conversor analógico-digital.

Resolução

A resolução de uma imagem digital é a sua definição. Como a imagem na tela é formada pela justaposição de pequenos pontos quadriculados, chamados "pixels", a resolução é medida pela quantidade de pixels que há na área da imagem. Logo, sua unidade de medida é o "ppi", que significa "pixels per inch" ou pixels por polegada. A nomenclatura "dpi" - "dots per inches" é utilizada pela indústria gráfica e se relaciona com a quantidade de pontos necessários ´para uma impressão de qualidade, por isso, em termos fotográficos digitais deve-se utilizar a nomenclatura "ppi", que traduz a quantidade de pixels por linha do sensor ou da ampliação da fotografia.

Dessa forma, em uma imagem de tamanho definido, quando maior sua resolução, mais pixels haverá por polegada em ambas as dimensões - altura e largura -, levando a conclusão que imagens de "alta resolução" possuem "pixels" pequeninos, até mesmo invisíveis a olho nu, e, imagens de "baixa resolução" possuem "pixels" grandes que acabam por dar o efeito "pixelation", que deixa imagem quadriculada pelo o tamanho exagerado de seus pontos. Isso é comum acontecer quando tentamos ampliar uma imagem de "baixa resolução". Porém, esse conceito vem sendo discutido atualmente, já que sabemos que a quantidade exagerada de pixels por linha do sensor nem sempre corresponde a qualidade efetiva de captação.

Já se admite que o sensor deve conter muitos pixeis para ampliações maiores e melhor qualidade e nitidez, porém, se esses pontos/pixels registradores de luminosidade forem demasiadamente pequenos, sua qualidade pode ficar alterada e sua resolução subexplorada.

Para otimizar o uso da resolução de imagens temos que atentar ao meio, ou mídia em que ela será veiculada. Algumas dicas:

-Imagens para web e mulmídia: 72 pixels por polegada (ppi, em inglês)

-Imagens para impressão: 300 pixels por polegada (ppi, em inglês)

-Imagens para impressão de banners, gráficas especiais ou gigantografia: acima de 600 pixels por polegada (ppi, em inglês).

Nas câmeras digitais a resolução é dada por "megapixels", que nada mais são que "milhões de pixels", dados pela multiplicação da resolução da altura pela da largura da imagem. Por exemplo:

-Imagem com 120 px X 160px = 0.019MPX chamada também de padrão QSIF.

-Imagem com 480px x 640px = 0.0307MPX chamada também de padrão VGA.

-Imagem com 4.200px x 2690px = 11.298MPX chamada também de padrão WUQSXGA.
Captando a cor

A maior parte dos sensores utilizam o filtering para captar a luz nas suas três cores primárias. Assim que a câmara gravar as três cores, combina-as para criar o espectro todo.

Isto é feito de várias maneiras.

* Três sensores separados, presentes em câmaras de alta qualidade, em que cada um regista uma determinada cor. Existe um divisor de luz, que divide a luz pelas três cores que vão incidir em três sensores diferentes, cada sensor capta uma determinada cor. Nestas câmaras os três sensores vêm exactamente a mesma imagem só que em gamas de luz diferentes. Combinando as imagens dos três sensores, forma-se uma só a cores.
* Um sensor, que vai captando a luz que vai atravessar um filtro vermelho, verde e azul (que está em rotação), ou seja o sensor grava a informação recebida para cada momento em que passa por um filtro diferente. A imagem não é rigorosamente a mesma para cada cor, mesmo que este processo seja feito em milésimos de segundo.
* Ainda temos o sistema mais económico, que é ter uma matriz em que cada uma das células é uma cor primária, o que se faz é interpolação, ou um palpite educado, baseado na informação da célula vizinha, contudo essa inerpolação, tão combatida pelos profissionais pode ser minimizada com o aumento de pixels, ou sensores de luminosidade, diminuindo a margem de erro.

O sistema mas comum é o Bayer filter pattern, que é uma matriz onde alterna em cada linha de acordo com dois tipos de linha: uma é a sucessão vermelho e verde, e a outra linha é a sucessão azul e verde. Portanto no total temos a mesma quantidade de células verdes do que a soma das células azuis e vermelhas.

A razão disto é que o olho humano é mais sensível à luz verde.

Ora temos apenas um sensor e a informação de cada cor é gravada ao mesmo tempo. Então temos um mosaico de vermelho, verde e azul, onde cada pixel tem diferente intensidade. As câmaras têm então um algoritmo de "des-mosaico": a cor verdadeira de cada pixel será determinado pelo valor médio dos pixeis adjuntos. Existe também um outro sistema, o Foveon X3 sensor, que permite captar quatro cores, ciano, magenta, amarelo e preto ou CYMK, m inglês, e não três como os convencionais.
Exposição e focagem


Para controlar a quantidade de luz que chega ao sensor(s), existem 2 componentes:

* a abertura, que é o tamanho de abertura do diafragma;
* a velocidade do obturador, que é o tempo de exposição de luz nos sensores.

Lente e foco

As lentes das câmaras digitais são muito similares às das convencionais.

No entanto é de referir que a distância focal é a distância entre as lentes e o sensor. Isto é que vai determinar o zoom da máquina. Aumentando a distância estaremos a fazer um zoom in Existem as seguinte opções:

* Objectivas de foco fixo e de zoom fixo
* Objectivas de zoom óptico com focagem automática
* Objectivas de zoom digital
* Sistemas de objectivas intermutáveis

TELEFONE CELULAR


Telefone celular
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



telefone celular (português brasileiro) ou telemóvel (português europeu) é um aparelho de comunicação por ondas electromagnéticas que permite a transmissão bidireccional de voz e dados utilizáveis em uma área geográfica que se encontra dividida em células (de onde provém a nomenclatura celular), cada uma delas servida por um transmissor/receptor. A invenção do telefone celular ocorreu em 1947 pelo laboratório Bell, nos EUA.[1]

Há diferentes tecnologias para a difusão das ondas eletromagnéticas nos telefones móveis, baseadas na compressão das informações ou na sua distribuição: na primeira geração (1G) (a analógica, desenvolvida no início dos anos 1980), com os sistemas NMT e AMPS; na segunda geração (2G) (digital, desenvolvida no final dos anos 1980 e início dos anos 1990): GSM, CDMA e TDMA; na segunda geração e meia (2,5G) (uma evolução à 2G, com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adoção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos), presente nas tecnologias GPRS, EDGE, HSCSD, EVDO e 1xRTT; na terceira geração (3G) (digital, com mais recursos, em desenvolvimento desde o final dos anos 1990), como UMTS; na terceira geração e meia (3,5G), como HSDPA, HSPA e HSUPA.

A indústria classifica os sistemas de telefonia móvel em gerações: a primeira geração (1G), analógica; a segunda geração (2G), digital; a segunda geração e meia (2,5G), com melhorias significativas em capacidade de transmissão de dados e na adoção da tecnologia de pacotes e não mais comutação de circuitos; a terceira geração (3G). E já em desenvolvimento a 4G (quarta geração).

Aparelhos análogos baseados no rádio já eram utilizados pelos autoridades policiais de Chicago na década de trinta, entre outras tecnologias.
Índice


* 1 A designação
* 2 História
* 3 Popularidade dos celulares
o 3.1 No Brasil
o 3.2 Em Portugal
* 4 Utilidade
* 5 Personalização
* 6 Novos Modelos
* 7 Clonagem
* 8 Saúde



A designação
Motorola DynaTAC 8000X AMPS. Um telefone celular de 1983.

Telefone celular, ou simplesmente "celular" (plural celulares), é a designação utilizada no Brasil. Este termo deriva da topologia de uma rede de telefonia móvel: cada célula é o raio de acção de cada uma das estações base (antenas de emissão/recepção) do sistema, e o fato de elas estarem contíguas faz com que a representação da rede se assemelhe a uma colmeia.

Em Portugal, estes equipamentos são designados por "telemóvel" (plural telemóveis), uma simplificação de "telefone móvel". Este termo apareceu quando o sistema de telefonia móvel apareceu em Portugal em finais dos anos 1980 pela mão dos CTT/TLP (operador único de telecomunicações, na altura), que baptizaram este serviço (assente na tecnologia analógica AMPS) de "Serviço Telemóvel". O termo ganhou popularidade quando a segunda geração apareceu em Portugal em 1992: isto porque os CTT/TLP decidiram autonomizar os serviços de telefonia móvel criando a TMN - Telecomunicações Móveis Nacionais S.A., que iria utilizar e o termo "telemóvel" para designar os equipamentos e não o serviço.

A designação 'telefone celular' permanece como designação técnica, embora não seja utilizada.
História

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: História do telefone celular

Popularidade dos celulares
Porcentagem de utilização de celulares pelo mundo (dados de 2004)
No Brasil

O primeiro celular lançado no Brasil foi pela TELERJ, na cidade do Rio de Janeiro em 1990, seguida da cidade de Salvador.[1]

Segundo a União Internacional das Telecomunicações, o Brasil é sexto maior mercado do mundo em telefonia celular e atualmente, são 152 milhões de aparelhos em uso no Brasil [2]

Veja na tabela abaixo o número de adesões de 2000 a 2009:
Ano De janeiro a fevereiro De janeiro a dezembro
2000 1.038.143 8.155.473
2001 804.764 5.557.598
2002 476.546 6.135.195
2003 767.977 11.492.302
2004 1.492.327 19.232.311
2005 1.807.453 20.604.759
2006 1.854.982 13.708.285
2007 1.268.088 21.061.482
2008 3.142.376 29.661.300
2009 1.723.583 -
Em Portugal

Em Portugal, a taxa de penetração dos telemóveis já ultrapassou os 100%, ou seja, existem mais equipamentos que habitantes portugueses. Devido a estes números, os operadores tentam fidelizar os seus clientes através de novos serviços, sobretudo de comunicação de dados, com destaque para o acesso móvel à Internet através de tecnologias de terceira geração (ex: UMTS).
Utilidade

O celular/telemóvel que quando lançado ainda na tecnologia analógica era somente usado para falar, já é usado para enviar SMS, tirar fotos, filmar, despertar, gravar lembretes, jogar e ouvir músicas, mas não para por aí, nos últimos anos, principalmente no Japão e na Europa, tem ganhado recursos surpreendente até então não disponível para aparelhos portáteis, como GPS, videoconferências e instalação de programas variados, que vão desde ler e-book a usar remotamente um computador qualquer, quando devidamente configurado.
Personalização
Uma estação radio base (ERB) de telefonia celular

Juntamente com tecnologia digital, chegou além de qualidade e segurança, a possibilidade de personalizar os celulares/telemóveis. Inicialmente podia-se configurar o toque monofônico, os quais são formados apenas por bip de mesmo tom, configurados para ter o ritmo da música, e também as figuras monocromáticas que são quase desconhecidas. Com a nova geração de aparelhos, principalmente nos lançamentos do sistema GSM, veio então além de toques polifônicos e em formato MP3 juntamente com imagens coloridas.



Para personalizar o seu celular procure o portal da operadora na internet ou pelo próprio aparelho via WAP, porem lembre-se que WAP é cobrado mesmo para escolher o toque ou a imagem. Há também sites que distribuem gratuitamente conteúdo para aparelhos diversos, o qual fica mais barato ao usuário final já que não são protegidos por direitos autorias.
Novos Modelos
Modelo Siemens S65 com câmera.
Exemplo de um Smartphone

Os celulares/telemóveis agregaram, ao redor do tempo, muitos recursos, tais como câmera, rádio FM e leitor MP3.[3] Alguns telefones, inclusive, têm um computador de mão Palm ou PocketPC integrado - são os chamados smartphones (do inglês "smart", inteligente, "phone", telefone).

Sua principal característica é a possibilidade de instalar programas que utilizam os recursos disponíveis no aparelho. Alguns exemplos são dicionários, tradutores, jogos e clientes de e-mail. Os sistemas operativos mais utilizados são o Symbian e o Windows Mobile, tendo o Linux crescido também de forma exponencial.

Com as novas tecnologias de terceira geração (3G), que oferecem dados em alta velocidade, é possível realizar chamadas de vídeo-conferência em tempo real, com a ajuda de novos equipamentos com câmera frontal, próxima ao visor.

A maioria dos novos modelos possui alguma forma de conexão com outros telefones - IrDA (infravermelho) ou Bluetooth. Essas tecnologias servem, principalmente, para envio de dados entre telefones.

Nos dias de hoje o celular já não é mais um simples telefone de bolso. Câmeras que possuem 12.1Mpx já foram lançados na Europa, no Brasil encontramos de até 8.1Mpx, resoluções maiores que muitas câmeras digitais. A internet já pode ser acessa via Wi-Fi e banda larga 3G e 4G no Japão. Jogos com gráficos que se comparam ao videogame PSP com qualidade 3D. Telas que, em 2003, tinham 4 mil cores, agora possuem mais de 16 milhões. As polegadas também cresceram. Hoje os celulares tem telas com até 4 polegadas sensíveis ao toque. Em poucos anos o celular será a nossa "Central de Entretenimento".
Clonagem

A clonagem de celulares é um problema que aflige muitos dos usuários da telefonia móvel. Acontece quando um criminoso usa uma linha de um cliente de alguma operadora para fazer ou receber ligações. Além de perder sua privacidade, o usuário recebe uma conta telefônica bem mais alta do que o devido, devido ao uso clonado de seu número em algum outro aparelho. Também passa a receber ligações de pessoas estranhas. A clonagem é usada no Brasil por quadrilhas de crime organizado para se comunicar, burlando a vigilância da polícia.

Estão vulneráveis à clonagem os telefones que entram em áreas onde o sinal é analógico, e por isso, os telefones de operadoras GSM, tais como a TIM, a Oi ou os novos aparelhos da Claro e mais recentemente Vivo são considerados mais seguros. Estão expostos à clonagem os celulares CDMA, como os da Vivo, que operam em sistema analógico em boa parte do país. Também estão vulneráveis os aparelhos TDMA, da antiga BCP, que foi incorporada pela Claro.

Quem tem aparelhos CDMA ou TDMA pode reduzir os riscos da clonagem evitando ligar o telefone nas proximidades de aeroportos ou em locais em que o sinal para o seu aparelho não é digital. Também é possível configurar alguns modelos CDMA para usarem somente o sistema digital.

Com um scanner de freqüência ou um receptor de rádio de alta freqüência, o criminoso consegue identificar o número da linha e o número de série do aparelho, usando-os no clone. Os aeroportos são lugares visados para este tipo de atuação por criminosos por serem locais de grande movimentação de executivos. Nestas zonas as quadrilhas instalam suas vans com antenas clandestinas para captar os códigos emitidos pelos celulares dos viajantes. Um técnico em celulares inescrupuloso ou qualquer pessoa com conhecimentos de programação de celulares também tem acesso a esses números ao manipular o aparelho.
Saúde

Actualmente não há nenhum estudo que apresente provas concretas que indiquem que os telemóveis acarretam riscos para a saúde. No entanto, muitos especialistas e entidades de saúde oficiais têm recomendado a utilização limitada destes dispositivos assim como ao recurso do sistema de mãos-livres.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

RADIO (COMUNICAÇÃO)


Rádio (comunicação)
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Ver Comunicações por país

A radiocomunicação é um recurso tecnológico das telecomunicações utilizado para propiciar comunicação por intermédio da transcepção de informações previamente codificadas em sinal eletromagnético que se propaga através do espaço.

Uma estação de radiocomunicação é o sistema utilizado para executar contatos à distância entre duas estações, ela é composta basicamente de um transceptor (transmissor-receptor) de radiocomunicação, de uma linha de transmissão e da antena propriamente dita. A este sistema se dá o nome de sistema irradiante.

A radiodifusão é uma emissão comercial, que ocorre apenas por transmissão de sinais, sem transcepção dos mesmos.
Índice


* 1 Estrutura
* 2 História
o 2.1 As primeiras radioemissões
* 3 Tecnologia
o 3.1 Receptor
o 3.2 Transmissor
o 3.3 Transceptor





Estrutura

O rádio é um sistema de comunicação através de onde ondas eletromagnéticas propagadas no espaço, que por serem de comprimento diferente são classificadas em ondas curtas de alta frequência e ondas longas de baixa frequência, assim, utilizadas para fins diversos.

Os sistemas de radiocomunicação normais são formados por dois componentes básicos:

* Transmissor – composto por um gerador de oscilações, que converte a corrente elétrica em oscilações de uma determinada frequência de rádio; um transdutor que converte a informação a ser transmitida em impulsos elétricos equivalentes a cada valor e um modulador, que controla as variações na intensidade de oscilação ou na freqüência da onda portadora, sendo efetuada em níveis baixo ou alto. Quando a amplitude da onda portadora varia segundo as variações da freqüência e da intensidade de um sinal sonoro, denomina-se modulação AM. Já quando a freqüência da onda portadora varia dentro de um nível estabelecido a um ritmo igual à frequência de um sinal sonoro, denomina-se modulação FM;
* Receptor – Tem como componentes principais: a antena para captar as ondas eletromagnéticas e convertê-las em oscilações elétricas; amplificadores que aumentam a intensidade dessas oscilações; equipamentos para desmodulação; um alto-falante para converter os impulsos em ondas sonoras e na maior parte dos receptores osciladores para gerar ondas de radiofrequência que possam se misturar com as ondas recebidas.

História

Segundo alguns autores, a tecnologia de transmissão de som por ondas de rádio foi desenvolvida pelo italiano Guglielmo Marconi, no fim do século XIX, mas a Suprema Corte Americana concedeu a Nikola Tesla o mérito da criação do rádio, tendo em vista que Marconi usara 19 patentes de Tesla em seu projeto.

Na mesma época em 1893, no Brasil, o padre Roberto Landell de Moura também buscava resultados semelhantes, em experiências feitas em Porto Alegre, no bairro Medianeira, onde ficava sua paróquia. Ele fez as primeiras transmissões, no mundo, entre a Medianeira e o morro Santa Teresa.
As primeiras radioemissões

O início da história do rádio foi marcado pelas transmissões radiofônicas, sendo a transcepção utilizada quase na mesma época. Consideram alguns que a primeira transmissão radiofónica do mundo foi realizada em 1906, nos EUA por Lee de Forest experimentalmente para testar a válvula tríodo.

No Brasil, a primeira transmissão foi realizada no centenário da Independência do Brasil, em 7 de setembro de 1922, em que o presidente Epitácio Pessoa, acompanhado pelos reis da Bélgica, Alberto I e Isabel, abriu a Exposição do Centenário no Rio de Janeiro. O discurso de abertura de Epitácio Pessoa foi transmitido para receptores instalados em Niterói, Petrópolis e São Paulo, através de uma antena instalada no Corcovado. No mesmo dia, à noite, a ópera O Guarani, de Carlos Gomes, foi transmitida do Teatro Municipal para alto-falantes instalados na exposição, assombrando a população ali presente. Era o começo da primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro. Fundada por Edgar Roquette-Pinto, a emissora foi doada ao governo em 1936 e existe até hoje, mas com o nome de Rádio MEC.
Tecnologia
Rádio com toca-fitas cassette. Anos 80.
Receptor

A função do receptor de rádio é a decodificação dos sinais eletromagnéticos recebidos do espaço, captados pela antena, transformando-os em ondas sonoras, sinais digitais e/ou analógicos. A televisão e o rádio automotivo, por exemplo, são receptores.

O equipamento é conectado a uma antena receptora, um sistema de sintonia e amplificadores de áudio, vídeo e/ou sinais digitais.
Rádio de 1936, em madeira, AM e Ondas Curtas.
Transmissor

O radiotransmissor converte sinais sonoros, analógicos ou digitais em ondas eletromagnéticas, enviando-os para o espaço através de uma antena transmissora, para serem recebidos por um radioreceptor, por exemplo, emissoras de AM, FM ou de TV Alem do LW.
Transceptor

O radio-transceptor, funciona das duas formas, como transmissor e receptor, alguns exemplos de transceptor são, o telefone celular, os radares nos aeroportos, os equipamentos de comunicações em veículos oficiais, e de empresas particulares.

Além da radiodifusão, existem outras modalidades na utilização de equipamentos emissores de radiofreqüência que influenciam nas radiocomunicações.

* Radiotelegrafia, bastante utilizada até meados da década de 1970. Após o advento da digitalização, a transcepção via código morse caiu em desuso comercialmente e militarmente, embora ainda existam utilizadores da radiotelegrafia.
* Radiotelefonia ainda utilizada, porém em outros modos, por exemplo, os telefones celulares são modos de radilotelefonia.
* Radioemissora não é necessariamente radiodifusão, ou radiocomunicação. Uma radioemissora pode emitir sinais de rádio para os mais diversos fins, desde militares até industriais.
* Radiocomunicação é a modalidade mais utilizada.
* Radiogoniometria é uma modalidade de radiolocalização. Um radiogoniômetro localiza uma emissão de radiofreqüência de qualquer modalidade.
* Radiolocalização é uma forma de radiogoniometria. Um radiofarol, por exemplo, sendo um radioemissor, emite sinais que são recebidos por um radiogoniômetro, que tendo um sistema monodirecional de recepção, faz a triangulação da emissora, localizando-a com precisão.
* Radioterapia por Diatermia, chamado por alguns do meio médico de Ondas Curtas. Este sistema, embora não pertença ao assunto radiocomunicação, tem sua relevância, pois, é um dos maiores interferentes (Poluidor) nas radiocomunicações. Trata-se de um equipamento transmissor de radiofreqüência de alta potência utilizado em medicina e não em comunicação. Também não se deve confundir com Radioterapia por Radiação Ionizante), esta é realizada no comprimento de onda dos raios-x.
* Sua relevância à radiocomunicação se dá pelo fato de serem (juntamente aos equipamentos de diatermia) grandes poluidores do espectro eletromagnético.

É um meio de comunicação que ocupa lugar de destaque. Apesar de ser um hobby, este tem vital importância para as pesquisas e desenvolvimento em diversas modalidades desta ciência.

As estações de radiocomunicação mantidas por radioamadores, se prestam para comunicados e conversas informais além dos concursos e competições nacionais e internacionais os chamados contestes. Além do passatempo, os radioamadores prestam serviços para testes de condições de propagação ionosférica, direta, e por reflexão, (inclusive lunar) nas mais diversas freqüências do espectro.

Em casos extremos, as estações de radiocomunicações de radioamadores, em função de sua portabilidade, agilidade, gama de utilização, potência, e sistemas de antenas de fácil montagem e alcance, auxiliam as autoridades de Defesa Civil do mundo inteiro nas situações de risco e calamidades públicas.

FREQUÊNCIA MODULADA


Modulação em frequência
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FM é a abreviatura para modulação em frequência ou frequência modulada (frequency modulation -, em inglês).

Iniciada nos Estados Unidos no início do século XX, FM é uma modalidade de radiodifusão que usa a faixa 87,5 Mhz a 108 Mhz com modulação em frequência.



Uma rádio em FM apresenta uma ótima qualidade sonora mas com limitado alcance, chegando em média a 100 quilômetros de raio de alcance. Em condições esporádicas de propagação, é possível sintonizar emissores a centenas de quilômetros. A potência dos sistemas de emissão pode variar entre poucos watts (rádios locais) até centenas de quilowatts, no caso de retransmissores de grande cobertura.

O FM dispõe de um sistema de envio de informação digital, o RDS (Radio Data System) que permite apresentar informações sobre a emissora sintonizada. Também, a boa qualidade de som desta gama de frequências de radiodifusão é adequada ao uso da estereofonia.

A qualidade da transmissão por modulação em frequência fez com que esta fosse adotada para a transmissão do áudio da TV aberta (canais 2 a 13).
Desvantagens

Um das desvantagens dos receptores FM é de apresentarem uma característica conhecida como efeito de captura. Esse efeito ocorre da seguinte maneira: se existirem dois ou mais sinais de FM emitidos na mesma freqüência, o receptor de FM irá responder ao sinal de maior potência e ignorar os menores (os restantes).

RADIO ONDAS TROPICAIS


Onda tropical (OT)
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Onda tropical ou "Ondas Tropicais" é uma porção do espectro eletromagnético correspondente às radiofreqüências entre 2300 kHz e 5060 kHz (comprimentos de onda dos 120 m aos 60 m). A origem da designação "ondas tropicais" está associada ao (uso entre os trópicos) e com a comparação do seu "comprimento de onda", da ordem de dezenas de metros (sendo por isso também chamadas ondas decamétricas), com o comprimento de onda de outras radiações eletromagnéticas, mais longas, como as ondas médias (ondas hectométricas) e longas (ondas quiilométricas). Representam importante papel nas transmissões de rádio tanto para radiodifusão, como para fins utilitários (comunicações com aviões, embarcações, etc) civis, militares ou comerciais. Devido à característica do comprimento de onda, as transmissões podem se propagar até grandes distâncias, através de saltos onde há a refração e consequente reflexão nas camadas da ionosfera (Lei de Snell). A propagação das transmissões de rádio em ondas curtas estão sujeitas à fenomenologia própria das camadas ionosféricas. A designação nasceu nos primórdios das transmissões de rádio, quando as freqüências geralmente utilizadas eram muito mais baixas. Esta porção do espectro é também referida como HF, sigla derivada do inglês High Frequency, em contraponto à faixa de ondas longas (de comprimento de onda da ordem de quilômetros, também referida como LF, Low Frequency) e às ondas métricas que compõem as transmissões nas freqüências de VHF, Very High Frequency. Enfim a Onda Tropical é uma Onda Curta criada para ser usada entre os Trópicos.
Índice


* 1 Espectro
* 2 Longas distâncias
* 3 Curiosidades

Espectro

O espectro eletromagnético nas freqüências de ondas curtas é ocupado por transmissões das mais diferentes formas, desde radiodifusão comercial, não comercial, até transmissões de radioamadores e transmissões para comunicação entre aviões e navios. Muitos países contam com emissões estatais de ondas curtas em diversos idiomas, com a intenção de levar as notícias econômicas, culturais ou mesmo as notícias do dia a dia da sua população para além de suas fronteiras territoriais (visto que as Ondas Curtas têm, geralmente, grande alcance geográfico). Dentre estas, exitem aquelas que transmitem para o exterior desta vez com o objetivo de ser um "canal" entre seus expatriados e seu país de origem. Entre os países que contam com grandes emissoras em OC que transmitem para o exterior estão Estados Unidos, Brasil, Canadá, Rússia, França, Alemanha, Japão, Coréia do Sul, China, Argentina, Itália, República Tcheca e Holanda. a
Longas distâncias

Devido à possibilidade de transmissão à longas distâncias (DX) associadas ao uso das ondas curtas, algumas transmissões de radiodifusão regionais ou nacionais são sintonizadas em locais muito distantes, em especial pelos radioescutas (Chamados no Brasil de "dexistas"), que compõem relatórios de recepção, qualificando a qualidade da transmissão e descrevendo detalhadamente o conteúdo da transmissão. Os radioscutas enviam esses relatórios para as emissoras, que em contrapartida, emitem um certificado de escuta, chamado "cartão QSL".
Curiosidades

* Os rádios e alguns auto-rádios antigos sintonizavam Ondas Médias (OM), mais conhecidas como rádios AM nas frequências de 540 kHz até 1.630 kHz.
* Esses rádios antigos muitas vezes também sintonizavam Ondas Curtas (OC), nas frequências até 15 a 30 MHz.
* A sintonização de Ondas Tropicais (OT), nas frequências 2300 kHz a 5060 kHz de 120, 90, 75 e 60 metros. Há estudos que dizem que as mesmas podem chegar a 5900 kHz de 49 metros.
* A modulação é por amplitude, onde o sinal da rádio, por exemplo 3 MHz (OC), tem sua potência de transmissão modulada pelo sinal de áudio. Essa modulação é chamada de AM (Amplitude Modulation).
* A modulação AM ocupa o equivalente a duas vezes a banda do sinal de áudio?. Ou seja, se desejamos transmitir uma banda audível de 5 KHz a modulação AM ocupa 10 KHz no espectro de frequências de rádio.
* A modulação SSB (Single Side Band) é uma técnica de trasmissão AM que ocupa metade da banda AM de rádio, ou seja, ela necessita apenas 5 KHz de banda no espectro de frequência de rádio para 5 KHz de banda de áudio. A banda inferior, ou superior podem igualmente ser utilizadas, propiciando assim uma ocupação de um quarto apenas da banda (2,7 kHz).
* Os rádios com modulação SSB e mesmo os rádios AM estavam se tornando obsoletos pela baixa qualidade de áudio pois a banda de áudio foi limitada em 5 KHz e demandam um potente amplificador (transmissor) operando na classe C de operação. Contudo, com a criação de receptores digitais de alta fidelidade e portáteis (p.ex. Sony ICF-SW35) muitos voltam a usufruir desse tipo de transmissão. Várias rádios brasileiras (Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba, Rádio Bandeirantes, Rádio Aparecida, Rádio São Carlos) apresentam transmissão concomitante em ondas curtas ou tropicais.
* A modulação FM ocupa uma banda ainda maior no espectro de frequências de rádio que a transmissão por AM. Ou seja, uma rádio FM ocupa até 200 KHz para uma banda de 2 x 15 KHz de áudio estéreo.

RADIO ONDAS CURTAS


Onda curta
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Nota: Se procura outros significados de Frequência, consulte Frequência (desambiguação).
High Frequency (HF)
Ciclos por segundo: 3MHz a 30MHz

Comprimento de onda: 100m a 10m

Onda Curta, é uma onda que opera na gama de frequência dos 3000kHz a 30.000kHz (3-30 MHz). Em Rádio, a onda curta corresponde a alta frequência obtida pela relação inversa entre a a frequência e o comprimento da onda, é por isso denominada "ondas curtas" , porque os seus comprimentos de onda são mais curtos do que os da onda longa, o comprimentos utilizado no início das comunicações de rádio. HF (Alta Frequência) é um nome alternativo para onda curta de rádio[1].
Índice


* 1 Descrição
* 2 Propagação e características
* 3 Espectro
* 4 Atribuição de Ondas
* 5 Usos
* 6 Longas distâncias
* 7 Curiosidades




Descrição
Um Rádio de Ondas Curtas

HF é a sigla para o termo inglês High Frequency e significa "frequência alta". As radiofrequência (HF) de alta freqüência estão entre 3 e 30 megahertz. Também conhecido como a faixa do decâmetro ou a onda curta como a escala de comprimentos de onda de uma a dez medidores dos decâmetros (dez a cem). A origem da designação "ondas curtas" está associada com a comparação do seu "comprimento de onda", da ordem de dezenas de metros (sendo por isso também chamadas ondas decamétricas), com o comprimento de onda de outras radiações eletromagnéticas, mais longas, como as ondas médias (ondas hectométricas) e longas (ondas quilométricas). Representam importante papel nas transmissões de rádio tanto para radiodifusão, como para fins utilitários (comunicações com aviões, embarcações, etc) civis, militares ou comerciais. Devido à característica do comprimento de onda, as transmissões podem se propagar até grandes distâncias, através de saltos onde há a refração e consequente reflexão nas camadas da ionosfera (Lei de Snell). A propagação das transmissões de rádio em ondas curtas estão sujeitas à fenomenologia própria das camadas ionosféricas. A designação nasceu nos primórdios das transmissões de rádio, quando as freqüências geralmente utilizadas eram muito mais baixas. Esta porção do espectro é também referida como HF, sigla derivada do inglês High Frequency, em contraponto à faixa de ondas longas (de comprimento de onda da ordem de quilômetros, também referida como LF, Low Frequency) e às ondas métricas que compõem as transmissões nas freqüências de VHF, Very High Frequency.
Propagação e características

A ionosfera reflete frequentemente as ondas de rádio de HF completamente bem (um fenómeno conhecido como a propagação do skywave), esta escala é usada extensivamente para a radiocomunicação da escala média e longa. Entretanto, a conformidade desta parcela do espectro para tal comunicação varia extremamente com uma combinação complexa de fatores:

* Luz solar/escuridão no local da transmissão e da recepção
* Proximidade do transmissor/receptor ao terminal
* Estação do ano versus Ciclo do ponto solar
* Atividade solar
* Aurora polar
* Freqüência útil máxima
* A mais baixa alta freqüência útil
* Freqüência da operação dentro da escala do HF

Espectro

O espectro eletromagnético nas freqüências de ondas curtas é ocupado por transmissões das mais diferentes formas, desde radiodifusão comercial, não comercial, até transmissões de radioamadores e transmissões para comunicação entre aviões e navios. Muitos países contam com emissões estatais de ondas curtas em diversos idiomas, com a intenção de levar as notícias econômicas, culturais ou mesmo as notícias do dia a dia da sua população para além de suas fronteiras territoriais (visto que as Ondas Curtas têm, geralmente, grande alcance geográfico). Dentre estas, existem aquelas que transmitem para o exterior desta vez com o objetivo de ser um "canal" entre seus expatriados e seu país de origem. Entre os países que contam com grandes emissoras em Ondas Curtas que transmitem para o exterior estão Estados Unidos da América, Brasil, Canadá, Rússia, França, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, China, Argentina, Itália, República Checa e Holanda.
Atribuição de Ondas

As ondas de Rádio, são atribuídas pela World Radiocommunication Conference (WRC), organizada sobe os auspicios da International Telecommunication Union

As ondas de Rádio AM são atribuídos com 5kHz de separação para a radiodifusão de áudio analógico tradicional .


Meter Band Frequency Range Remarks
120 m 2,300 - 2,495 kHz tropic band
90 m 3,200 - 3,400 kHz tropic band
75 m 3,900 - 4,000 kHz shared with the amateur radio 75/80 meter band
60 m 4,750 - 5,060 kHz tropic band
49 m 5,900 - 6,200 kHz
40 m/41m 7,100 - 7,350 kHz shared with the amateur radio 40 meter band
31 m 9,400 - 9,900 kHz Currently most heavily used band
25 m 11,600 - 12,100 kHz
22 m 13,570 - 13,870 kHz substantially used only in Eurasia
19 m 15,100 - 15,800 kHz
16 m 17,480 - 17,900 kHz
15 m 18,900 - 19,020 kHz almost unused, could become a DRM band
13 m 21,450 - 21,850 kHz
11 m 25,600 - 26,100 kHz may be used for local DRM broadcasting



* Ondas Curtas - 2.3 MHz–26.1 MHz, divididas em quinze bandas, apresentam longo alcance, porém baixa qualidade de sinal.
* Ondas Médias - 520 kHz–1,610 kHz, utilizada nas Américas, esta banda possui médio alcance.
* Ondas Longas - 153 kHz–279 kHz, não disponível no hemisfério oeste, é usado para transmissões na Europa, África, Oceania e parte da Ásia.
* Ondas Tropicais - 2300 kHz-5060 KHz de 120-90-75-60 metros, utilizada entre os Trópicos, esta banda possui longo alcance, razoável qualidade de sinal.

Usos
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A faixa de alta freqüência é muito comum entre os operadores de rádio amadores, que podem se aproveitar de comunicações (frequentemente intercontinentais) diretas, interurbanas e do " factor" da emoção; resultar de fazer contatos em circunstâncias variáveis. A transmissão internacional do shortwave utiliza este jogo das freqüências, assim como um número convenientemente de diminuição de " utility" os usuários (fuzileiro naval, aviação, forças armadas, e interesses diplomáticos), que tem, nos últimos anos, balanço sobre aos meios de uma comunicação menos temporários (por exemplo, através dos satélites), mas podem manter estações do HF após switch-over para finalidades alternativas. Entretanto, o desenvolvimento da tecnologia do estabelecimento de ligação automática baseada em MIL-STD-188-141A e em MIL-STD-188-141B para a seleção automatizada da conectividade e da freqüência, junto com os custos elevados do uso satélite, conduziu a um renascimento no uso do HF entre estas comunidades. O desenvolvimento de uns modem mais elevados da velocidade tais como aquelas que conformam-se a MIL-STD-188-110B que suportam taxas de dados até 9600 bit/s igualmente aumentou a usabilidade do HF para transmissões de dados. O outro desenvolvimento dos padrões tal como STANAG 5066 prevê transmissões de dados sem erros com o uso de protocolos de ARQ. Os rádios dos CB operam-se na parcela mais elevada da escala (ao redor 27 megahertz), como fazem algumas ligações de rádio do estúdio-à-transmissor (STL). Algumas modalidades de uma comunicação, tais como transmissões do código Morse da onda contínua (especial por operadores de rádio amadores) e únicas transmissões de voz do sideband são mais comuns na escala do HF do que em outras freqüências, por causa de sua natureza deconservação, mas as modalidades de faixa larga, tais como transmissões da tevê, são proibidas geralmente por HF' pedaço relativamente pequeno de s do espaço do espectro eletromagnético. Propale, especial interferência sintética dos dispositivos electrónicos, tenda a ter um grande efeito nas faixas de HF. Nos últimos anos, os interesses levantaram-se entre determinados usuários do espectro do HF sobre o " faixa larga sobre o lines" do poder; Acesso de Internet (dos BPL), que é acreditado para ter um efeito quase destrutivo em comunicações do HF. Isto é devido às freqüências em que o BPL se opera (tipicamente correspondendo com a faixa de HF) e a tendência para o " dos BPL; signal" ao escape das linhas eléctricas. Os fornecedores de alguns BPL instalaram o " filters" do entalhe; para obstruir para fora determinadas parcelas do espectro (a saber o rádio do amador se une), mas uma grande quantidade de controvérsia sobre a distribuição deste método de acesso permanece. Alguns Tag da identificação da radiofrequência (RFID) utilizam o HF. Estes Tag são sabidos geralmente como HFID' s ou HighFID' s (identificação de alta freqüência).
Longas distâncias

Devido à possibilidade de transmissão a longas distâncias (DX) associadas ao uso das ondas curtas, algumas transmissões de radiodifusão regionais ou nacionais são sintonizadas em locais muito distantes, em especial pelos radioamadores (Chamados no Brasil de "dexistas"), que compõem relatórios de recepção, qualificando a qualidade da transmissão e descrevendo detalhadamente o conteúdo da transmissão. Os radioamadores enviam esses relatórios para as emissoras, que em contrapartida, emitem um certificado de escuta, chamado "cartão QSL".

Muitos ouvintes sintonizam os Rádios em ondas curtas para escutar os programas das estações de radiodifusão, tais como a Radio Canada Internacional, Voice of America, BBC World Service, Radio Austrália, Radio Netherland, etc. Hoje, através da evolução da Internet, os radioamadores podem ouvir as emissões de ondas curtas de todo o mundo, mesmo sem possuir uma receptor de ondas curtas[2]. Muitos organismos internacionais, como a RCI (Rádio Canadá Internacional)[3], a BBC e a Rádio Austrália, oferecem streaming de áudio ao vivo nos seus sites.
Curiosidades

* Os rádios e alguns auto-rádios antigos sintonizavam Ondas Médias (OM), mais conhecidas como rádios AM nas frequências de 540 kHz até 1.630 kHz.
* Esses rádios antigos muitas vezes também sintonizavam Ondas Curtas (OC), nas frequências até 15 a 30 MHz.
* A modulação é por amplitude, onde o sinal da rádio, por exemplo 3 MHz (OC), tem sua potência de transmissão modulada pelo sinal de áudio. Essa modulação é chamada de AM (Amplitude Modulation).
* A modulação AM ocupa o equivalente a duas vezes a banda do sinal de áudio?. Ou seja, se desejamos transmitir uma banda audível de 5 KHz a modulação AM ocupa 10 KHz no espectro de frequências de rádio.
* A modulação SSB (Single Side Band) é uma técnica de trasmissão AM que ocupa metade da banda AM de rádio, ou seja, ela necessita apenas 5 KHz de banda no espectro de frequência de rádio para 5 KHz de banda de áudio. A banda inferior, ou superior podem igualmente ser utilizadas, propiciando assim uma ocupação de um quarto apenas da banda (2,7 kHz).
* Os rádios com modulação SSB e mesmo os rádios AM estavam se tornando obsoletos pela baixa qualidade de áudio pois a banda de áudio foi limitada em 5 KHz e demandam um potente amplificador (transmissor) operando na classe C de operação. Contudo, com a criação de receptores digitais de alta fidelidade e portáteis (p.ex. Sony ICF-SW35) muitos voltam a usufruir desse tipo de transmissão. Várias rádios brasileiras (Rádio Gaúcha, Rádio Guaíba, Rádio Bandeirantes) apresentam transmissão concomitante em ondas curtas.
* A modulação FM ocupa uma banda ainda maior no espectro de frequências de rádio que a transmissão por AM. Ou seja, uma rádio FM ocupa até 200 KHz para uma banda de 2 x 15 KHz de áudio estéreo.

REVISTA DO RADIO


Revista do Rádio
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A Revista do Rádio foi uma publicação hebdomadária do Rio de Janeiro, que circulou entre 1949 e 1969 (quando transformou-se na Revista do Rádio e TV), editada por Anselmo Domingos, e que retratou o período da Era do Rádio brasileira.
Índice


* 1 Características




Características

A publicação possuía cerca de 50 páginas; inicialmente mensal, já em 1950 tornou-se semanal, sendo a primeira do país a retratar exclusivamente as notícias do universo artístico que girava em torno da radiodifusão.[1]

Ao todo, foram publicadas mais de mil edições da revista[2].

Numa pesquisa feita em 1956 pelo IBOPE, no Rio de Janeiro, a Revista do Rádio foi a segunda mais lida, ficando atrás somente de O Cruzeiro.[1]
Conteúdo

Revista de "fofocas", tinha seu carro-chefe na seção denominada Mexericos da Candinha - onde uma personagem criada pela redação da revista colocava notas sobre a vida pessoal de artistas, muitos deles acreditando que se tratava de uma pessoal real. Além disto, possuía seções em artistas eram entrevistados, acompanhamento das radionovelas, etc.[2]

A partir de 1955 Anselmo Domingos passou a assinar seus editoriais, que retratavam também notícias que ligavam ao mundo do rádio e suas celebridades[1].

Radio novela


Radionovela
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Radionovela é uma narrativa folhetinesca sonora, nascida da dramatização do gênero literário novela, produzida e divulgada em rádio.

Fez enorme sucesso no início do século XX, numa era pré-televisiva. Boas histórias, bons atores e efeitos sonoros realistas eram o segredo do gênero para captar a atenção dos ouvintes. Diz-se que os grandes mestres da magia eram os sonoplastas, que para estimular a imaginação das pessoas, reproduziam todo tipo de sons e ruídos: o som da chuva, do telefone, da passagem de tempo, dos passos dos personagens.
Índice

* 1 História
* 2 O Direito de Nascer
* 3 Autores da Rádio Nacional





História

A primeira transmissão de rádio no Brasil foi ao ar em 7 de setembro de 1922. Porém, o veículo demorou a se tornar popular, em razão do preço do aparelho e a demora na implantação de retransmissoras. Quando as dificuldades físicas foram superadas, a forma encontrada para popularizar sua programação foi lançar mão do mesmo recurso que os jornais, quando da invenção da imprensa escrita: a narrativa folhetinesca.

Nasceram, assim, as primeiras transmissões de radionovelas no Brasil, fruto da dramatização de tramas literárias. Mas isso não quer dizer que as emissoras não realizassem radiodramatizações. Eram comuns os “teatros em casa”, os “radiatros” e os inúmeros sketchs teatrais presentes nos mais variados programas das emissoras de rádio brasileiras. Na própria Rádio Nacional, desde o final da década de 1930, era apresentado todos os sábados o programa Teatro em Casa, que consistia na radiofonização, em uma única apresentação, de uma peça teatral. Havia ainda Gente de Circo,de Amaral Gurgel, uma história semanal seriada, que estreou no início de 1941.

Na verdade, o que estava sendo lançado era um novo modelo, diferente do que até então as emissoras costumavam apresentar. Assim, a primeira radionovela transmitida no Brasil foi Em busca da Felicidade, original cubano de Leandro Blanco com adaptação de Gilberto Martins. Também são consideradas pioneiras as radionovelas “Fatalidade”, pela Rádio São Paulo e escrita por Oduvaldo Vianna e a radionovela "Mulheres de Bronze", baseada num folhetim francês.

As adaptações de tramas internacionais perdurariam por anos, sobretudo das cubanas. Aliás, o maior sucesso em radionovela de todos os tempos foi “O Direito de Nascer” (1951), do cubano Félix Caignet, que ficou três anos no ar e que chegou a ser chamada popularmente de "O Direito de Encher".

Entre os brasileiros pioneiros na radiodramaturgia, estão Oduvaldo Vianna, Amaral Gurgel e Gilberto Martins. Em seguida, vieram os autores Dias Gomes, Mário Lago, Mário Brazzini, Edgar G. Alves, Janete Clair e Ivani Ribeiro. Muitos deles, inclusive, se imortalizaram escrevendo para outro gênero, a telenovela.

Umas das radionovelas nacionais de maior sucesso foi Jerônimo, o Herói do Sertão, criada por Moysés Weltman, em 1953. A trama foi, posteriormente, adaptada várias vezes para a televisão.
O Direito de Nascer

Em 1951, foi ao ar pela Rádio Nacional o maior fenômeno de audiência em radionovelas em toda a América Latina: era O Direito de Nascer. Texto original de Felix Caignet com tradução e adaptação de Eurico Silva. O original possuía 314 capítulos o que correspondia a quase três anos de irradiação. No elenco estavam Nélio Pinheiro, Paulo Gracindo, Talita de Miranda, Dulce Martins, Iara Sales, entre outros. O Direito de Nascer surpreendeu a todos os críticos e a todas as previsões que afirmavam que o rádio-teatro era um gênero em decadência e que o público brasileiro não se interessava por longas tramas.
Autores da Rádio Nacional

Em um levantamento sobre as radionovelas transmitidas pela Rádio Nacional no período entre 1941 e 1959, foram localizados 807 títulos e um total de 118 autores. Desse total de autores, 23 deles foram responsáveis por 71,6% do total das novelas irradiadas através da Rádio Nacional. Os resultados obtidos foram os seguintes: Oduvaldo Vianna (75 novelas), Gastão P. Silva (75 novelas), Carlos Gutemberg (64 novelas), Raimundo Lopes (31 novelas), Amaral Gurgel (30 novelas), Ghiaroni (28 novelas), Eurico Silva (28 novelas), Cícero Acaiaba (24 novelas), Otávio Augusto Vampré (21 novelas), Mário Brassini (20 novelas), Hélio do Soveral (18 novelas), Dilma Lebon (18 novelas), Dias Gomes (16 novelas), Mário Faccini (16 novelas), Luiz Quirino (16 novelas), Ivani Ribeiro (16 novelas), Herrera Filho (15novelas), Janete Clair (13 novelas), Gilberto Martins (12 novelas), Saint-Clair Lopes (11novelas), Walter Foster (10 novelas) e Álvaro Augusto (10 novelas).
Decadência

O custo da produção das radionovelas era muito alto e com o crescimento da televisão, ocorreu um fenômeno de migração da verba publicitária para o novo veículo. Isso explica, em grande parte, o abandono do gênero radionovela pelo rádio. Ao longo da década de 60, algumas emissoras ainda mantinham alguns horários de radionovelas ou de programas de rádio-teatro. Mas na década de 1970 o gênero desapareceu, apesar de algumas tentativas isoladas de reativá-lo. E com isso a radionovela foi se adaptando à nova era das televisões. Todas as radionovelas foram refeitas para as telenovelas. Na década de 70 praticamente não existiam mais radionovelas, só nas cidades do sul, mas ao poucos foram saíndo do ar, por causa das adaptações à televisão.
Curiosidades

* Para fazer a sonoplastia tanto de fogo, quanto de chuva usa-se o mesmo recurso: amassar lentamente, diante do microfone, um pedaço de celofane.

* Muitos acreditavam que as radionovelas jamais alcançariam sucesso, alegando que eram "infindáveis", que "ninguém iria acompanhar". Curiosamente, as radionovelas deram origem às telenovelas, que hoje fazem imenso sucesso no Brasil e no mundo.

* Eram irradiadas, inicialmente, às segundas, quartas e sextas-feiras ou as terças, quintas e sábados. As durações eram variadas, iam de dois meses até dois anos, como foi o caso de Em busca da felicidade, que foi irradiada de 1941 até 1943, e Direito de Nascer, que ficou três anos.

* A primeira radionovela em Cuba foi ao ar em 1931 e na Argentina em 1935. Cuba se tornou um grande exportador de novelas radiofônicas para toda a América Latina. Esta situação está bem ilustrada no romance de Varga Llosa, Tia Júlia e o Escrivinhador, ambientado em Lima, na década de 1950.

* A iniciativa de colocar a novela Em busca da Felicidade no ar partiu da Standart Propaganda, a agência de propaganda do Creme Dental Colgate.

* O público alvo das radionovelas era o feminino, os grandes anunciantes desse tipo deprogramação eram os fabricantes produtos de limpeza e de higiene pessoal. Uma pesquisa do IBOPE, realizada em janeiro de 1944, apontava a seguinte audiência para o período de 10hàs 11h da manhã: 69,9 % de mulheres, 19,5% de homens e 10,6% de crianças.

* A Rádio Nacional, em especial, liderava a audiência em praticamente todos os horários.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

OPERADOR DE SOM


Operador de som
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O operador de som é um técnico que manipula equipamento de som, já o assistente de som é aquele que ajuda o operador de som e que segue as instruções do director de som.
Índice


* 1 Teatro
* 2 Rádio e televisão
* 3 Cinema



Teatro

É o técnico que efectua o controle de som durante os ensaios e espectáculos. Para além dos conhecimentos técnicos requer uma sensibilidade teatral e perícia musical, podendo interpretar uma "partitura" (guião de som) de maior ou menor exigência, com tempos de resposta a "deixas", execução de movimentos dinâmicos de crescendo e diminuindo, fazendo a banda de som integrar-se no espectáculo, sendo discreta ou impositiva
Rádio e televisão

É o técnico que efectua o controlo de som durante a emissão.
Cinema

É o responsável pela captação e registo do som.

Segue as indicações do diretor de som e é apoiado pelo assistente de som.

SONOPLASTIA


Sonoplastia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.






Sonoplastia é a comunicação pelo som. Abrangendo todas as formas sonoras - música, ruídos e fala, e recorrendo à manipulação de registos de som, a sonoplastia estabelece uma linguagem através de signos e significados.

Sonoplastia (do Lat. sono, som + Gr. plastós, modelado) é um termo exclusivo da língua portuguesa que surge na década de 60 com o teatro radiofónico, como a reconstituição artificial dos efeitos sonoros que acompanham a acção. Esta definição é extensiva ao teatro, cinema, rádio, televisão e web . Antes designada como composição radiofónica, tinha por função a recriação de sons da natureza, de animais e objectos, de acções e movimentos, elementos que em teatro radiofónico têm que ser ilustrados ou aludidos sonoramente. Incluía ainda a gravação e montagem de diálogos e a selecção, a gravação e alinhamento de música com uma função dramatúrgica na acção ou narração. O sonorizador, auxiliado por um contra-regra que produzia efeitos sonoros em directo (foley effects / bruitage), tais como a abertura de uma porta à chave e o consequente fechamento, passos caminhando em pisos de diferentes superfícies, ou o galope de um cavalo efectuado com casca de coco percutida, ou ainda auxiliado por um operador de som que manipulava os discos de efeitos sonoros de 78 RPM, controlava a mistura dos vários elementos sonoros com a voz gravada.

A sua posterior associação à televisão e ao cinema documental toma subtis variações e formas, recorrendo aí com maior incidência à selecção de músicas para o acompanhamento de sequências de imagem, ou como música de fundo de uma narração.

Todo o som utilizado em uma construção sonora audiovisual tem o objetivo de ilustrar/destacar movimentos ou ações que ocorrem na sequência de uma cena, diálogo, locução, etc. ´ A montagem do áudio na sonoplastia pode conter elementos que reforcem a naturalidade do que está ocorrendo, ou fazer com que o receptor tenha uma percepção diferente do que seria o som natural daquela ação.

Para a realização de criações sonoras, podemos classificar os efeitos sonoros em dois tipos:

Efeitos editoriais - Sâo eventos sonoros que não exigem grande complexidade de obtenção e manipulação, por exemplo: ruídos de computador, buzinas, assovios, etc.

Efeitos principais - São eventos sonoros que necessitam um trabalho de produção e pesquisa mais elaborados. Muitas vezes a criação daquele som demanda um grande tempo para ser alcançada e demanda um grande esforço criativo do sonoplasta. Por exemlo: som de uma nave espacial que percorre velocidades enormes, sons de animais extintos, etc.
Sonoplasta em teatro

Actualmente, o sonoplasta em teatro é um dos elementos da equipa criativa, assim como o cenógrafo, o figurinista, e o desenhador de luz, que trabalhando com o encenador na busca do conceito de uma banda de som consistente e coesa com as outras áreas de criação, explora as possibilidades expressivas do som, fornecendo uma realidade física, real ou imaginária, um mundo lógico e coerente, recriando cenários, objectos ou personagens.

locução


Locução
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Locução é o processo de narrar ou ler em voz alta um texto que acompanha um produto de comunicação audiovisual ou de rádio.

Quando estão à frente de um programa de conteúdo jornalístico ou documental em rádio ou televisão, os locutores também podem ser confundidos com os âncoras — embora estas duas funções sejam distintas.

Além do Jornalismo, locutores costumam ser empregados ainda em peças publicitárias, chamadas promocionais, institucionais, carros de som, em mensagens de espera telefônica e atendimento eletrônico. Podem também ser comentaristas de rádio e televisão, em diversas transmissões ao vivo (esportes, espetáculos, carnaval e etc).

Segundo o Cadastro Brasileiro de Ocupações organizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego do Brasil, esta é a descrição sumária da atividade dos locutores profissionais:

"Apresentam programas de rádio e televisão, ancorando programas, nos quais interpretam o conteúdo da apresentação, noticiam fatos, lêem textos no ar, redigem a notícia, narram eventos esportivos e culturais, tecem comentários sobre os mesmos e fazem a locução de anúncios publicitários; entrevistam pessoas; anunciam programação; preparam conteúdo para apresentação, pautando o texto, checando as informações, adaptando-se aos padrões da emissora e do público–alvo; atuam em rádio, televisão e eventos, bem como em mídias alternativas como cinema e internet."


Índice


* 1 Locução para rádio
* 2 Locução para televisão
* 3 Locução para telefonia
* 4 Narração esportiva



Locução para rádio


Em rádio, a locução é um elemento essencial e imprescindível, por transmitir as informações verbais (que são maioria na programação de notícias) e, desta forma, determinar a forma geral do conteúdo radiofônico.

Até os anos 1970, era comum os locutores de rádio usarem a empostação de voz como técnica (preferindo tons graves a agudos, um ritmo de leitura lento e marcado por pausas longas e dicção acentuada em determinados fonemas, como R trilado). A partir dessa década, no entanto, uma nova estética de locução predominou, privilegiando um estilo mais "íntimo" e próximo da conversação informal, e tons de voz mais próximos do natural.

Atualmente a locução em rádio segue os diversos estilos e formatos radiofônicos, onde cada formato tem suas próprias variações de ritmo, modulação vocal e interpretação.
Locução para televisão

Muitos dos profissionais que passaram a trabalhar com locução para TV, nas primeiras décadas desta mídia, iniciaram suas carreiras originalmente no rádio. A lembrar que mesmo deixando a empostação de lado, o locutor tem que ter mente que não esta falando para a pessoa ao lado e por isso deve cuidar mais da dicçao, pausas e continuiadade da frase para que o ouvinte possa organizar logicamente a informaçao.


Locução para telefonia

As locuções para espera telefônica e atendimento eletrônico, emitidas por URAs, são um recurso amplamente utilizado pelas organizações, para a comunicação com clientes e fornecedores.
Narração esportiva

Uma das funções mais representativas da locução em mídia é a narração esportiva, principalmente em jogos coletivos como futebol, vôlei e basquete, bem como corrida de cavalos. No Brasil, Galvão Bueno é um profissional conhecido desta área.A narração na TV é mais lenta , pois o telespectador está vendo o jogo.No rádio,geralmente o ouvinte não está vendo o jogo,a narração é rápida,com mais emoção.O rádio deve ser mais respeitado.Nessa área , Pedro Ernesto Denardin , José Silvério , José Carlos Araújo , Willy Gonser e Oscar Ulisses são destaques.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

A HISTORIA DO DVD


DVD
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Digital Video Disc

Diferença entre o DVD-Video e DVD-R, respectivamente.
Tipo de mídia Disco óptico
Uso em Armazenamento de dados, áudio, vídeo e jogos
Capacidade 4.7 GB (single-layer)
8.5 GB (dual-layer)
Mecanismo de leitura Laser 650 nm, 1350 kB/s (1x)
Mecanismo de escrita 1350 kB/s (1×)
Desenvolvido por Toshiba, Philips, Sony
Dimensões 12 cm de diâmetro
Sucedido por HD DVD, Disco Blu-ray

DVD (abreviação de Digital Video Disc ou Digital Versatile Disc, em português, Disco Digital de Vídeo ou Disco Digital Versátil). Contém informações digitais, tendo uma maior capacidade de armazenamento que o CD, devido a uma tecnologia óptica superior, além de padrões melhorados de compressão de dados. O DVD foi criado no ano de 1995.
Índice


* 1 História
* 2 Informações técnicas
o 2.1 Estrutura dos arquivos
* 3 Capacidade do DVD
* 4 Códigos das regiões
* 5 Tipos de DVD
o 5.1 DVD Gravável
+ 5.1.1 Diferença entre DVD+R e DVD-R
o 5.2 DVD Regravável
+ 5.2.1 Diferença entre DVD+RW e DVD-RW
* 6 Sucessores
o 6.1 Blu-ray e HD DVD
o 6.2 EVD e VMD
* 7 Leitor de DVD
* 8 Referências
* 9 Ver também

História

No início de 1990 dois tipos de discos-ópticos de alta capacidade estavam em desenvolvimento: um era o MultiMedia Compact Disc (MMCD), liderado pela Philips e Sony, e o outro era o Super Density Disc (SD), patrocinado pela Toshiba, Time-Warner, Matsushita Electric (Panasonic), Hitachi, Mitsubishi, Pioneer, Thomson e JVC. O presidente da IBM, Lou Gerstner, tinha a proposta de unir os dois sistemas, evitando a repetição dos problemas da década de 1980, com os videocassetes dos formatos VHS e Betamax.

Philips e Sony abandonaram o formato MMCD e concordaram o formato da Toshiba com duas modificações referentes a tecnologia implicada. A primeira foi a geometria que permitisse o "push-pull" (pular) das faixas (assim como no CD, você pula de uma música para outra, já no videocassete você não tem como fazer isso rapidamente), que era uma tecnologia conjunta da Philips-Sony. A segunda era adoção do sistema Philips EFMPlus. O EFMPlus, foi criado por Kees A. Schouhamer Immink, que também criou o EFM: é 6% menos eficiente que o sistema SD da Toshiba, o que resultou numa capacidade de 4,7GB ao invés dos originais 5GB do SD. A grande vantagem do EFMPlus é sua grande resiliência e resistência a intempéries tais como arranhões e impressões digitais. O resultado foi o DVD 1.5, anunciado ao público em 1995 e terminado em setembro de 1996. Em maio de 1997, o Consórcio DVD mudou para Fórum DVD, que é aberto a todas as companhias (não somente a Philips, Sony e Toshiba).

Os primeiros DVD Players (leitores de DVD) e discos estavam disponíveis em Novembro de 1996 no Japão, Março de 1997 nos Estados Unidos, 1998 na Europa e 1999 na Austrália. No Brasil a tecnologia começou a ganhar força em 2002 e 2003. O primeiro filme em DVD lançado nos Estados Unidos foi o Twister em 1996. O filme foi um teste para o Surround Sound 2.1. No Brasil, o primeiro DVD de filme foi Era uma vez na América, da FlashStar lançado em 1998. Em 1999 o preço dos DVD Players baixou para US$300 (dólares). A rede de supermercados Wal-Mart começou a vender DVD Players mesmo tendo pouca procura em comparação com os vídeos VHS, mas logo outras lojas seguiram o Wal-Mart e o DVD rapidamente se tornou popular nos Estados Unidos. Devido à desvalorização da moeda brasileira em relação aos dólares e à demora na decisão sobre a região a ser adotada no Brasil, bem como outros fatores, o DVD só se popularizou no Brasil em 2003, tomando quase 80% do mercado de vídeos. Um atraso de quase um ano, segundo fabricantes do setor.
Informações técnicas

Os DVD possuem por padrão a capacidade de armazenar 4,7 GB de dados, enquanto que um CD armazena em média de 700 MB(cerca de 14,6 % da capacidade de um DVD). Os chamados DVD de dual-layer (dupla camada) podem armazenar até 8,5 GB. Apesar da capacidade nominal do DVD comum gravável, é possível apenas gravar 4.484 MB de informações, e com o tamanho máximo de cada arquivo de 1 GB numa gravação normal. O tamanho máximo de arquivo varia conforme o tipo de gravação: UDF, ISO normal, DVD-video etc. Por exemplo, para gravar um arquivo com cerca de 2 GB, é necessário escolher a opção UDF mode. Apresenta resolução de 500 linhas (horizontais). A qualidade de imagem e som do DVD são bem superiores as das fitas de video VHS.[1].
Estrutura dos arquivos

Observando as extensões dos arquivos num sistema operacional podemos observar:

* Arquivos *.IFO (de informação) são scripts sobre "como" rodar o DVD;
* Arquivos *.BUP são backups dos *.IFO;
* Arquivos *.PUO são de operações proibidas ao utilizador e geralmente são removidos quando ripamos (nomenclatura usada quando convertemos um DVD para arquivo de computador);
* Arquivos *.VOB (de objeto visual) contém todo o filme, menu, extras, idiomas, e legendas, através de uma multiplexação.

Capacidade do DVD
Uma camada (Single Layer) Duas camadas (Dual/Double Layer)
Tamanho físico GB GiB GB GiB
12 cm, um lado 4,7 4,38 8,5 7,92
12 cm, dois lados 9,4 8,75 17 15,8
8 cm, um lado 1,4 1,3 2,6 2,42
8 cm, dois lados 2,8 2,61 5,2 4,84

Nota: GB aqui significa gigabyte e é igual a 109 (ou 1.000.000.000 bytes). Muitos computadores irão mostrar gibibyte (GiB) igual a 230 (ou 1.073.741.824 bytes). Exemplo: um disco com capacidade de 8,5 GB irá fornecer (8.5 x 1.000.000.000) / 1.073.741.824 ≈ 7,92 GiB.
Códigos das regiões
Mapa da divisão das regiões do DVD.

Dado a data de lançamento de um filme variar de país para país, para evitar que o público compre um filme antes que ele seja exibido no cinema do seu país e como medida de proteção desse mercado, os editores de DVD dividiram o mundo em seis zonas. Deste modo, por exemplo, um DVD editado na zona 1 não pode ser lido por um leitor de DVD da zona 2. Existe, no entanto, uma grande variedade de leitores multi-zona que permitem ler o DVD, independentemente da região a que pertencer.
Número: Região

* 0/All: Sem codificação, lido em todas as regiões.
* 1: EUA, Canadá e territórios norte-americanos
* 2: Europa Ocidental, Groenlândia, África do Sul, Lesoto, Suazilândia, Japão, Egipto e Médio Oriente
* 3: Sudeste Asiático, Coréia do Sul, Macau e Hong Kong, Indonésia, Filipinas, Taiwan
* 4: Brasil, Austrália, Nova Zelândia, México, América Central, América do Sul
* 5: Rússia, países da ex-União Soviética, Europa de Leste, subcontinente indiano, Mongólia, a maior parte dos países africanos
* 6: República Popular da China
* 7: Reservado para uso futuro
* 8: Utlização internacional, como em aviões, cruzeiros, etc.

Tipos de DVD

DVD graváveis permitem somente uma gravação, não sendo possível excluir nada depois, acrescentar dados é possível se o disco não for finalizado (Disk At Once), enquanto que os DVD regraváveis permitem apagar e regravar dados.
DVD Gravável

* DVD-R: somente permite uma gravação e pode ser lido pela maioria de leitores de DVD;
* DVD+R: somente permite uma gravação, pode ser lido pela maioria de leitores de DVD e é lido mais rapidamente para backup;
* DVD+R DL (dual-layer): semelhante ao DVD+R, mas que permite a gravação em dupla camada, aumentando a sua capacidade de armazenamento.

Diferença entre DVD+R e DVD-R

DVD+R e DVD-R possuem a mesma função e a mesma capacidade. Na prática, a diferença da mídia DVD-R para a DVD+R é o desempenho: discos DVD+R são lidos mais rapidamente do que discos DVD-R. Esta diferença só é sentida se você usar o disco DVD para gravar arquivos de dados, isto é, usar como uma mídia de backup. Já que para assistir filmes, o desempenho é o mesmo[2]. DVD+R só pode ser lido e gravado em gravadores DVD+R, e DVD-R só em gravadores DVD-R. Existem no mercado gravadores que conseguem gravar os dois tipos de mídia, chamados gravadores DVD±R ou dvd multi-recorder.
DVD Regravável

* DVD-RW: permite gravar e apagar cerca de mil vezes;
* DVD+RW: é uma evolução do DVD-RW. Também permite gravar e apagar cerca de mil vezes, mas possui importantes aperfeiçoamentos, em especial uma compatibilidade muito maior com os DVD Players, a possibilidade de editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado e um sistema de controle de erros de gravação. Todos os formatos de DVD com o símbolo + (mais) são apoiados pela Dell, Hewlett-Packard, Mitsubishi/Verbatim, Philips, Ricoh, Sony, Thomson e Yamaha, através da DVD+RW Alliance[3].
* DVD+RW DL: possui duas camadas de gravação, o que dobra a sua capacidade de armazenamento.
* DVD-RAM: permite gravar e apagar mais de cem mil vezes. A gravação e a leitura são feitos em uma série de círculos concêntricos, um formato que se aproxima mais do que ocorre nos discos rígidos (em todos os demais tipos de DVD, e também de CD, a gravação é feita em uma única linha contínua, uma espiral que parte do centro e termina na borda externa). Daí decorre o nome "gravação aleatória" (nos demais DVD, ela seria contínua). Permite editar o conteúdo do DVD sem ter de apagar todo o conteúdo que já estava gravado. Oferece a possibilidade de gravação e leitura simultâneas (time shift) sem o risco de apagar a gravação. Compatível com poucos leitores de DVD. Possui uma única camada de gravação. Capacidade: versão 1.0 - de 2,58 GB (um lado) a 5,16 GB (dois lados), e versão 2.0 - de 4,7 GB (um lado) e 9,4 GB (dois lados). Formato apoiado pela Hitachi, LG, Maxell, Matsushita (Panasonic), Samsung, Toshiba e JVC, através do RAM Promotion Group (RAMPRG)[4]. Em 2007, o custo do DVD-RAM é de aproximadamente quatro vezes o preço do DVD+RW, seu concorrente.

Diferença entre DVD+RW e DVD-RW

A diferença, além do que já foi dito, é que o DVD+RW suporta gravação aleatória (o que significa que é possível adicionar e remover arquivos sem a necessidade de apagar todo o disco para recomeçar), sendo mais parecido com um disco rígido removível, enquanto que o DVD-RW não (se for necessário mudar alguma coisa, será preciso limpar todo o disco e recomeçar). A desvantagem do DVD+RW é o seu custo maior.
Sucessores
Blu-ray e HD DVD

Foram lançados no mercado duas novas tecnologias para substituir o DVD, com maior capacidade de armazenamento. São os formatos Blu-ray e HD DVD. Estes formatos utilizam um disco diferente, que é gravado e reproduzido com um laser azul-violeta ao invés do tradicional vermelho. O laser azul possui um comprimento de onda menor, o que permite o traçado de uma espiral maior no disco, podendo render até 50 GB e 30 GB de capacidade no caso do Blu-ray e HD DVD, respectivamente. Os dois formatos têm suas vantagens e desvantagens: o Blu-ray tem maior capacidade de armazenamento, chegando a 25 GB com camada única ou 50 GB com dupla camada, mas seus discos, assim como os aparelhos para leitura, são mais caros para serem produzidos. O HD DVD por sua vez, é capaz de armazenar apenas 15 GB com camada única ou 30 GB com dupla camada, mas teria um custo menor de produção.

Apoiando o formato HD-DVD estavam Microsoft, Intel e Toshiba, entre outros. Do lado do Blu-ray estão Philips, Apple e Sony, entre outros. O espaço extra dessas novas tecnologias de DVD será utilizado para comportar filmes e jogos em alta definição, de acordo com esta geração de aparelhos televisores e videogames. Em 19 de Fevereiro de 2008, a Toshiba comunicou a decisão de não continuar com o desenvolvimento, fabricação e comercialização do HD DVD[5]. Sendo assim, o Blu-ray é o sucessor do DVD.
EVD e VMD

A República Popular da China lançará um padrão próprio de discos de alta resolução chamado EVD (Enhanced Versatile Disc ou Disco Versátil Reforçado, em português). Já o VMD foi criado por uma empresa inglesa, que criou um novo padrão apenas realizando otimizações no DVD onde se pode atingir 100 GB e utilizar o mesmo laser vermelho e que em custo sairia pelo mesmo preço dos DVD convencionais.
Leitor de DVD

O leitor de DVD é um acessório doméstico capaz de reproduzir mídias no formato DVD. Alguns mais modernos reproduzem também outros formatos como CD (de música mp3 e fotos), VCD, SVCD, mini-CD, DVD-RAM e discos de dados, com por exemplo, filmes no formato *.avi (que foram compactados em DivX ou XviD). Existem ainda os "DVD-KARAOKÊ" (mesmas funções que o DVD Player normal), porém estes possuem entradas para microfones. Existem DVD Players com entradas USB para assim poder inserir algum MP3 ou MP4.
Um exemplo de leitor de DVD.
Unidade de leitura de CD (cima) e de DVD (baixo).

Também é possível visualizar DVD em computadores pessoais, usando uma unidade de leitura de DVD, e um software ou programa tocador de DVD, como por exemplo o Windows Media Player , WinDVD ou PowerDVD, para o sistema operacional Windows, e mplayer, vlc, xine ou totem para os sistemas GNU/Linux e derivados do BSD.
Referências

HISTORIA DO DISCO DE 78 ROTAÇÕES


Disco de 78 rotações (disco de goma-laca)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


O disco de 78 rotações era uma chapa (formato bolacha), geralmente de cor negra, empregada no registro de áudio (músicas, discursos, efeitos sonoros, trilha sonora de filmes, etc.). Em geral, foram grandemente utilizados na primeira metade do século XX.
Diferenças entre os principais formatos de discos
Exemplos de discos de 78 rotações

O material utilizado em sua fabricação era a goma-laca, que dava uma característica rija, vítrea e extremamente frágil ao formato. Eram executados inicialmente nos gramofones e, posteriormente, nos toca-discos eléctricos.

Até 1948 eram o único meio de armazenamento de áudio, quando foi inventado o LP, mais resistente, flexível, e com maior tempo de duração.
Exemplos de discos de 78 rotações
História

Sua criação é atribuída a Émile Berliner, canadense, na década de 1870. Berliner divergia de Thomas Edison em relação ao formato a ser adotado para armazenar a gravação sonora, invento ainda recente. Edison apostou nos cilindros de cera, de duração de 1 a 3 minutos, que possuíam menor ruído, porém de menor alcance sonoro (aposta, aliás, fadada ao fracasso, com o cancelamento definitivo do formato de cilindro em 1912). Em um primeiro momento a invenção de Berliner foi encampada por uma famosa empresa alemã de brinquedos, que o vendia como tal, junto com um gramofone de dimensões reduzidas.

No final da década de 1890, Berliner criava a Gramophone Company, existente ainda hoje com o nome de EMI (Electric and Music Industries), importante selo no mercado mundial da música. A velocidade e o formato, porém não estavam ainda definidos. Haviam discos de 76, 79, 80 rotações, e os tamanhos variavam de 15, 17, 20, 25 a 30 cm. Tal divergência advinha dos diferentes métodos e técnicas de gravação desenvolvidas pelas primeiras marcas, ainda no início do século XX.

Finalmente, na metade da década de 10 a Victor Record Company (mais tarde RCA Victor) estabeleceu o padrão mais conhecido, e com o qual se denominam os tais discos: 78 rotações por minuto, com as dimensões de 25 cm (ainda continuaram a ser editados discos de dimensões maiores, de 30 cm, especialmente para peças de música clássica, de maior duração). O auge do uso deste formato deu-se nas décadas de 40 e 50, quando o consumo de discos para uso particular tornou-se um costume difundido no mundo inteiro. Mas, ao mesmo tempo, em 1948, surgiria o formato que iria substituí-lo: o LP (Long-Playing), de 33 rotações e 30 cm.

Esse tipo de disco teve ainda uma sobrevida de alguns anos. Nos Estados Unidos, sua produção cessou em 1967. No Brasil, os últimos 78 rotações foram produzidos em 1969. Já em alguns países africanos como Nigéria e Gana, ou ainda Índia, Colômbia, Guatemala e na extinta União Soviética, o formato continuou sendo utilizado até o início da década de 1970.